R.B. 20/DEZ/17 "Ganhando de goleada do Brasil"



"Ganhando de goleada do Brasil"

São Paulo, 20 de dezembro de 2017 (QUARTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve voltar a cair, acompanhando as perdas das demais bolsas mundiais, prejudicada pela crescente piora do cenário político e influenciada pela crescente expectativa de rebaixamento da “nota” do Brasil e (2) o DÓLAR pode seguir em alta, ampliando os ganhos acumulados no ano (1,1%), acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e impulsionado pelos mesmos motivos que devem derrubar a bolsa tupiniquim.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,6%, realizando lucros após 2 pregões seguidos de alta, diante da redução das “apostas” de aprovação da reforma da previdência, do aumento da chances de rebaixamento da “nota” do Brasil pelas agências de classificação de risco e da “falência moral” da justiça tupiniquim e (2) o DÓLAR subiu 0,1% à R$ 3,30, recuperando as perdas do pregão anterior, acompanhando a piora do “humor” na bolsa brasileira e influenciado pela redução do fluxo positivo de recursos externos, mesmo diante dos leilões de venda do BC.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão -0,2%, especialmente prejudicado por ações tecnológicas e de construção e China 0,9%, acompanhando o bom desempenho das bolsas de NY no dia anterior, (2) da EUROPA, realizando lucros, Inglaterra %, França -0,7% e Alemanha -0,7%, com baixo volume de negócios e destaques de queda para as exportadoras, como Bayer (-1,1%) e Siemens (-0,4%),  prejudicadas pela valorização da moeda local (euro) frente ao dólar e (3) dos EUA, também realizando lucros, após baterem sucessivos recordes históricos de alta, S&P -0,3%, DJ -0,2% e NASDAQ -0,4%, pressionadas principalmente pelas empresas do setor de tecnologia, como Apple (-1,1%), Netflix (-1, 8%) e Google (-0,6%).

Percebendo que “seu bigode perdeu forças”, Meirelles, ministro da fazenda, finalmente admitiu que existe risco de o Brasil sofrer um novo rebaixamento da “nota” do Brasil pelas agências de classificação de risco antes de FEV/17, nova data da “conversa fiada” de aprovação da reforma da Previdência.

Visando estimular o consumo, e consequentemente a economia, e acreditando que não existe espaço para inflação de demanda, ontem à noite o BC tupiniquim anunciou a redução dos depósitos compulsórios exigidos das instituições financeiras (de 45% para 40% no caso dos depósitos à vista e de 36% para 34% nos depósitos a prazo), o que deverá liberar R$ 6,5bi para empréstimos bancários.

Com uma base de comparação fraca no ano anterior e “turbinada” por R$ 5,5bi do Refis (programa de ajuda aos caloteiros dos setores “amigos” do governo), em NOV/17 a arrecadação federal somou R$ 115bi, o que representa um crescimento de 9,5% na comparação com o mesmo período de 2016, porem, no acumulado dos 11 primeiros meses deste ano de 2017 o desempenho da arrecadação é apenas 0,13% maior na comparação com os 11 primeiros meses de 2016.

Ilustrando, pela enésima vez, a insegurança jurídica do Brasil, por conta da decisão monocrática, irresponsável e corporativista do “nobre” ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski de manter o reajuste dos servidores públicos, a equipe econômica do governo Temer fará no início do ano que vem cortes no Orçamento de 2018 em setores como segurança, saúde e educação.

Com as contas públicas rapinadas por políticos corruptos de partidos como PT, PMDB e PSDB, cerca de 1,5 milhão servidores públicos dos Estados do RJ, MG, RS, RN e SE não receberão amanhã o 13º salário.

Enquanto o mercado financeiro tupiniquim não se moderniza e perde participação a cada ano, em 2017, segundo o prestigiado escritório de advocacia norte-americano Baker McKenzie, o total de companhias que abriram capital no mundo foi o maior dos últimos 10 anos.

