R.B. 28/JAN/19 "Covardemente"



"Covardemente"

São Paulo, 28 de janeiro de 2019 (SEGUNDA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, realizando lucros após avançar 11,1% no ano, influenciada negativamente pelo “acidente criminoso” da Vale em Brumadinho e em um movimento de cutela diante da intervenção cirúrgica de Bolsonaro e (2) o DÓLAR pode subir, seguindo o esperado “humor negativo” na bolsa tupiniquim, porem deve-se ressaltar que o patamar é interessante para vendas de quem “aposta” na aprovação da reforma da Previdência.

Quinta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,1%, para fechar o dia no maior patamar da história (agora aos 97.677pts) pela 11º vez no ano, influenciada positivamente pela recuperação das commodities e principalmente pelos “frutos positivos” que Bolsonaro e seus ministros colheram, e ainda colherão, da ida à Davos e (2) o DÓLAR subiu 0,2% à R$ 3,77, em um “ajuste técnico” após fechar o pregão anterior registrando a maior baixa diária em 13 sessões, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e diante da montagem de posições defensivas por conta do feriado em SP.

Sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 1,0% e China 0,4%, com destaques de alta para as ações do setor de tecnologia, que seguiram o bom desempenho de seus pares na bolsa de NY no dia anterior, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,1%, França 1,1% e Alemanha 1,4%, diante das “apostas” de que o BC Europeu fará um reforço nos estímulos monetários e (3) dos EUA, S&P 0,8%, DJ 0,7% e NASDAQ 1,3%, impulsionadas por alguns balanços positivos pelo anúncio de que Trump e a oposição democrata chegaram a um acordo para reabrir o governo norte-americano.

Fazendo Mario Draghi, presidente o BC Europeu, deixar a porta aberta para novas medidas de estímulos, a referida autoridade monetária europeia reduziu, desta vez de 1,8% para 1,5%, suas “apostas” para o crescimento da economia da região neste ano de 2019.

Confirmando as “suspeitas”, na sexta-feira o BC da China, como o objetivo de estimular sua economia, informou que vai liberar cerca de US$ 37bi adicionais dentro de mudanças envolvendo a redução na proporção de dinheiro que os bancos devem manter como reservas.

Como São Tomé, que quer ver para crer, segundo especialistas que participaram, em NY, de um evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA sobre cenário político e econômico tupiniquim, o governo Bolsonaro, depois de uma plataforma liberal de campanha que conquistou a opinião pública e agradou ao mercado, precisa passar para as ações e começar a entregar algumas medidas aguardadas pelos investidores, como a reforma da Previdência.

Otimistas, (1) Ariovaldo Ferreira, que é gerente da mesa de renda variável da H.Commcor, ressaltou que, independentemente do que acontece no exterior, os investidores seguem “apostando” que o Brasil conseguirá melhorar suas contas públicas e (2) Felipe Gaspar, analista do Citi, afirmou que a Bolsa brasileira encerrará 2019 aos 104.000pts.

Mostrando que o governo Bolsonaro não vai ceder às pressões do setor automobilístico, Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do ministério da Economia, afirmou, durante uma reunião com o vice-presidente de Relações Governamentais da GM, que pediu a manutenção de subsídios, que se a montadora precisar fechar as fábricas no Brasil que as feche.

Podendo animar bastante o “mercado”, integrantes da equipe econômica de Bolsonaro dizem que estão perto de um acordo definitivo pela inclusão dos militares nas mudanças das regras de aposentadoria e que podem começar a tramitação da reforma da Previdência em MAR/18.

Dando novos sinais positivos da economia tupiniquim, (1) em 2018 a arrecadação federal teve alta de 4,74% acima da inflação, o que representa o melhor resultado desde 2014 e (2) o volume líquido de investimentos estrangeiros diretos no Brasil no ano passado ultrapassou os US$ 80bi, o que é cerca de 23% maior que em 2017.

Indicando que o Brasil deve priorizar acordos bilaterais, Cecilia Malmström, comissária europeia de Comércio, afirmou de forma desanimada na semana passada, em Davos, que uma nova rodada de negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia, que já se arrasta há mais de 20 anos, deve acontecer nos próximos 6 meses.

Coberta de razão, a agência de classificação de risco S&P anunciou que poderá rebaixar a nota da Vale em vários degraus em razão das implicações financeiras e de imagem decorrentes do desastre de sexta-feira, em Brumadinho, ressaltando também que o fato de uma tragédia semelhante ter acontecido em 2015 potencializa os riscos para a empresa.

