R.B. 16/AGO/17 "Outro ponto surpreendente da pesquisa"



"Outro ponto surpreendente da pesquisa"

São Paulo, 16 de agosto de 2017 (QUARTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, com o “mercado” assimilando bem a elevação da meta do déficit das contas públicas tupiniquins e também impulsionada pela valorização das commodities e acompanhando o movimento ascendente das principais bolsas mundiais e (2) o DÓLAR pode voltar a cair, com “boas chances” de testar o “suporte” dos R$ 3,15, influenciado pelos mesmos motivos que devem animar a bolsa brasileira.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,1%, acompanhando a “calmaria” das principais bolsas mundiais e com os investidores minimizando as incertezas do cenário doméstico e já influenciados pelo vencimento de índice futuro sobre o Ibovespa, que ocorrerá nesta quarta-feira e (2) o DÓLAR caiu -0,8% à R$ 3,17, seguindo a manutenção do “humor” positivo da Bolsa brasileira e com os investidores dando um voto de confiança para a equipe econômica de Meirelles.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 1,1% e China 0,4%, “aliviadas” com a diminuição das tensões recentes entre EUA e Coreia do Norte e com destaques de alta para as exportadoras, (2) da EUROPA, em um movimento de recuperação, Inglaterra 0,4%, França 0,4% e Alemanha 0,1%, impulsionadas pela divulgação de dados econômicos melhores do que o esperado e com destaque de alta para a Lufthansa (4,7%), diante das especulações de que a empresa possa lucrar com a possível compra da Air Berlin e (3) dos EUA, sem uma direção única e próximas da estabilidade, S&P -0,1%, DJ 0,1% e NASDAQ -0,1%, com os investidores aguardando um novo catalisador antes de fazer grandes movimentos nas ações.

“Menos pior” do que o esperado (R$ -170bi), porem ainda bastante ruim, ontem, após o fechamento do pregão, a equipe econômica do governo Temer, que é comandada por Meirelles, anunciou a elevação, de R$ -139bi para R$ -159bi, da meta de déficit fiscal para este ano de 2017, ressaltando que este número pode ser bem pior se não forem aprovadas no Congresso uma série de medidas de aumento de receitas e corte de gastos com servidores.

“Coincidentemente” no mesmo dia em que o país divulgou um aumento da previsão do rombo das contas públicas, ontem, poucos dias após se reunir com Meirelles, agência de classificação de risco Standard & Poor's anunciou que manteve sua “nota” para o Brasil em BB, retirando o viés negativo e citando um cenário mais estável desde as denúncias de MAI/17 contra o presidente Temer.

Menos otimista do que costuma ser, ontem o Itaú divulgou um relatório alertando que (1) já não conta com a aprovação da reforma da Previdência antes das próximas eleições presidenciais de 2018, (2) o mundo benigno tem feito com que “a ficha não caia" sobre a questão fiscal brasileira e (3) o PIB do país no segundo trimestre virá perto de zero ou até mesmo negativo.

Conforme adiantado ontem aqui no R.B., ontem foi confirmado que Meirelles entrou em contato nesta semana com representantes das 3 grandes agências internacionais de classificação de risco e pediu, oficialmente usando como moeda apenas “sua moral”, que elas esperassem um trimestre antes de rever as notas brasileiras.

Indicando mais uma vez como é importante, e também urgente, o Brasil “privatizar 99,9% de suas estatais”, a consultoria Thymos divulgou um estudo revelando que a simples venda de ativos da Eletrobrás pode ajudar a reduzir a conta de luz dos clientes residenciais em -11,7%.

Superando “de longe” a média das expectativas do “mercado” (0,4%), em JUN/17 as vendas do comércio varejista brasileiro, favorecidas pela queda da inflação, pelos juros menores e pelo saque das contas inativas do FGTS, cresceram 1,2% na comparação com MAI/17 e 3,0% na comparação com JUN/16.

Um dos únicos tucanos com “coragem” para ficar na oposição, o senador Tasso Jereissati, que é presidente interino do PSDB, disse que o governo quer "uma folguinha" ao elevar o déficit fiscal previsto para este ano.

Como o referido banco de fomento está “no olho do furacão” das investigações de corrupção no país, e por isto parou de emprestar dinheiro para grandes empresas “amigas do poder”, em JUL/17 os desembolsos de recursos pelo BNDES foram -21% menores do que em JUL/16, acumulando nos 6 primeiros meses deste ano uma retração de -17% na comparação com o mesmo período de 2016.

-    A Petrobrás subiu 0,5%, após anunciar um aumento de 7,2% no preço do gás liquefeito de petróleo vendido em grandes vasilhames ou a granel.

Política:

Tentando recuperar popularidade e conseguir apoio à reforma previdenciária, o presidente Temer iniciará a partir desta semana uma ofensiva sobre líderes religiosos, que exercem influência sobre parcela da população, participando da Expo Cristã.

Cumprindo “sua missão de ajudar os bandidos”, ontem a segunda turma do Supremo Tribunal Federal decidiu atender a defesa do ex-ministro Guido Mantega e, revertendo uma decisão do ministro Edson Fachin, decidiu retirar do juiz Sergio Moro, de Curitiba, uma parte da delação da JBS que aponta irregularidades no BNDES e em fundos de pensão.

Insistindo na tese mentirosa de que é necessário bastante dinheiro para uma campanha política, deputados contrários à criação do fundo eleitoral sugeriram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que tente convencer o Senado a retomar a discussão sobre a PEC que restabelece o financiamento empresarial.

Fazendo um ótimo serviço para a população, o Vem Pra Rua vai lançar na internet o movimento “Tchau, queridos”, listando deputados que apoiam a criação do fundo de R$ 3,6bi para custear a eleição, que não aceitaram a denúncia contra o presidente Temer e que não apoiaram o impeachment da petista Dilma.

Segundo uma pesquisa de intenção de votos para presidente em 2018 elaborada pelo data DataPoder360 e feita pelo telefone, (1) Lula, cujo teto parece ser 30%, caiu de 27% para 23%, (2) Bolsonaro, que quanto mais apanha mais sobe, avançou de 15% para 21%, (3) Dória, perdendo o brilho, subiu de 11% para 13% e (4) Marina Silva, que volta aos poucos aos holofotes, cresceu de 6% para 12%.

Concorrendo com o impacto de Bolsonaro ter mais de 20% das intenções de voto, “outro ponto surpreendente da pesquisa” do DataPoder360 é a constatação de que 51% dos eleitores brasileiros declaram que não votariam, de forma alguma, em um candidato do PSDB, patamar inferior apenas à rejeição do PT (56%).

Mostrando como é “amigão” do referido petista, o ex-presidente FHC vai prestar depoimento amanhã como testemunhas de defesa do ex-presidente Lula na Operação Zelotes.

Crítica:

Dando, com toda razão e direito, um “tapa na cara” dos brasileiros, Mike Pence, vice-presidente dos EUA que veio para a América do Sul visitar Argentina, Chile, Colômbia e Panamá, possivelmente instruindo o piloto do seu avião para não passar nem em cima do Brasil, afirmou ontem, diretamente de Buenos Aires, que seu país vê a "Argentina como liderança regional e global" e elogiou as realizações do presidente Macri.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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