R.B. 14/AGO/17 "Desmoronando rapidamente a falácia"



"Desmoronando rapidamente a falácia"

São Paulo, 14 de agosto de 2017 (SEGUNDA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, acompanhando o movimento ascendente das principais bolsas mundiais, porem deve-se ressaltar que o patamar é interessante para vendas, principalmente diante das expectativas internas de aumento das tensões políticas e de ampliação da crise econômica e (2) o DÓLAR pode cair, em um “ajuste técnico” após 4 pregões seguidos de alta, seguindo a esperada melhora do “humor” na bolsa brasileira e a trajetória internacional da moeda norte-americana.

Sexta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,5%, revertendo uma abertura negativa, quando na mínima recuou -0,5%, e tentando iniciar um movimento de recuperação após 3 sessões consecutivas de perdas, beneficiada principalmente pela valorização das bolsas de NY e pela alta do petróleo e (2) o DÓLAR subiu 0,1% à R$ 3,18, acompanhando a escalada internacional da moeda norte-americana e impulsionado pela redução do fluxo positivo de recursos externos.

Também sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -1,1% e China -1,6%, ainda prejudicadas pela escalada das tensões entre EUA e Coreia do Norte e por declarações de Pequim alertando que intervirá se houver um primeiro ataque contra a Coreia do Norte, (2) da EUROPA, nos menores patamares em 5 semanas, Inglaterra -1,1%, França -1,1% e Alemanha -0,1%, com destaques de queda para as ações dos bancos, como Barclays (-2,7%), HSBC (-1,7%), Commerzbank (-1,6%) e BNP (-1,5%) e (3) dos EUA, recuperando as perdas da abertura, S&P 0,1%, DJ 0,1% e NASDAQ 0,6%, em um movimento de recuperação das perdas recentes, diante da perspectiva de um ritmo mais lento de aperto monetário pelo FED (“Copom” local), após a divulgação de um dado de inflação mais fraco do que o esperado.

Como se o Brasil fosse a Suíça, Ilan Goldfajn, presidente do BC, afirmou que a recessão ficou para trás e que o sistema financeiro tupiniquim está pronto para voltar a atender a demanda por crédito e financiar a retomada da atividade econômica.

Mesmo prestes a anunciar um “vergonhoso aumento na meta de déficit das contas públicas”, o presidente Temer, indicando que pagou direitinho o suborno para as agências de classificação de risco, afirmou que o Brasil vai recuperar, "logo, logo", o grau de investimento.

Após alertar que o presidente Temer não tem força política para elevar impostos e fazer a reforma da Previdência, medidas essenciais para equilibrar a dívida pública, o economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do BC, afirmou, coberto de razão, que o “mercado” não está punindo como deveria o governo tupiniquim pelo descontrole fiscal do país.

Reduzindo consideravelmente a bolsa empresário, a mudança da taxa de juros do BNDES, se aprovada como quer a equipe econômica do governo, produzirá uma economia de quase R$ 100bi aos cofres públicos e ajudará na redução da taxa básica de juros.

Atingindo professores, militares, policiais, auditores da Receita Federal, peritos do INSS, diplomatas e oficiais de chancelaria e carreiras jurídicas, o governo Temer anunciou que congelará salários de servidores em 2018 para economizar R$ 9,8.

Em 2016 a bolsa brasileira captou R$ 9,7bi para o setor produtivo da economia tupiniquim através de ofertas públicas de ações e neste ano, mostrando uma recuperação, esta cifra já está em R$ 24bi e segundo estimativas, com 10 empresas ainda na fila para estearem na bolsa, o total captado deve ultrapassar os R$ 40bi.

Com a empresa mudando para um patamar mais elevado de governança corporativa, o que deve atrair novos investidores, na sexta-feira passada a Vale informou que 84,40% dos seus acionistas aceitaram a troca de ações PNA por ON, patamar bem superior ao necessário (54,09%).

-    A BRF subiu 5,3%, após anunciar que vai criar uma terceira marca de produtos, desta vez com foco no segmento de baixa renda.
-    A B3 subiu 0,1% e, após o fechamento do pregão a monopolista bolsa tupiniquim anunciou que registrou um lucro líquido de R$ 163,3mi no segundo trimestre deste ano, ante um prejuízo de R$ -114mi auferido no mesmo período do ano anterior.

Política:

Como precisa do apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados que compõem a Câmara, o presidente Temer se reuniu na sexta-feira em SP com o presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati, para pedir o voto dos tucanos na aprovação da agenda da Reforma da Previdência.

“Desmoronando rapidamente a falácia” de que a manutenção de Temer no poder ajudaria na aprovação da Reforma da Previdência, aliados do presidente já admitem publicamente que o governo tem apenas 150 votos certos em apoio às novas regras de aposentadoria, o que é menos da metade do necessário (308).

A divisão do espólio de cargos que foram retirados de deputados que votaram pelo afastamento de Temer está criando problemas para o Planalto, já que obviamente existem casos em que mais de um partido reivindica a nomeação para o mesmo posto.

Mostrando que somente quem não tem votos teme o distritão, segundo uma pesquisa divulgada neste final de semana 94% dos eleitores brasileiros não querem votar em alguém que já tenha mandato nas próximas eleições.

Ao lado do governador de SP, o também tucano Alckmin, Doria, prefeito de SP, publicou na noite de ontem nas redes sociais um vídeo em que ele diz reafirmar sua lealdade ao seu referido correligionário, ressaltando que seu objetivo era rebater reportagens sobre uma suposta disputa entre os dois pela vaga de presidenciável tucano em 2018.

Mostrando sua lealdade ao presidente, 5 dias após ter um encontro com Temer que não constava da agenda presidencial, a sucessora de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República, Raquel Dodge, afirmou que formalizou o pedido da reunião por e-mail, na véspera de sua realização.

Usando, assim como Lula fez com Marisa, a morte do ex-cônjuge para fazer política, a ex-presidenta Dilma acusou a proposta de criação do chamado distritão, prevista no projeto de reforma política em debate no Congresso, de ser uma extensão do golpe que teria sido praticado contra ela em 2016.

Crítica:

Com preço inicial de R$ 76,8mi, a casa do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, do falido Banco Santos, não atraiu interessados no pregão marcado para sexta-feira passada, nem mesmo o “companheiros espertos” que na semana que antecedeu a falência do referido banco sacaram milhões em CDBs.

Provando que a população brasileira é tão picareta quanto o governo, apenas no primeiro pente fino feito nos Benefícios de Prestação Continuada, que são direcionados a idosos e deficientes de baixíssima renda, o governo federal encontrou 60 mil irregularidades e conseguiu, com os cancelamentos, uma economia inicial estimada em R$ 670mi por ano.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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