Ajudando, um pouco, no controle da inflação, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) informou que o preço do seguro obrigatório para automóveis será reduzido em -35% a partir de JAN/18.

Política:

“Ganhando de goleada do Brasil” quando o assunto é política, a Argentina, que já baniu o populismo do poder e elegeu um presidente Mauricio Macri, que por sua vez é um profissional que faz política e não um político profissional, aprovou ontem, em sua Câmara de deputados, seu projeto de reforma da Previdência.

Enquanto Gilmar Mendes trabalha ativamente para soltar a maior quantidade de bandidos possível, ontem Edson Fachin, seu colega de toga, determinou o "cumprimento imediato" da pena de 7 anos e 10 meses em regime fechado de Paulo Maluf, o mais antigo bandido em atividade no Congresso Nacional tupiniquim, que hoje pela manhã já foi se entregar na PF de SP.

Usando a tática petista de atacar para se defender, Alckmin, diante da ressurreição dos escândalos sobre cartel do metrô em SP, determinou que a Procuradoria-Geral do Estado abra processo para pedir o ressarcimento do dano causado pelas empreiteiras que assumiram participação no esquema.

Finalmente fazendo algo útil, ontem, depois de 6 anos de enrolação, a Câmara dos Deputados aprovou um acordo de céus abertos entre Brasil e EUA, o que estimula a concorrência ao retirar as limitações para oferta de voos entre os 2 países.

Complicando a vida de mais um ministro e aliado do presidente Temer, ontem Kassab, ex-prefeito de SP e “dono” do PSD, foi acusado de receber R$ 21 milhões de propina da Odebrecht pelo contrato de um túnel na Avenida Roberto Marinho.

Livrando mais um político safado da cadeia, Luiz Fux, ministro do STF, arquivou um inquérito que investigava Paulinho da Força por peculato na aquisição de uma fazenda em Itararé (SP), em que a Força Sindical atuou no treinamento de famílias assentadas.

Dificultado cada dia mais a candidatura presidencial tucana, ontem o JN destacou que Paulo Preto era o intermediário entre o governo de SP, nas gestões de Alckmin e Serra, e as empreiteiras do cartel que fizeram obras viárias do Estado, entre 2008 e 2011.

Sentindo, merecidamente, o gosto amargo da rejeição, principalmente por sua leniência e/ou sua participação em inúmeros casos de corrupção, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, foi agredida verbalmente enquanto desembarcava de um avião no Aeroporto Internacional de Brasília.

Perdendo a paciência com a bandidagem, o deputado peemedebista Jarbas Vasconcelos subiu ontem à tribuna da Câmara para dizer que o senador Romero Jucá, presidente de seu partido, é um "crápula", uma figura "medíocre, desqualificada, mesquinha, desonrada, torpe e oportunista que deveria estar preso.

Julgando, como sempre, à favor dos seu comparsas, apenas ontem Gilmar Mendes, ministro do STF, (1) decidiu em caráter liminar (provisório) que a polícia não pode cumprir mandado de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar depoimento) sem que o investigado tenha sido previamente convocado para prestar depoimento e (2) mandou soltar 2 empresários do RJ acusados de cometer fraudes no fornecimento de próteses para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia.

Ontem, por uma decisão colegiada dos ministros do Supremo, que aliás teve o aval de Carmen Lucia, a presidente da corte, ficou acertado que, se o presidente Temer ficar sem foro privilegiado quando deixar o cargo, em JAN/19, as denúncias apresentadas contra ele pela PGR por participação em organização criminosa não vão para as mãos do juiz Sergio Moro, no Paraná, mas serão analisadas pela “amigável” Justiça Federal de Brasília.

Crítica:

Rasgando dinheiro público, o BNDES, que se o Brasil fosse sério nem existia, decidiu patrocinar, ao custo de R$ 2 milhões, o réveillon de Copacabana, no falido estado do RJ, usando recursos da estupida Lei Rouanet, que tira dinheiro de impostos que iriam para saúde, educação e segurança para o Estado tupiniquim perpetuar a política do pão e circo.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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