R.B. 26/SET/18 "Considerado um colégio dazelite de SP"



"Considerado um colégio dazelite de SP"

São Paulo, 26 de setembro de 2018 (QUARTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, acompanhando a alta das principais bolsas mundiais, beneficiada pela valorização das commodities e impulsionadas pela divulgação de pesquisas mais independentes e que podem indicar que não é impossível a vitória de Bolsonaro no primeiro turno e (2) o DÓLAR pode seguir em queda, acompanhando a esperada melhora do “humor” na bolsa tupiniquim e influenciado pela trajetória internacional da moeda norte-americana.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,8%, recuperando as perdas da abertura, quando na mínima recuou -1,3%, impulsionada pelo aumento do apetite do investidor estrangeiro por ativos emergentes, principalmente de ações dos setores de commodities energéticas e metálicas e (2) o DÓLAR caiu -0,4% à R$ 4,07, revertendo a valorização inicial, quando na máxima atingiu R$ 4,14, influenciado pelo fluxo positivo de recursos externos e pelo aumento das expectativas de alta dos juros no Brasil.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão 0,3%, com as exportadoras beneficiadas pela desvalorização da moeda local (o iene) frente ao dólar e China -0,6%, prejudicada principalmente pelo recuo das ações do setor imobiliário, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,9%, França 0,1% e Alemanha 0,2%, beneficiadas pela valorização do petróleo e pelo maior otimismo com a discussão orçamentária na Itália e (3) dos EUA, também sem uma tendência única, S&P -0,1%, DJ -0,3% e NASDAQ 0,2%, divididas entre as novas críticas de Trump à China, que derrubou as ações das montadoras, como GM (-3,4%) e Ford (-2,1%), e a manutenção do bom desempenho das ações de tecnologia, como Alphabet (1,2%) e Twitter (1,8%).

Protegendo os interesses do seu país, como aliás todo governante deveria fazer, ontem, durante a Assembleia Geral da ONU, Trump, presidente dos EUA, alertou que as distorções do mercado chinês, que manipula sua moeda com o objetivo de tornar seus produtos mais competitivos, são inaceitáveis.

Segundo Samar Maziad, vice-presidente e analista sênior da Moody's, (1) as incertezas sobre os rumos da política econômica podem pressionar ainda mais o dólar, afetando a inflação e exigindo que o Copom tupiniquim eleve a taxa básica de juros na sua próxima reunião e (2) a eventual descontinuidade de políticas reformistas após a eleição de OUT/18 dará um sinal ruim aos mercados sobre a força das instituições brasileiras para lidarem com o quadro fiscal do país, podendo causar uma redução da “nota” de crédito brasileira.

Na ata da sua reunião da semana passada, na qual manteve a taxa básica de juros em 6,5% ao ano, o Copom avaliou que a alta do dólar tem tido pouco impacto na inflação, mas ressaltou que pode ajustar gradualmente a condução da política monetária quando e se houver necessidade.

Fazendo uma interessante comparação, o prestigiado economista Alexandre Schwartsman afirmou que o governo brasileiro atua como se o país fosse uma social-democracia europeia presa em um corpo de uma economia emergente.

Henrique Martins, que é presidente das operações brasileiras do fundo de investimento canadense Brookfield, admitiu que o processo eleitoral em curso retarda a decisão de investimentos no país, porém ressaltou que o histórico de respeito aos contratos no Brasil tranquiliza investidores.

Substituto de Alckmin, que já não tem chances, como o candidato “queridinho do mercado”, ontem Bolsonaro anunciou, ao lado de seu economista Paulo Guedes, que quer que Ilan Goldfajn, atual presidente do BC tupiniquim, permaneça no comando da instituição caso ele seja eleito.

Com potencial para elevar o volume e os preços das exportações agrícolas tupiniquins, neste ano, principalmente por conta do clima desfavorável, a safra de grãos da Europa deverá sofrer uma queda de -12% na comparação com o ano anterior.

Política:

Atuando cada dia mais como “linha auxiliar do PT” para ver se consegue algum ministério em um eventual governo do poste Haddad, Alckmin decidiu usar em sua campanha a hashtag “EleNão” para supostamente “alertar” as mulheres sobre em quem votar.

Ontem, logo após “garantir” que pretende fazer uma campanha propositiva, “sem ataques pessoais ou partidários”, Haddad, candidato petista à presidente que é poste de presidiário, afirmou que o PCC é uma das marcas da administração do PSDB em SP.

Principal informante da Polícia Federal, Palocci, outro “ex-queridinho do mercado” e que participou do núcleo duro do PT durante os 2 mandatos de Lula e o primeiro mandato de Dilma, disse ter “quase certeza” de que os US$ 16 milhões apreendido pela Receita em Viracopos com o filho do ditador de Guiné tinham como destino o caixa 2 petista.

Dando uma bela lição para aquele que já foi apontado como a principal estrela tucana, segundo a pesquisa divulgada ontem com intenções de voto para o governo de SP, (1) Skaf, mesmo sendo do partido de Temer, lidera a disputa com 24%, (2) Doria, que abandonou a prefeitura de SP quebrando uma promessa, caiu de 23% para 22%, (3) Marcio França, se tornando mais conhecido, subiu de 9% para 12% e (4) Luiz Marinho, mesmo com o apoio da máquina petista, caiu de 8% para 6%.

Se preparando para soltar o líder da organização criminosa petista em caso de vitória de Haddad, ontem o presidente Temer nomeou para a Comissão de Ética da Presidência o advogado André Ramos Tavares, que é professor de direito na USP, que defendeu a candidatura de Lula e que atacou o impeachment de Dilma.

De forma canalha, assim como os militantes de Bolsonaro que fizeram montagem em um vídeo para dizer que o NOVO estava apoiando seu candidato, Boulos, candidato à presidente pelo PSOL que assim como Alckmin atua como linha auxiliar do PT, colocou na sua propaganda eleitoral a foto de Sergio Moro com Aécio Neves, durante a entrega de um prêmio da Istoé, como se o juiz da Lava Jato fosse político.

Crítica:

Considerado um colégio dazelite de SP”, o Santa Cruz, ampliando sua fama de formar “socialistas de iPhone”, convidou Edin Abumanssur, militante petista e do MST que comemorou a tentativa de assassinato de Bolsonaro, para palestrar para seus alunos da oitava série, supostamente sobre protestantismo e igrejas pentecostais.

PAZ, amor e bons negócios;

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