-        A ADR de Vale caiu -8,5% na bolsa de NY, refletindo negativamente o “acidente criminoso” cometido pela empresa diante do rompimento de sua barragem em Brumadinho.
-        A Cielo subiu 4,6% na bolsa brasileira, depois que o Citi elevou de neutra para compra a recomendação para o papel e elevou o preço-alvo de R$ 13,80 para R$ 15,00, o que implica em um potencial de crescimento de 47% em relação ao fechamento de sexta-feira (R$ 10,68).
-      A CCR subiu 5,5% na bolsa tupiniquim, diante da notícia de que o governador de SP, João Doria, planeja renovar as concessões de rodovias administradas pela iniciativa privada no Estado que vencem até o fim de seu mandato, em 2022.
-     A Tencent subiu 4,1% na bolsa de Hong Kong, após garantir aprovação de autoridades chinesas para lançar novos jogos eletrônicos.

Política:

Covardemente”, o que dificilmente na história é uma característica da esquerda, o deputado Federal Jean Wyllys, do PSOL e que no impeachment de Dilma cuspiu na cara de Bolsonaro, anunciou que vai desistir do seu terceiro mandato na Câmara, traindo o voto de cerca de 24mil eleitores do RJ, alegando que está sendo ameaçado, que tem medo de ser morto e que vai morar fora do Brasil.

Preparando a narrativa de que é um refugiado político, Jean Wyllys, que está prestes a ser condenado a indenizar Jair Bolsonaro em R$ 100 mil e que é investigado por envolvimento com o esfaqueador Adélio Bispo, renunciou para fazer propaganda contra o país no exterior e deixará no seu lugar na Câmara dos Deputados seu suplente David Miranda, que é um ativista LGBT casado há 14 anos com o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que por sua vez é um grande crítico internacional de Bolsonaro, a quem acusa seguidamente de ser fascista.

Acreditando, de forma arrogante, que são “cidadãos diferenciados”, servidores públicos retomaram as articulações para defender interesses próprios nas negociações da reforma da Previdência e já procuraram o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, para pressiona-lo.

Antro de corrupção, como tudo que o PT meteu a mão, a Fundação Carlos Chagas, que é uma das maiores realizadoras de concursos públicos do país, está sendo investigada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal por investimentos duvidosos que fez desde 2013 e que desviou cerca de R$ 650 milhões dos cofres públicos.

Complicando cada dia mais a vida de Lula, o maior bandido da história do Brasil, Palocci, seu ex-companheiro petista, afirmou, em depoimento de seu acordo de delação, que a empresa do jornalista Roberto D’Ávila, à época dono de uma produtora de audiovisual, recebeu um repasse de R$ 1mi para a produção do filme “Lula, o filho do Brasil” e que a quantia teria sido paga pela Schahin Engenharia em troca de um favor que teria prestado à empreiteira na Petrobras.

Como sempre estão do “lado negro da força”, PT, PCdoB e PSOL decidiram, após receberem uma ordem de Lula, criticar a decisão do governo Bolsonaro de reconhecer Juan Guaidó como presidente da Venezuela.

Deixando a vida do maior bandido da história do Brasil cada vez mais difícil, uma decisão judicial endureceu as condições de visitação a Lula, preso desde ABR/18 uma cela “VIP” na sede da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná, e que agora só poderá receber seus comparsas às quintas-feiras, entre 16h e 17h.

Mostrando o jeito NOVO de fazer política, Zema, governador de NG, expôs no hall da Cidade Administrativa, sede do governo e local onde funcionam as secretarias de estado, pilhas com centenas de quadros com a foto do ex-governador petista Fernando Pimentel, ressaltando que este tipo de desperdício com dinheiro público não pode mais acontecer.

Colocando mais um “tucano emplumado” atrás das grades, na sexta-feira Beto Richa, ex-governador do Paraná, foi alvo de um mandado de prisão preventiva, decretado pela Justiça Federal do Paraná, por fraudes na concessão de rodovias federais no seu estado.

Podendo reduzir a pressão sobre o filho do presidente, (1) o Conselho Nacional do Ministério Público vai analisar o pedido para afastar José Eduardo Gussem, procurador-geral de Justiça do RJ, das investigações que envolvem Flávio Bolsonaro e (2) Fabrício Queiroz, ex-PM e assessor do referido senador eleito, vai “matar no peito” todos os tiros que vem levando, assumindo a culpa de tudo, tal qual, aliás, os tesoureiros petistas que foram presos no mensalão e na Lava-Jato.

Na tentativa de selar de uma vez um acordo que garanta a reeleição de Rodrigo Maia na presidência da Câmara, aliados do democrata estão oferecendo a dirigentes do PP e do MDB acordos de longo prazo, ofertando postos em comissões e no comando da Casa somente para daqui 2 anos.

Crítica:

Racista, o Google anunciou que irá priorizar a busca por estudantes negros no Brasil em um novo programa de estágio, chamado Next Step, a ser lançado nesta segunda-feira e que terá 20 vagas e duração de 2 anos.

Mostrando que picareta é o que não falta no Brasil, apenas no mês de JAN/19, quando o governo Bolsonaro começou a fazer um “pente fino” no programa, o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família foi reduzido em -381 mil em relação a DEZ/18.

PAZ, amor e bons negócios;

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