R.B. 5/NOV/18 "O boom do Bolsonaro"



"Boom do Bolsonaro"

São Paulo, 5 de novembro de 2018 (SEGUNDA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, rumo aos 90.000pts e mesmo após fechar o pregão anterior no maior patamar da história (aos 88.419pts), beneficiada pela valorização das commodities, acompanhando o movimento ascendente das principais bolsas mundiais e ainda impulsionada pelas expectativas positivas para o governo Bolsonaro e (2) o DÓLAR pode voltar a cair, influenciado pela trajetória internacional da moeda norte-americana e acompanhando o esperado “humor positivo” da bolsa tupiniquim.

Quinta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,1%, para fechar em território positivo pela 3ª vez consecutiva, com o “mercado animado” com a confirmação do juiz Moro no “super” ministério da Justiça de Bolsonaro e novamente acompanhando a melhora do “humor” nas principais bolsas mundiais e (2) o DÓLAR caiu -0,8% à R$ 3,69, retornando à sua trajetória de baixa, influenciado pelos mesmos motivos que animaram a bolsa tupiniquim e também pela expectativa de aumento do fluxo positivo de recursos externos oriundos de captações e destinados a investimentos.

Sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 2,6% e China 2,7%, bastante “animadas” pelos sinais de que as tensões comerciais entre EUA e China estão diminuindo, depois de uma conversa telefônica entre Trump e Xi Jinping, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,2%, França 0,3% e Alemanha 0,4%, sustentadas pela redução as tensões comerciais globais e com destaques de alta para as ações dos bancos, como BPM (3,1%) e UBI (3,3%) e (3) dos EUA, realizando uma parte dos lucros auferidos na semana, S&P -0,6%, DJ -0,4% e NASDAQ -1,0%, diante da divulgação de dados melhores do que o esperado da geração de empregos pelo país, o que fez surgir novas preocupações com o ritmo de elevação das taxas de juros pelo FED (“BC” local).

Mostrando mais uma vez o enorme sucesso da economia norte-americana durante o governo Trump, em OUT/18 o mercado de trabalho dos EUA criou 250 mil empregos, patamar bem acima do esperado pelo “mercado” (188 mil) e, já com mais vagas que pessoas procurando trabalho, o salário médio por hora dos trabalhadores avançou 3,1% na comparação com OUT/17.

Segundo Gustavo Rangel, economista para América Latina do grupo holandês ING, o resultado da eleição presidencial tupiniquim, com a vitória de Bolsonaro, melhorara as perspectivas para o quadro fiscal brasileiro, o que deve ajudar a estender o rali nos ativos locais.

Bastante otimista, a agencia de notícias Reuters “avisou” que a equipe de transição de Bolsonaro pretende mergulhar fundo nos dados e informações da economia, especialmente as questões fiscais, para montar um plano de zerar o déficit fiscal já em 2019.

Unidos para se aproximarem do novo presidente eleito e assim manterem seus monopólios e sua força política, (1) Roberto Setubal, presidente do Conselho de administração do Itaú, afirmou que é hora de virar a página das eleições e focar no crescimento do país e (2) Octavio de Lazari, presidente do Bradesco, afirmou que os primeiros anúncios econômicos de Bolsonaro atendem as expectativas e são importantes.

Aumentando “o boom do Bolsonaro”, (1) segundo projeções da Ubrafe (união dos promotores) no ano que vem o Brasil terá 15% mais feiras de negócios do que em 2018, (2) analistas projetam que cerca de 30 empresas devem abrir capital na bolsa tupiniquim nos próximos 18 meses e (3) Murillo de Aragão, da Arko Advice, “avisou” que empresas como Dunlop, Nívea, Leroy Merlin, Condor e Havan iniciaram uma onda de investimentos diretos no Brasil que já supera os R$ 2bi.

Dando novos sinais positivos da economia tupiniquim, (1) em OUT/18 as vendas de veículos novos cresceram 25,6% na comparação com OUT/17, (2) nos 9 primeiros meses deste ano aas consultas por novos financiamentos do BNDES aumentaram 6% na comparação com o mesmo período de 2017 e (3) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo elevou, de 72,7 mil para 76,5 mil, sua projeção de contratações para o Natal deste ano.

-    A Apple despencou -6,6% na bolsa de NY, depois que as vendas de iPhones do trimestre encerrado em SET/18 ficaram abaixo do que o “mercado” esperava.

