R.B. 26/MAI/17 "Envergonhando mais uma vez o Brasil"



"Envergonhando mais uma vez o Brasil"

São Paulo, 26 de maio de 2017 (SEXTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve voltar a cair, para romper o “suporte” dos 63.000pts, novamente prejudicada pelo recuo do petróleo e pela instabilidade política tupiniquim e (2) o DÓLAR pode subir, rumo aos R$ 3,30, acompanhando a esperada piora do “humor’ na bolsa tupiniquim, seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana e influenciado pela ausência do BC na ponta vendedora.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,1%, mesmo diante da valorização das bolsas de NY, já que foi prejudicada pelo recuo do petróleo (-4,8%) e pelo aumento da tensão política no país, em mais um dia de bom volume de negócios (R$ 8,5bi) e (2) o DÓLAR subiu 0,1% à R$ 3,28, seguindo a esperada piora do “humor” na bolsa tupiniquim e influenciado pela consequente redução do fluxo positivo de recursos externos.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 0,4% e China 1,4%, acompanhando o movimento ascendente das bolsas de NY no dia anterior e indiferentes aos recentes rebaixamentos das “notas” da  China e de Hong Kong pela Moody's, (2) da EUROPA, novamente sem uma tendência única, Inglaterra 0,1%, França -0,1% e Alemanha -0,2%, divididas entre a frustração com o acordo considerado “fraco” do cartel da OPEP, que derrubou o petróleo em -4,8%, e a desvalorização da libra, que impulsionou as exportadoras do Reino Unido e (3) dos EUA, com o S&P e o NASDAQ nos maiores patamares da história, S&P 0,4%, DJ 0,3% e NASDAQ 0,7%, desta vez impulsionadas pelas ações dos setores de tecnologia e de consumo, como Best Buy (21,0%) e Netflix (3,4%), que foram beneficiadas pela divulgação de resultados melhores do que o esperado.

Com “a euforia dando lugar à moderação”, diante do forte aumento da crise política tupiniquim, os principais economistas e analistas do Brasil já não “apostam” que a reforma da Previdência será aprovada este ano e consequentemente também começam a reduzir suas expectativas de cortes da Selic e a cortar suas projeções para o desempenho da economia do país.

Dando duas “raras notícias boas”, em ABR/17, (1) impulsionada principalmente pelo forte aumento da receita oriunda de royalties de petróleo, a arrecadação federal totalizou R$ 118bi, o que representa um aumento real (descontada a inflação do período) de 2,27% na comparação com ABR/16 e (2) após 2 meses de déficit, as contas do governo federal tiveram um superávit primário de R$ 12,5bi, o que representa um crescimento real (descontada a inflação do período) de 23% na comparação com ABR/16.

Fazendo aquilo que deveria ser feito pelo presidente Temer, ontem, mostrando sua enorme habilidade política, Meirelles, ministro da Fazenda, fechou um acordo com os deputados da base aliada para que uma nova medida provisória seja enviada ao Congresso com as regras do Programa de Regularização Tributária, também chamado de Refis.

Usado apenas por quem não tem nenhuma noção de educação financeira, já que existem linhas mais baratas de financiamento, os juros do cartão de credito, que também passaram a ser controlados por mais uma “estúpida intervenção estatal”, caíram de 490,3% ao ano em MAR/17 para 422,5% ao ano em ABR/17.

Se adaptando à crise, que ainda vai afetar bastante o setor imobiliário, neste ano o Feirão da Casa Própria, promovido anualmente pela Caixa Econômica Federal, oferecerá 228 mil unidades de imóveis, quantidade -5,7% menor do que no ano passado (241 mil imóveis).

Mostrando que o setor imobiliário tupiniquim tenta fazer “mais com menos”, nos 3 primeiros meses deste ano as vendas de materiais de construção cresceram 4,2% e o emprego formal do setor recuou -14,0%, ambos na comparação com o mesmo trimestre de 2016.

Ajudando no controle da inflação, a Petrobrás anunciou que, apesar da desvalorização do real e do acordo da Opep para segurar os preços do petróleo, vai reduzir os preços da gasolina e do diesel respectivamente em -5,4% e -3,5%.

Expandindo rapidamente um novo mercado que em cerca de 50 anos provavelmente será maior que o automobilístico, já existem mais de 700 as empresas brasileiras que criam, importam ou implementam hardware e software de drones.

-    A JBS disparou 22,5%, diante de “rumores”, incentivados pela empresa, de que entrada de investidores estrangeiros por conta da notícia de que a holding J&F contratou o Bradesco BBI para vender a Alpargatas, a Eldorado e a Vigor.

Política:

Em mais um “plano infalível para acabar com a Lava Jato”, tucanos e peemedebistas, com o apoio “envergonhado” do PT, desenham um acordo para eleger, em votação indireta no Congresso, o senador do PSDB Tasso Jereissati como presidente, substituindo Temer, e Nelson Jobim, que é “amigão da galera”, como ministro da Justiça, mantendo Meirelles à frente da equipe econômica.

Conhecido desmatador, latifundiário e até acusado de usar trabalho escravo em suas fazendas, Blairo Maggi, que é ministro da Agricultura de Temer, afirmou que sempre se preocupou com o tamanho que o frigorífico JBS adquiriu no Brasil e aproveitou para criticar o BNDES por ajudar a empresa de Joesley e Wesley Batista a conquistar uma posição dominante no mercado.

“Malandramente”, o Palácio do Planalto quer se aproveitar da falta de consenso em torno da sucessão de Temer para negociar com aliados uma "sobrevida" ao governo, que seria condicionada à aprovação das reformas e à retirada do peemedebista da cena política de 2018.

Candidato favorito do PSDB à cadeira de Temer no caso de uma eleição indireta, ontem o senador tucano Tasso Jereissati foi procurado por Kassab, que é ministro das Comunicações e comandante do partido de aluguel PSD.

Presidente da comissão da reforma política da OAB de SP, o respeitado jurista Ives Gandra Martins renunciou ao posto depois que o Conselho Federal da Ordem apresentou pedido de impeachment de Temer, ressaltando que não se pode precipitar julgamentos.

Mostrando que ele tem “rabo preso”, ontem foi revelado que o relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, contou com a ajuda de Ricardo Saud, hoje delator da JBS, para falar com alguns senadores que votariam sua indicação, em 2015.

Crítica:

Responsável, juntamente com Mantega, pela política economia de credito fácil, juros artificialmente baixos e descontrole dos gastos públicos que quebrou a economia tupiniquim, Nelson Barbosa, economista e ex-ministro do Planejamento durante o governo Dilma, substituirá o pilantra Aécio Neves  como colunista do caderno "Mercado" da Folha de SP.

“Envergonhando mais uma vez o Brasil” diante do Mundo todo, as medalhas entregues aos atletas durante as Olimpíadas do RJ de 2016 já estão enferrujando, pois, obviamente superfaturadas, foram feitas de material barato e de péssima qualidade.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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