R.B. 2/JUN/17 "No Brasil político não tem ideologia"



"No Brasil político não tem ideologia"

São Paulo, 2 de junho de 2017 (SEXTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve voltar a cair, mesmo diante do bom desempenho das principais bolsas mundiais, prejudicada pelo recuo das commodities e ainda influenciada negativamente pela indefinição política tupiniquim e (2) o DÓLAR pode subir, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e influenciado pelos mesmos motivos que devem derrubar a bolsa brasileira.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,7%, devolvendo os ganhos da abertura, quando na máxima avançou 0,9%, mesmo diante do bom desempenho das bolsas de NY, diante das incertezas políticas internas e do aviso de mais uma agencia de classificação de risco, desta vez a S&P, sobre a possibilidade de um novo rebaixamento da sua “nota” para o Brasil e (2) o DÓLAR subiu 0,4% à R$ 3,25, acompanhando a piora do “humor” na bolsa tupiniquim e , também influenciado pela redução da taxa básica de juros, que torna menos atrativos os “investimentos” em renda fixa no país.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, ainda sem uma tendência única, Japão 1,1%, apagando a desvalorização de cerca de 0,8% dos 4 pregões anteriores, para ter um início de mês positivo pelo 12° mês seguido e China -0,5%, prejudicada por fracos de atividade manufatureira, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,3%, França 0,7% e Alemanha 0,4%, beneficiadas pelo fortalecimento dos preços do petróleo, por dados positivos da zona do euro, como o índice de gerentes de compras do setor industrial que subiu de 56,7pts em ABR/17 para 57pts em MAI/17, atingindo o maior nível em 73 meses e (3) dos EUA, novamente nos maiores patamares da história, S&P 0,8%, DJ 0,7% e NASDAQ 0,8%, com destaques de alta para as ações do setor de energia, diante do anúncio de forte recuo nos estoques de petróleo do país na última semana, e também beneficiadas pela divulgação de números melhores que o esperado do relatório de geração de vagas no setor privado norte-americano.

Ainda sem absorver o impacto da delação da JBS, que causou imensas dúvidas de continuidade do governo Temer, nos 3 primeiros meses de 2017, registrando o primeiro resultado positivo após 2 anos seguidos no vermelho, o PIB tupiniquim cresceu 1% na comparação com o quarto trimestre de 2016, impulsionado principalmente pelo desempenho do setor agropecuário, que avançou 13,4% na mesma base de comparação e compensou a estagnação do setor de serviços.

Incentivando empresários e consumidores a voltarem a trabalhar, consumir e investir, Meirelles, ministro tupiniquim da Fazenda, “garantiu” que que a economia brasileira dá sinais concretos de recuperação e também voltou à normalidade num período de tempo relativamente rápido.

Enquanto Meirelles tenta equilibras 20 bolinhas no ar e ao mesmo tempo sorrir, os principais economistas e analistas do Brasil são categóricos em dizer que, com a crise política, o futuro da economia tupiniquim se tornou mais incerto.

Como o brasileiro continuar sendo “um babaca que paga caro”, em MAI/17 as vendas de veículos novos no país cresceram 16,77% na comparação com o mesmo período de 2016 e dispararam 24,6% na comparação com ABR/17.

Apresentando um novo indicador, que agora será divulgado mensalmente, ontem foi anunciado que o preço médio dos imóveis vendidos no Brasil foi de R$ 160 mil no primeiro trimestre do ano e, segundo Gilneu Vivan, chefe do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro do BC, a tendência de longo prazo é de leve queda no preço dos imóveis no país.

Enquanto “economistas com PHD” recomendam que o Brasil deve investir em tecnologia, foram, pela enésima vez, os produtos básicos, principalmente soja, minério e milho, que garantiram um excelente superávit da balança comercial brasileira em MAI/17.

-    A Petrobrás caiu -0,1%, mesmo diante do avanço do petróleo, porem após o fechamento do pregão a empresa anunciou que concluiu a rolagem de um dívida com o Banco do Brasil no valor total de R$ 7bi, com o objetivo de alongar o prazo de vencimento dos seus empréstimos.

Política:

Provando, pela enésima vez, que “no Brasil político não tem ideologia”, uma chapa formada por Rodrigo Maia, do DEM, e Aldo Rebelo, do PCdoB, está sendo organizada para disputar a eleição indireta na Câmara após a queda do governo Temer e teria a principal missão de acabar com a Lava-Jato.

Acompanhando seus advogados, que agora alinham sua defesa com a de Temer, ontem Lula, mais uma vez agindo como um traíra, afirmou, durante o 6º Congresso Nacional do PT, que Joesley Batista, dono da Friboi, é um canalha que mentiu ao dizer que abriu uma conta para ele e para Dilma no exterior.

Indicando que se ele for preso o candidato do PT será Ciro Gomes, o ex-presidente Lula criticou o discurso do PT, geralmente focado na própria militância, e disse que o partido deve se reconectar à esquerda, radicalizando posições, se quiser voltar a governar o país a partir de 2018.

Colocado no cargo por Temer para tentar barrar as investigações no BNDES, Paulo Rabello de Castro, novo presidente do referido banco de fomento, afirmou, no dia de sua posse, que não criará investimentos na economia e que sua atividade depende da demanda das empresas por empréstimos.

Conhecido pela defesa do Partido Comunista e de jornalistas durante a ditadura, o prestigiado advogado René Ariel Dotti Dotti afirmou eu falar em eleições diretas agora é absolutamente anárquico e parece um surrealismo político.

Piorando cada dia mais a situação de Temer, cada vez mais gente acredita que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, deve atender ao novo pedido de prisão de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial do presidente, que foi flagrado com uma mala de dinheiro da JBS.

A ala de deputados tucanos, na maioria jovens e ainda idealistas, que defende a saída do PSDB do governo Temer, chamada de “cabeças pretas”, recebeu também o apelido de “black blocs” dos que apoiam FHC, Alckmin, Serra e Aécio.

O crescimento do PIB e a expectativa de que o TSE, comandado por Gilmar mendes, possa absolver Dilma e Temer fez os articuladores do governo na Câmara retomarem a organização para votar a reforma da Previdência, porem, de acordo com os cálculos, 260 parlamentares votariam hoje a favor das mudanças na aposentadoria, que para serem aprovadas precisam de 308.

Crítica:

Enquanto Palocci negocia sua delação, deve ter muito banqueiro, principalmente do Itaim Bibi, apenas fazendo as contas de quantos crimes terá que confessar para agradar as autoridades tupiniquins e conseguir um boa acordo de leniência.

Simplesmente cumprindo mais uma de suas promessas de campanha, o que obviamente espanta a população brasileira e principalmente os jornalistas da imensa e quase totalitária esquerda tupiniquim, ontem Trump, presidente dos EUA, anunciou que vai retirar seu país do acordo climático de Paris.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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