R.B. 14/NOV/18 "Fazem o que querem no país"



"Fazem o que querem no país"

São Paulo, 14 de novembro de 2018 (QUARTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve voltar a cair, mesmo após fechar o dia anterior no menor patamar em 10 pregões, acompanhando as perdas das principais bolsas mundiais e em um movimento de cautela antes do feriado e (2) o DÓLAR pode continuar em alta, seguindo o movimento internacional da moeda norte-americana, porém deve-se ressaltar que o patamar é interessante para vendas, principalmente diante das “apostas” de aprovação da reforma da previdência no começo de 2019.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,7%, novamente revertendo uma abertura positiva, quando na máxima avançou 0,5%, prejudicada pelas perdas das bolsas de NY e principalmente pelo forte recuo do petróleo, que derrubou a Petrobrás (-4,3%) e (2) o DÓLAR subiu 1,8% à R$ 3,83, para fechar o dia no maior patamar desde 5/OUT/18, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e também influenciado pela piora do “humor” na bolsa tupiniquim e pela redução das chances de aprovação da reforma da previdência ainda neste ano.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão -2,1%, seguindo as perdas das bolsas de NY no dia anterior e China 0,9%, diante de novos sinais indicando de que Washington e Pequim buscam superar suas divergências comerciais, (2) da EUROPA, recuperando parte das perdas do pregão anterior, Inglaterra 0,1%, França 0,8% e Alemanha 1,3%, beneficiadas pelos avanços na negociação para a saída do Reino Unido da União Europeia e com destaques de alta para as ações dos bancos, como Lloyds (1,5%), HSBC (1,5%), Société Générale (1,4%) e Santander (2,2%) e (3) dos EUA, devolvendo os ganhos da abertura, S&P -0,2%, DJ -0,4% e NASDAQ -0,1%, pressionadas principalmente pelas perdas das ações do setor de energia, diante do forte tombo do Petróleo (-6,9%).

Mostrando que o otimismo do investidor tupiniquim, diante da eleição de Bolsonaro, contrasta com o pragmatismo dos investidores globais, em NOV/18 os investidores estrangeiros já retiraram R$ -1,2bi da bolsa tupiniquim, elevando o saldo negativo do ano para R$ -7,1bi.

Podendo reanimar os pragmáticos investidores globais a colocarem dinheiro no Brasil, segundo uma pesquisa divulgada ontem pelo Bank of America, que foi feita apenas com gestores de fundos, 88% dos entrevistados “apostam” que a reforma da Previdência será aprovada em 2019.

Trabalhando, como sempre, em benefício de interesses privados e contra a população, Gilmar Mendes, “nobre” ministro do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a execução de pagamentos aos poupadores que já haviam garantido na Justiça o direito das correções pelas perdas de planos econômicos.

“Queridinho” dos governos petistas, o setor tupiniquim de automóveis, caminhões e ônibus, segundo um estudo do Ipea, recebeu, somente em 2015, R$ 18,7bi em subsídios para protege-lo da concorrência internacional, algo que segundo Paulo Guedes deve acabar no governo Bolsonaro.

Indicando um aumento das “apostas” na economia tupiniquim, grupo brasileiro que controla o aplicativo de entrega de comida iFood anunciou ontem uma captação de US$ 500mi, ressaltando que seu objetivo e tornar-se uma das maiores empresas do mundo no setor.

Como, diante da crise, do elevado endividamento e do enorme contingente de desempregados, o brasileiro tem consumido com mais parcimônia, em SET/18 as vendas do varejo tupiniquim recuaram -1,3% na comparação com AGO/18 e avançaram apenas 0,1% na comparação com SET/17, patamares bem piores que o esperado, respectivamente -0,2% e 1,6%.

-    A Vodafone subiu 7,8% na bolsa de Londres, após divulgar planos para cortar custos e melhorar sua perspectiva de resultados.

Política:

Mostrando toda sua falta de caráter, o senador peemedebista Eunício Oliveira, que aliás é residente da referida Casa, que colocar em votação um projeto lei, proposto pelo nefasto senador tucano Dalírio Beber, que pode acabar com a inelegibilidade de 8 anos de condenados pela Lei da Ficha Limpa antes de 2010.

Liderados por Márcio França, do PSB, Alckmin, do PSDB, e Rodrigo Maia, do DEM, os partidos de centro estudam a possibilidade de formação de uma federação de agremiações que passariam a atuar em conjunto no Congresso e nas eleições, porém com cada legenda mantendo em separado sua estrutura e seu fundo partidário, em geral de alguns milhões.

Levantando a primeira denúncia séria contra um possível integrante do governo Bolsonaro, segundo uma planilha entregue por delatores da JBS à PGR, Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, confessou o recebimento de 100 reais no caixa 2 nas eleições municipais de 2012.

Arrumando uma boquinha nova para um bandido velho, Ibaneis Rocha, o governador do DF eleito como “novo político”, escolheu para ser seu secretário de Meio Ambiente José Sarney Filho, derrotado nas urnas pelos maranhenses ao disputar o senado, ex-ministro de Lula, de Dilma e de Temer.

Indicando que Bolsonaro pode ter colocado a raposa para tomar conta do galinheiro, Venezuela, Moçambique e Cuba devem USD 459,2mi ao BNDES em pagamentos atrasados de empréstimos que foram feitos quando Joaquim Levy, o futuro presidente do referido banco de fomento, trabalhava para Lula, Dilma e Sérgio Cabral.

Cheio de boas intenções, mas até agora com poucas ações práticas e produtivas, Bolsonaro “prometeu” que planeja cortar “no mínimo” 30% dos cargos comissionados no governo federal, ressaltando que é um “exagero” o número atual, de 23 mil.

Coberto de razão Paulo Delgado, que foi um dos fundadores do PT e que recentemente repudiou o partido que ajudou a criar, afirmou que nas eleições sempre tem um polo do poder e um polo da liberdade e que desta vez o poder foi representado pela esquerda e a liberdade, pela direita.

Crítica:

Esquecendo-se que o novo presidente eleito prometeu, e está cumprindo, colocar apenas pessoas capacitadas e que conheçam do assunto no comando dos ministérios, Marco Aurélio, ministro do STF, afirmou eu o ideal seria Bolsonaro colocar um civil para comandar o ministério da defesa, algo que foi bastante comum nos governos socialistas, corruptos e incompetentes do PT e do PSDB.

Ontem, durante um debate no CADE sobre a verticalização, que é quando uma mesma empresa controla a maior parte da cadeia (como o Itaú, maior banco privado do país, que comprou a XP, maior corretora de valores do Brasil), enquanto os monopolistas bancos tupiniquins, que “fazem o que querem no país”, minimizaram efeitos negativos que poderiam ser causados pela concentração, as fintechs e empresa de máquinas de cartão fizeram críticas contundentes a essa característica, ressaltando que ela reduz a competição e gera ineficiência, aumento de custos e atrasos de inovação.

PAZ, amor e bons negócios;

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