R.B. 15/MAR/18 "É mais político que Ciro Gomes"



"É mais político que Ciro Gomes"

São Paulo, 15 de março de 2018 (QUINTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, tentando uma recuperação após 2 pregões seguidos de queda, acompanhando o movimento ascendente das principais bolsas mundiais e beneficiada pela alta das commodities e (2) o DÓLAR pode seguir em queda, influenciado pelos mesmos motivos que devem animar a bolsa tupiniquim e desta vez também seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,4%, realizando lucros, acompanhando as perdas das principais bolsas mundiais, diante do aumento das preocupações com uma guerra comercial entre Estados Unidos e China, e com baixo volume de negócios (R$ 9,4bi) para um dia de vencimento de opções sobre o índice e (2) o DÓLAR caiu -0,1% à R$ 3,26, na “contramão” da trajetória internacional da moeda norte-americana, influenciado pelos leilões de venda do BC e novamente com poucos negócios e baixa volatilidade.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -0,9% e China -0,6%, seguindo as perdas das bolsas de NY no dia anterior e prejudicadas pelo aumento dos “temores” de elevação dos juros chinesas, (2) da EUROPA, Inglaterra -0,1%, França -0,2% e Alemanha -0,1%, prejudicadas pelo recuo das commodities e pelo aumento da tensão geopolítica e (3) dos EUA, S&P -0,6%, DJ -1,0% e NASDAQ -0,2%, pressionadas pelo mau desempenho dos setores industrial e de materiais, em meio a temores renovados com a política protecionista do país e seus efeitos no comércio global.

Colocando “lenha na fogueira” da Geopolítica, Angela Merkel, a chanceler da Alemanha, disse que a União Europeia precisa responder com uma só voz às tarifas dos norte-americanos e não deve ter medo de impor suas próprias medidas, se necessário.

Elevando o stress geopolítico, ontem o governo do Reino Unido decidiu expulsar 23 diplomatas russos acusados de espionagem e de congelar os contatos diplomáticos de alto nível entre os países.

Sem oferecer mais detalhes de como a administração pensa em atingir esse objetivo, o que fez surgirem rumores de “guerra comercial”, ontem o porta-voz da Casa Branca afirmou que Trump, como todo governante que defende os interesses de seu país, quer reduzir em US$ -100bi o gigantesco superávit comercial que a China tem com os EUA.

Preocupando cada dia mais os EUA, que temem perder o posto de maior economia do planeta, nos 2 primeiros meses de 2018 a produção industrial chinesa cresceu 7,2% na comparação com o mesmo período de 2017, patamar mais elevado do que o esperado (6,1%).

Incompetente e fraco, já que durante seu mandato nenhum acordo comercial importante foi fechado entre os países, o brasileiro Roberto Azevêdo, que é diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, afirmou que a decisão de Trump de elevar as tarifas sobre o aço e o alumínio, anunciada na semana passada, joga o comércio mundial em águas desconhecidas com a possibilidade de culminar em uma guerra comercial.

Falando cada dia mais como um político que faz promessas do que como um técnico que faz análises, Meirelles, ministro da Fazenda que sonha diuturnamente em ser presidente do Brasil, “garantiu” que o crescimento potencial da economia brasileira deve se estabilizar ao redor de 3% ao ano depois que as reformas já promovidas pelo governo Temer produzirem efeito.

Ganhando na América Latina apenas de Bolívia, Guatemala e Honduras e “perdendo até para paisecos” como Paraguai (20º), Nicarágua (29º), El Salvador (35º) e Colômbia (30º), o Brasil caiu novamente e agora é apenas o 37º colocado no ranking Global de Crescimento e Desenvolvimento Inclusivo divulgado ontem pelo Fórum Econômico Mundial.