Política:

Além de contribuir para manter o elevado nível técnico da equipe de ministros de Bolsonaro, a escolha do juiz federal Sérgio Moro para ser o futuro superministério da Justiça vai ajudar a elevar a popularidade do novo governo, o que contribui com o avanço da reforma da Previdência no Congresso.

Enquanto Bolsonaro, que na sua campanha arrecadou R$ 4,1mi, gastou R$ 2,4mi e tenta doar o que sobrou para o hospital que salvou sua vida, o PT, que torrou R$ 37,1mi tentando comprar votos na campanha presidencial de Haddad, quer doações de seus eleitores para fechar as contas de campanha, já que arrecadou R$ 32,7mi e portanto tem uma dívida de R$ -4,4mi.

Dando uma ótima notícia para o país, diante da confirmação de que Moro será o “super ministro da justiça” do governo Bolsonaro, está sendo formada na Câmara Federal a “bancada da Lava Jato”, composta por senadores e deputados que se elegeram com a bandeira do combate à corrupção.

Com a esquerda se afastando cada dia mais da organização criminosa petista, Cid Gomes, eleito senador pelo PDT do Ceará, afirmou que o PT contaminou o conceito de esquerda no Brasil pelo protagonismo na corrupção.

Após dizer que o PSL não precisa estar no comando, mas quer um “trator” na presidência da Câmara, já que espera que a oposição ao seu pai vai ser forte, Eduardo Bolsonaro afirmou que a reforma previdenciária só deve ser votada no ano que vem.

Indicando que, diferentemente dos seus pares, entendeu muito bem o recado das urnas, Dória, governador tucano eleito de SP, “avisou” que pretende enxugar a máquina do estado cortando secretarias.

Mesmo sabendo que Doria, novo governador de SP, tem todas as chances e méritos para assumir a presidência e o comando do PSDB, Alckmin, provavelmente com o objetivo de afastar os tucanos do governo Bolsonaro, desembarca esta semana em Brasília para retomar as articulações políticas.

Temendo perder mais uma fonte de mortadela, o PT, em seu perfil oficial no Twitter, condenou a proposta de Bolsonaro de extinguir a TV Brasil, conhecida também como “TV do Lula”, que já custou bilhões aos cofres públicos e que não tem nenhuma audiência.

Confirmando que o eleitor tupiniquim não foi influenciado por notícias falsas para escolher seu candidato, segundo uma matéria do próprio UOL Meirelles, que torrou mais de R$ 40mi do próprio bolso e mesmo assim teve menos votos que o Cabo Daciolo, pagou R$ 2mi para fazer disparos em massa pelo WhatsApp para números de telefone de beneficiários do Bolsa Família.

Jogando uma bola, merecida, nas costas de sua “companheira” Gleisi, atual presidenta da organização criminosa petista, Haddad passou a considerar a possibilidade de iniciar uma articulação para assumir a presidência do PT.

Mostrando mais uma vez que está ficando gagá e perdendo mais uma oportunidade de ficar calado, FHC afirmou, durante um evento socialista em Lisboa, que o governo Bolsonaro deve prejudicar a imagem do Brasil no exterior.

Coberto de razão, o general Augusto Heleno, que será o ministro da Defesa de Bolsonaro, disse que o ex-ministro Celso Amorim entrará para a história pela porta dos fundos, pois é o primeiro ex-chanceler a usar vários diplomatas a ele ligados em uma campanha no exterior contra o seu próprio país, mentindo sobre a prisão de Lula.

Buscando se apresentar como alternativa ao seu companheiro peemedebista Renan Calheiros, a senadora Simone Tebet, do PMDB do MS, começou a se mover nos bastidores para tentar se firmar como candidata à presidência do Senado.

Carregando o peso de ter cuspido na cara do presidente eleito do Brasil, Jean Wyllys, que só se reelegeu deputado Federal pelo PSOL por conta do coeficiente eleitoral, afirmou que tem medo de sair de casa por causa dos eleitores de Bolsonaro, a quem ele classifica como “maldito antidemocrático”.

Crítica:

Bolsonaro está 100% correto ao mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, já que é mais importante ter o apoio dos EUA, comprando mais produtos brasileiros e inclusive ajudando a colocar o Brasil na OTAN e no conselho de segurança da ONU, do que temer as ameaças de prejuízos às relações comercias tupiniquins com os países árabes.

PAZ, amor e bons negócios;

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