R.B. 23/JAN/19 "Posição privilegiada"



"Posição privilegiada"

São Paulo, 23 de janeiro de 2019 (QUARTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, recuperando as perdas do pregão anterior, acompanhando a valorização das demais bolsas mundiais e beneficiada pelas gradativa melhora das expectativas para a economia brasileira e das "apostas" de aprovação da reforma da Previdência (2) o DÓLAR pode cair, retornando à sua trajetória natural após 6 pregões consecutivos de alta, seguindo a esperada melhora do "humor" na bolsa tupiniquim e influenciado pelo aumento do fluxo positivo de recursos externos oriundos de exportações, captações e investimentos.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,9%, ainda em um "saudável" movimento de realização de lucros, novamente acompanhando as perdas das principais bolsas e o recuo das commodities e (2) o DÓLAR subiu 1,5% à R$ 3,81, influenciado pela ausência dos leilões de venda do BC e também pelos "temores" de desaceleração da economia mundial.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -0,5% e China -1,2%, prejudicadas pelo aumento das preocupações sobre a perspectiva econômica global, (2) da EUROPA, Inglaterra -1,0%, França -0,4% e Alemanha -0,4%, influenciadas pelo mesmo motivo que derrubou as bolsas asiáticas e também desanimadas pelo resultado abaixo do esperado divulgado pelo banco UBS, cujas ações recuaram -1,5%, e pelo anúncio de que o índice alemão das condições atuais despencou de 45,3pts em DEZ/18 para 27,6pts em JAN/19 e (3) dos EUA, S&P -1,4%, DJ -1,2% e NASDAQ -1,9%, com as notícias negativas que derrubaram as demais bolsas mundiais somadas ao novo aumento das preocupações com as relações comerciais do país com a China, diante de "rumores" de que o governo norte-americano rejeitou uma oferta de que reunião nesta semana com 2 vice-ministros chineses para conversas preparatórias.

Segundo analistas da Wells Fargo, para as bolsas norte-americanas desafiarem a história e projetarem uma rápida recuperação em forma de V, seria necessária uma limpeza significativa das preocupações do mercado, que são (1) aumento dos juros, (2) guerra comercial com a China, (3) desaceleração do crescimento global e (4) temporada de balanços

Byron Wien, bilionário e vice-presidente da empresa Blackstone Private Wealth Solutions, que faz a gestão de USD 457bi em ativos, colocou o Brasil na sua lista de 10 prioridades para investimentos em 2019, ressaltando que o país voltou a chamar atenção pois (1) passou a ter um governo de direita e mais conservador, (2) está com o preço das ações bem atrativo e (3) se beneficiará da contínua expansão da sua classe média.

Buscando uma solução que, se feita de maneira adequada, é inesgotável, econômica, segura e até ecológica, o Governo Bolsonaro anunciou que pretende retomar o plano de construir entre 4 e 8 novas usinas nucleares no Brasil que, diferentemente do que ocorre nos países desenvolvidos, atualmente só gera 1,1% da energia que consome através desta fonte.

Ontem, durante o Fórum Econômico de Davos, Paulo Guedes, super-ministro tupiniquim da Economia, passou para uma plateia de cerca de 100 empresários, banqueiros e investidores "uma mensagem de entusiasmo" com a perspectiva de aprovação da reformas, principalmente a da Previdência, e de privatizações, enfatizando também a previsibilidade, a confiabilidade e o novo marco regulatório.

"Garantindo" que tem credibilidade e apoio para aprovar as reformas que o Brasil precisa, Bolsonaro também prometeu compatibilizar meio ambiente e desenvolvimento, defendendo o histórico tupiniquim de preservação ao afirmar que o país dá exemplo ao mundo nesta área.

Supostamente, ao menos para a imprensa socialista tupiniquim, já em represaria pela promessa de Bolsonaro de trocar a embaixada tupiniquim em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, ontem a Arábia Saudita, maior importadora de carne de frango do Brasil, com 12% do total exportado deste produto pelo país em 2018, desabilitou 33 frigoríficos da lista dos exportadores brasileiros, alegando oficialmente a constatação de irregularidades nas inspeções realizadas no ano passado.