Cobertos de razão, (1) Cândido Bracher, presidente do Itaú, alertou que a recuperação da economia brasileira está ameaçada caso a reforma da Previdência não seja aprovada e caso o país não invista em educação e (2) Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco, afirmou que os números positivos da economia tupiniquim dos últimos meses são parte de um processo de recuperação cíclica, que é normal após recessões profundas, porem ressaltou que, sem reformas para conter o buraco nas contas públicas, a retomada será apenas um voo de galinha.

Tradicionalmente líder em exportações de carne de frango para a União Europeia, em JAN/10 o Brasil perdeu este posto para a Tailândia.

-    A Adidas disparou 11,7% na bolsa da Alemanha, beneficiada pelo resultado bem acima do esperado e pelo anúncio de que a empresa iniciará um programa de recompra de ações.
-    A Suzano subiu 5,5% e a Fibria avançou 3,6%, já as empresas, confiando no “DNAmonopolista do CADE”, estão em negociação para unir os negócios.
-    A Eletrobras caiu -7,4%, diante do crescimento das dúvidas de que a base aliada do governo vai ter apoio na comissão especial na Câmara dos Deputados para analisar o projeto de lei que trata da privatização da referida estatal.

Política:

Aproveitando qualquer oportunidade para aparecer como defensor do Brasil, Rodrigo Maia, presidente da Câmara e candidato do DEM à presidente do Brasil, decidiu patrocinar uma reação do Congresso às novas taxas para importação de aço e alumínio estabelecidas pelos EUA.

Mostrando que “é mais político que Ciro Gomes”, Boulos, líder do grupo anarco-terrorista MST e que quer ser presidente do Brasil pelo PSOL, fez inúmeros elogios a Lula, “garantiu” se se eleito vai precisar do PT para governar e ressaltou que com ele o MST terá "um grande aliado" no Planalto.

Dias antes de ser assassinada, provavelmente pela polícia corrupta, Marielle Franco, que foi uma das vereadoras mais votadas no RJ, criticou veementemente a intervenção federal no seu estado, ressaltando que policiais do 41º Batalhão da PM do estariam aterrorizando e violentando moradores da favela de Acari.

Com boas chances de ser eleito e aí colocar em pratica todas as boas ideias que tem, Kim Kataguiri, um dos líderes do Movimento Brasil Livre, “avisou” que será candidato a deputado federal pelo DEM de SP e que sua filiação partidária ocorrerá na próxima semana, em Brasília.

Ministros do Supremo Tribunal Federal contrários à prisão depois da condenação em 2ª instância, obviamente com o objetivo único de salvar Lula da cadeia, discutem a possibilidade de um deles levantar questão de ordem pedindo a Cármen Lúcia que faça votação para decidir se o tema entra em pauta.

Com o objetivo final de ressuscitar o imprestável imposto sindical, partidos que animaram o lançamento da candidatura presidencial de Rodrigo Maia há uma semana se uniram para fazer de um ex-sindicalista relator da comissão criada para rever algumas das mudanças aprovadas na legislação trabalhista no ano passado.

Mostrando que Doria coleciona inimigos dentro do seu próprio partido, apenas ontem (1) Serra classificou como “monstruosidade” a decisão do referido prefeito de SP de fechar 108 AMAs e (2) Alckmin não cedeu à pressão do referido prefeito para que desarticulasse as prévias que definirão o candidato à sua sucessão pelo PSDB.

Mostrando que, mesmo se for preso, Lula pode ficar pouco tempo na cadeia, ontem Gilmar Mendes, ministro do STF, concedeu liminar favorável a 4 réus acusados de fraudes no setor de bebidas que foram presos antes de esgotados os recursos nas instâncias superiores.

Crítica:

Com o mundo ficando cada dia mais chato, Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, alertou que a cantada masculina é sempre assédio sexual e prometeu demitir qualquer funcionário seu que fizer isto na sua empresa, que aliás só cresceu nos governos Lula e Dilma pois, sem nenhum pudor, “mamou muito nas doces tetas do BNDES”.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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