R.B. 3/MAR/20 "Com o aval dos seus comparsas do STF e o dinheiro do contribuinte brasileiro"



"Com o aval dos seus comparsas do STF e o dinheiro do contribuinte brasileiro"

São Paulo, 3 de março de 2020 (TERÇA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, para fechar em território positivo pelo terceiro pregão consecutivo, aliviada com a redução dos temores com o coronavírus, beneficiada pelo avanço das negociações do Orçamento impositivo no Congresso e novamente impulsionada pela valorização das commodities e (2) o DÓLAR pode cair, em um “ajuste técnico” após 9 pregões consecutivos de alta, acompanhando os mesmos motivos que devem animar a bolsa tupiniquim e elevar o fluxo positivo de recursos externos.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 2,4% (aos 106.625pts), recuperando parte das perdas acumuladas no mês passado (-8,4%) e no ano (-7,8%), influenciada pela melhora do “humor” nas demais bolsas mundiais, pela valorização das commodities e pela gradativa redução dos temores com o coronavírus e (2) o DÓLAR subiu 0,1% à R$ 4,48, influenciado pelo aumento das “apostas” de corte dos juros pelo BC tupiniquim.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 1,0% e China 3,1%, em meio a esperanças de que grandes BCs ajam de forma coordenada com novos estímulos monetários, em resposta à acelerada disseminação do coronavírus, (2) da EUROPA, recuperando uma pequena parte das perdas da semana passada, Inglaterra 1,1%, França 0,4% e Alemanha 0,2%, também beneficiadas pela divulgação dos índices de gerentes de compras da zona do euro, da Alemanha e do Reino Unido, que subiram acima das expectativas do “mercado” e (3) dos EUA, retornando à trajetória de alta após 5 pregões seguidos de fortes perdas, S&P 4,6%, DJ 5,1% e NASDAQ 4,5%, à espera de estímulos monetários e animada por declarações de Mikael Dolsten, presidente global de pesquisas da Pfizer, afirmando que a companhia identificou componentes que possuem "alta probabilidade" de eficácia no combate ao vírus coronavírus.

Citando como motivo principal o coronavírus, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OADE) reduziu de 2,9% para 2,4% suas “apostas” para o crescimento da economia mundial em 2020, o que representa o menor patamar desde 2009.

Arregaçando as mangas, os ministros de Economia do G7, que é o grupo dos países mais industrializados do mundo, anunciaram ontem que farão uma teleconferência na manhã de hoje para debater como limitar os danos causados pelo coronavírus na economia global.

Como consequência da expectativa de desaceleração global por conta do coronavírus, 100% das “apostas” monitoradas pelo CME Group precificavam que o FED (“BC” dos EUA) cortará em -0,5% a taxa de juros norte-americana na sua reunião dos dias 17 e 18/MAR/20.

Embora suavizado à tarde, no Brasil os juros futuros tiveram ajuste negativo ao longo da curva, em meio a indicações de afrouxamento monetário, esperado para as principais economias do mundo, pode ser seguido também pelo Copom já na reunião de MAR/20.

Um pouquinho menos otimista que na semana passada, o “mercado” (1) reduziu pela terceira semana seguida, desta vez de 2,20% para 2,17%, suas “apostas” para o crescimento da economia tupiniquim em 2020 e (2) diminuiu pela nona semana seguida, agora de 3,20% para 3,19%, suas projeções para a inflação medida pelo IPCA neste ano.

Dando mais um sinal positivo da economia tupiniquim, em FEV/20, mesmo com o coronavírus, as vendas de veículos novos no país foram 1,18% maiores que em FEV/19 e 3,89% superiores ao registrado em JAN/20.

Muito melhor do que o esperado pelo “mercado” (US$ 1,5bi) e apresentando o terceiro melhor resultado par ao mês na história, em FEV/20 a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 3,1bi, que foi auferido principalmente por conta do crescimento de 15,5% das exportações na comparação com FEV/19.

Política:

Sugerindo que estados e municípios tenham autonomia para definir alíquotas sobre consumo, renda e propriedade, o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança diz ter recolhido 150 assinaturas de colegas apoiando sua nova proposta de reforma tributária, que deve ser protocolada nesta semana.

O Palácio do Planalto aposta em uma vitória no Senado na briga pelo chamado Orçamento impositivo no Congresso, porém auxiliares do presidente Bolsonaro temem retaliações da Câmara.

Canalha, que consegue ser mais traíra que Judas, Doria, governador tucano de SP que sonha diuturnamente em ser presidente do Brasil, chamou de inviável e inoportuna a decisão de Romeu Zema, governador do NOVO em MG, de propor reajuste de 41,7% para servidores da segurança pública do seu Estado.

Em Paris, berço do socialismo europeu, Lula, maior bandido da história tupiniquim que, apesar de condenado, passeia pelo mundo com o aval dos seus comparsas do STF e o dinheiro do contribuinte brasileiro, afirmou que só se entregou para a polícia em 2018 pois queria provar que Sergio Moro é criminoso, ressaltando que atualmente o Brasil é um país menos democrático e que despreza os direitos do povo.

Certamente por interesses nada republicanos, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, demorou quase 1 ano para enviar à Justiça Eleitoral fluminense o inquérito contra o ex-prefeito Eduardo Paes, do DEM, que apura os crimes de corrupção, evasão de divisas e caixa dois nas campanhas eleitorais de 2010 e 2012.

Deixando a organização criminosa petista de lado para embarcar em outra canoa furada, o PDT vai mesmo apoiar a candidatura de Márcio França, do PSB, à prefeitura de SP, que terá como candidato a vice o sindicalista Antônio Neto, da Central dos Sindicatos Brasileiros.

Ex-ministro e ex-amigo de Bolsonaro, Gustavo Bebianno voltou a criticar o presidente por ele ter apoiado as manifestações marcadas 15/MAR/20, alertando que ele quer o caos para criar ruptura institucional e se perpetuar no poder.

Com boas chances de absolver o meliante, hoje os “nobres” ministros do STF começam a julgar o nefasto deputado federal Paulinho da Força, presidente Solidariedade e manda-chuva da Força Sindical, que é acusado, desde 2015, de crime contra o Sistema Financeiro Nacional, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Crítica:

Corroborando com a delação premiada de Palocci, que informou que o BTG recebia informações privilegiadas do BC durante o governo da organização criminosa petista, em 31/AGO/2011, quando o Copom cortou a taxa básica de juros de forma “inesperada” e contrariando as “apostas” de 62 economistas consultados na ocasião pela Bloomberg, um fundo gerido pelo referido banco de André Esteve, o BTG Pactual Direcional B, teve uma valorização diária de 30%.

Enquanto a CVM, que só defende os interesses dos grandes bancos, cobra mais de R$ 10mil por ano para um Assessor de Investimentos ter uma empresa e obriga que ele trabalhe com apenas 1 corretora, a Susep, que defende e luta pelos interesses dos corretores de seguros, que aliás pagam apenas R$ R$ 731,44 por ano de taxa, deu a autorização para estes profissionais venderem investimentos de bancos.

PAZ, amor e bons negócios;

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