R.B. 2/MAR/20 "Apesar de ainda não ter culhões"



"Apesar de ainda não ter culhões"

São Paulo, 2 de março de 2020 (SEGUNDA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, recuperando parte das perdas acumuladas no mês passado (-8,4%), influenciada pela melhora do “humor” nas demais bolsas mundiais, pela valorização das commodities e pela gradativa redução dos temores com o coronavírus e (2) o DÓLAR pode cair, em um “ajuste técnico” após 8 pregões consecutivos de alta, acompanhando os mesmos motivos que devem animar a bolsa tupiniquim e elevar o fluxo positivo de recursos externos.

Sexta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,1%, recuperando as perdas de abertura, quando na mínima atingiu 99.950pts, para fechar na máxima do dia (aos 104.172pts), com destaques de alta para as ações dos bancos, como Bradesco (2,4%), Itaú (3,0%) e Banco do Brasil (2,3%), em mais um pregão com excelente volume de negócios (R$ 40,0bi) e (2) o DÓLAR subiu 0,1% à R$ 4,48, batendo mais um recorde histórico de alta e acumulando valorização de 11,6% no ano, em meio às preocupações com os efeitos do coronavírus na economia mundial e a piora do déficit da conta corrente do Brasil.

Também sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -3.7% e China -3,7%, seguindo a tendência da semana nos demais mercados financeiros globais, à medida que a rápida disseminação do novo coronavírus fora da China gera apreensão e prejudica o apetite por ativos considerados mais arriscados, como ações, (2) da EUROPA, Inglaterra -3,3%, França -3,4% e Alemanha -3,9%, encerrando uma semana bastante negativa para os índices, com destaques de queda para as ações de empresas ligadas a viagens e lazer e (3) dos EUA, encerrando no vermelho a pior semana desde OUT/08, S&P -0,8%, DJ -1,4% e NASDAQ -0,1%, diante da sensação de que o país está vulnerável ao coronavírus, o que poderia levar a uma reavaliação das perspectivas econômicas.

Citando os efeitos negativos do coronavírus na economia, Bank of America Merrill Lynch e o Goldman Sachs passaram a prever cortes de juros nos EUA pelo FED (“BC” norte-americano) já na próxima reunião, marcada para dos dias 17 e 18/MAR/20.

Conforme esperado, no final de semana, após a pior semana para as Bolsas norte-americanas desde a crise de 2008, Jerome Powell, presidente do FED (“BC” dos EUA), sinalizou que pode cortar juros para conter a retração da atividade econômica com o coronavírus.

Apesar de ainda não ter culhões” para liberar a oferta pública e a atuação de bancos internacionais no Brasil, o BC tupiniquim, com o objetivo de aumentar a concorrência, quer liberar o acesso dos bancos e das fintechs a informações dos clientes dos rivais para facilitar a concessão de crédito mais barato com o chamado open banking.

Como fruto da recuperação da economia tupiniquim, a taxa de desemprego no Brasil recuou de 11,6% no trimestre encerrado em OUT/19 para 11,2% no trimestre encerrado em JAN/20, patamar melhor que o esperado pelo “mercado” (11,3%).

Dando mais um sinal positivo da economia tupiniquim, diante da expectativa de aquecimento do mercado de ofertas públicas no Brasil, a Exec, que é uma das principais empresas de recrutamento de executivos de alto escalão do País, alertou que existe uma forte demanda das contratações no mundo corporativo tupiniquim este ano.

Bem melhor do que o esperado (R$ 46,8bi), o setor público consolidado brasileiro teve superávit primário de R$ 56,3bi em JAN/20, o que também é o melhor resultado para o mês na série histórica do BC e foi impulsionado pelo forte aumento da arrecadação de tributos sobre a renda das empresas.

Ajudando no controle da inflação, a Petrobrás, ajustando seus preços às cotações internacionais das commodities, anunciou na sexta-feira a redução dos preços da gasolina em -4,0% e do diesel em -5,0%.

Indicando que o agronegócio tupiniquim crescerá bastante nos próximos anos, em 2019 o volume de importação de defensivos agrícolas pelo Brasil foi 16% maior que em 2018 e atingiu o maior patamar da história.

Política:

Mostrando que prefere negociar com o bandido, o Brasil 200, grupo de empresários fundado por Flávio Rocha, dono da Riachuelo, decidiu não participar do ato contra o Congresso marcado para 15/MAR/20 e convidou Rodrigo Maia, nefasto presidente da Câmara, para um jantar em SP.

Presidente da organização criminosa petista, a deputada Federal Gleisi Hoffmann, que é conhecida como “Amante” nas planilhas de propina da Odebrecht, foi hostilizada por frequentadores de um hotel de luxo no RJ.

Segundo Janaina Paschoal, deputada estadual do PSL mais votada da história do Brasil, Bolsonaro não cometeu crime de responsabilidade, mas não está tendo estabilidade emocional, mental, espiritual, para lidar com crises bobas, que estão ganhando frequência e que começam a prejudicar o País.

Desde o ano passado, já foram apresentados ao menos 22 projetos de decreto legislativo que tentam barrar decisões do governo Bolsonaro destinadas a privatizar empresas públicas e, como não poderia ser diferente, a grande maioria foi apresentada por parlamentares do PSOL, do PT e do PSB.

Mostrando quem está de que lado, Rodrigo Maia, nefasto presidente da Câmara dos Deputados, virá para SP no dia 16/MAR/20 para participar de um almoço-debate do grupo empresarial Lide, criado por João Doria.

Do lado do bandido, a Justiça Federal determinou que a Funai e o governo federal recoloquem as correntes de controle de tráfego na BR-174 que foram retiradas por um ato heroico do deputado estadual Jeferson Alves.

Crítica:

O grupo AIs Livres participou da consulta pública da CVM sobre BDRs defendendo a mudança da regulamentação para que seja permitido que os Assessores de Investimentos possam oferecer investimentos internacionais aos seus clientes, ressaltando que isto seria importante e contribuiria para (1) o aumento da concorrência, (2) a ampliação de possibilidades de investimentos, em um cenário de juros baixos e (3) o investidor, que já busca investimentos no exterior, ter assessoria de profissionais brasileiros regulados, habilitados e que conhecem seus costumes, sua língua e seu perfil.

PAZ, amor e bons negócios;

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