R.B. 25/MAI/17 "O matador da Lava Jato"



"O matador da Lava Jato"

São Paulo, 25 de maio de 2017 (QUINTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, acompanhando o recuo das commodities e pressionada pelo aumento da tensão política diante da vergonhosa e criminosa quebradeira promovida, até agora impunimente, por bandidos ontem Brasília e (2) o DÓLAR pode subir, com “Boas chances” de fechar o dia acima dos R$ 3,30, seguindo a esperada piora do “humor” na bolsa tupiniquim e influenciado pela consequente redução do fluxo positivo de recursos externos.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,9%, para fechar em território positivo pelo segundo pregão consecutivo (63.257pts), influenciada pela valorização do Petróleo, que impulsionou as ações da Petrobrás (3,3%), e  acompanhando a trajetória positiva da bolsa de NY e (2) o DÓLAR subiu 0,4% à R$ 3,28, seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americano e influenciado pela ausência do BC na ponta vendedor, em um pregão marcado pela forte volatilidade, com mínima de R$ 3,24 e máxima de R$ 3,28.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 0,7% e China 0,1%, ajustando-se ao fechamento positivo das bolsas de NY no dia anterior e desprezando o rebaixamento da “nota” chinesa pela Moody's, (2) da EUROPA, sem uma tendência única, Inglaterra 0,4%, com destaques de alta para as ações de bancos, porem França -0,1% e Alemanha -0,1%, em um movimento de cautela já que os investidores estão à espera da divulgação da ata da reunião do FED “(“BC” dos EUA) e de um discurso do presidente do BC Europeu e (3) dos EUA, S&P 0,3%, DJ 0,4% e NASDAQ 0,4%, com destaques de alta para as ações das empresas do setor imobiliário, já que a alta da última reunião do FED (“BC” local) que a trajetória de aperto monetário será gradual.

Responsável, capacitado e alinhado com os interesses nacionais, o FED (“BC” dos EUA) afirmou, na ata da sua reunião, que seus membros concordaram que deveriam suspender o aumento das taxas de juros até que vejam “provas concretas” de que a recente desaceleração econômica foi transitória.

Mais uma vez “coberta de razão”, a agencia de classificação de risco Fitch divulgou uma nota alertando que as turbulências políticas enfrentadas pelo governo Temer criam um cenário de incerteza para a ajuda fiscal a Estados em crise.

“Unidos pela sobrevivência” de suas empresas, empresários tupiniquins de diferentes setores estão pedindo calma ao Congresso e pressionando deputados e senadores a continuarem aprovando as reformas para evitar que a crise política aborte a incipiente recuperação da economia brasileira.

Indicando como é nefasto para o país um banco estatal ter ações de uma empresa privada, a queda de -42,9% das ações da JBS no ano já representou perda de R$ -3,45bi para o BNDES e para a Caixa Econômica Federal.

Pressionada a agir, a CVM, que só briga com “cachorro pequeno”, determinou à JBS que informe quando seus executivos e conselheiros souberam da colaboração premiada dos controladores Joesley e Wesley Batista, o que faz parte de investigação aberta pelo referido “xerife” do mercado financeiro tupiniquim para apurar o uso de informação privilegiada pela empresa em operações na Bolsa e com câmbio.

Confirmando, pela enésima vez, a urgência da aprovação da reforma da Previdência, que se torna cada dia mais insustentável, em ABR/17 a dívida pública federal cresceu 0,32% na comparação com MAR/17, alcançando o incrível patamar de R$ 3,2tri.

“Apostando” na manutenção do ciclo de queda da taxa básica de juros e no consequente ressurgimento do mercado de capitais tupiniquim, a Atacadão S.A., que reúne as atividades do grupo varejista francês Carrefour no Brasil, protocolou ontem um prospecto preliminar para lançar ações na Bolsa brasileira.

-    O Deutsche Bank recuou 1,0% na bolsa da Alemanha, após congressistas democratas dos EUA pedirem que o banco divulgue detalhes sobre possíveis ligações entre Trump e a Rússia.
-    O BTG caiu -9,9%, diante de “rumores” de que André Esteves, chefão do referido banco, está prestes a fechar um acordo de delação premiada.

Política:

Já atuando como primeiro ministro, que será seu cargo independente do presidente que substituirá Temer após sua inevitável queda, Meirelles, ministro da Fazenda, fechou um acordo com os deputados da base aliada para que uma nova medida provisória seja enviada ao Congresso com as regras do Programa de Regularização Tributária, batizado de Refis.

Certamente com medo de ter o mesmo destino de Celso Daniel, Teori Zavascki, Eduardo Campos e todos os outros que ousaram “bater de frente” com Lula, Rodrigo Janot, procurador Geral da República, anunciou que abandonará o cargo em 17/SET/17, não concorrendo a um terceiro mandato.

“De olho gordo” na vaga de Temer, cujo substituto será escolhido em eleição indireta no Congresso Nacional, o senador tucano Tasso Jereissati, atual presidente nacional do PSDB, anunciou que vai percorrer Estados em que sua sigla elegeu governadores e prefeitos para questioná-los sobre o desembarque do governo.

“Raposa velha” que representa o que existe de pior na política tupiniquim, o peemedebista Sarney ressuscitou dos mortos para dizer que Temer, seu “companheiro” de partido, está em um beco sem saída e que deveria tentar conduzir sua transição.

Aproveitando-se de um protesto realizado pela oposição, a base de apoio a Temer conseguiu aprovar na noite de ontem 6 medidas provisórias que estavam perto de perder a validade e agora todas seguem para análise do Senado.

Com suspeitas de tráfico de influência para beneficiar a Rodrimar, empresa que opera no porto de Santos, que é um “velho quintal de crimes” do atual presidente do Brasil, a Procuradoria-Geral da República deve pedir a abertura de um novo inquérito baseado em um diálogo do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures com Temer.

Crítica:

Escalado para ser “o matador da Lava Jato”, o nome de Nelson Jobim para substituir Temer após sua inevitável queda ganha cada dia mais adeptos, tanto na base aliada, diante do apoio de FHC e Sarney, como na oposição, diante do apoio de Lula e Dilma.

Além de depredar 7 ministérios e causar 49 atendimentos de urgência nos hospitais, a quebradeira promovida ontem em Brasília é um claro sinal de que o país não tem comando e de que a insistência de Temer em se manter no poder somente beneficia bandidos e causa instabilidade.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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