Acostumada a negociar com bandidos sindicalistas do PT, a GM, que sempre mamou nas doces tetas do governo tupiniquim, "avisou" que somente fará um novo ciclo de investimentos no país se tiver benefícios fiscais, como redução do ICMS.

Com uma boa dose de razão, a Associação Brasileira de Investidores "avisou" que entrará com uma ação civil pública contra a operação de venda do controle da divisão comercial da Embraer para a norte-americana Boeing, por entender que a transação deveria disparar uma oferta pública de aquisição de ações para todos os acionistas da referida fabricante brasileira de aeronaves.

-    A Johnson & Johnson caiu -1,4% na bolsa de NY, já que após divulgar seu balanço, que até superou timidamente as projeções, indicou uma perda de fôlego das vendas.

Política:

Em "posição privilegiada", que certamente facilitará a aprovação das reformas, segundo cálculos iniciais Bolsonaro terá na Câmara a oposição declarada de apenas 140 deputados de 8 partidos, patamar inferior ao enfrentado por Lula, que em 2003 tinha a oposição de 190 deputados.  

Direta e reta, Raquel Dodge, procuradora-geral da República, afirmou, ao abrir um evento sobre combate à corrupção, que os eleitores brasileiros se manifestaram nas urnas contra os desvios de recursos públicos e demonstraram seus anseios de construir uma sociedade mais íntegra e honesta.

Com uma boa parte da impressa socialista tupiniquim já tentando até ligar seu nome à morte da vereadora do PSOL Marielle, ontem foi revelado que Flávio Bolsonaro, senador eleito pelo PSL, empregou até NOV/18 em seu gabinete na Assembleia Legislativa, quando era deputado Estadual do RJ, a mãe e a mulher de um policial militar suspeito de comandar milícias na cidade.

Dando um recado aos terroristas que eram protegidos e até endeusados pelo PT, Bolsonaro aproveitou sua fala no Fórum de Davos para "avisar que o Brasil não será mais refúgio de criminosos ou de bandidos na capa de presos políticos.

Representando "uma opção descente para o comando da Casa", ontem o Podemos informou oficialmente o lançamento da candidatura de Alvaro Dias à presidência do Senado e defendeu o voto aberto para esta eleição.

Fazendo bons amigos, hoje Bolsonaro, que ainda está em Davos, participará de reuniões bilaterais com o premiê da Itália e com o presidente da Colômbia, almoçará com executivos e jantará com outros mandatários latino-americanos.

Se juntando à organização criminosa petista, deputados do PSOL e PSB ensaiam a criação de um bloco único para conseguir espaço nas estruturas políticas e administrativas da Casa e também fazer oposição à candidatura de Rodrigo Maia à presidência da Câmara.

Picareta como seu opositor e comparsa de partido Renan Calheiros, a senadora emedebista, que teve seus bens bloqueados por usar recursos públicos para sua campanha eleitoral, afirmou que sua candidatura à presencia do Senado não tem o apoio do governo Bolsonaro.

Mostrando mais uma vez que na máquina pública tupiniquim existe muito vagabundo para pouco trabalho, o general Otávio Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, informou que o governo quer reduzir em -30% do pessoal da Secretaria de Comunicação Social até o fim do mês.

Desovando uma série de depoimentos bombásticos para a Polícia Federal, Carlos Pocente, motorista e faz tudo de Palocci, afirmou que (1) tinha o costume de receber propina de empresários, como Abílio Diniz, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, na garagem dos edifícios em que se localizava as "consultorias" de seu patrão e (2) levou o referido ex-ministro para reuniões nos bancos Safra, BTG e Santander para pegar malas de dinheiro.

Crítica:

Indicando que "a batata do ditador venezuelano está assando", Mike Pence, vice-presidente dos EUA, gravou um vídeo pedindo encorajamento aos venezuelanos que estão protestando contra Nicolás Maduro e de apoio a Juan Guaidó, o oposicionista que preside o Parlamento do referido país.

Calando mais uma vez a boca da imprensa socialista tupiniquim, que obviamente esconde o fato, ontem, no primeiro pronunciamento oficial sobre o conflito entre Israel e Palestina na gestão Jair Bolsonaro, o Brasil defendeu uma "solução de dois Estados" em novo acordo de paz conduzido pelos EUA.

PAZ, amor e bons negócios;

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