R.B. 22/FEV/17 "Despetizando a diplomacia tupiniquim"



"Despetizando a diplomacia tupiniquim"

São Paulo, 22 de fevereiro de 2017 (QUARTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve voltar a subir, rumo aos 70.000pts, influenciada pelos mesmos motivos da alta de ontem e tambepm beneficiada pelo aumento das “apostas” de recuperação da economia brasileira e de aprovação das reformas pelo Congresso Nacional tupiniquim e (2) o DÓLAR pode subir, ainda recuperando parte das fortes perdas recentes e também impulsionado pela crescente tendência de alta dos juros nos EUA e de queda da Selic no Brasil.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,8%, para fechar o dia no maior patamar desde 7/ABR/11 (aos 69.052pts), com bom volume de negócios (R$ 8,5bi), acompanhando o movimento ascendente das principais bolsas mundiais, impulsionada pela valorização das “commodities” e aguardando um corte de no mínimo -0,75% da Selic na reunião do Copom que termina hoje e (2) o DÓLAR subiu 0,1% à R$ 3,09, recuperando uma pequena fração das fortes perdas registradas nos últimos 12 meses (-23,7%), seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana e também esperando o corte da taxa básica de juros tupiniquim.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 0,7%, em meio à perspectiva de juros mais altos nos EUA, que causaria uma valorização do dólar frente a moeda local (o iene) e China 0,4%, ampliando os ganhos do pregão anterior, impulsionada por ações financeiras e cíclicas e por “rumores” de que fundos de pensões locais estariam comprando ações, (2) da EUROPA, acompanhando o bom desempenho das bolsas de NY, Inglaterra 0,2%, França 0,5% e Alemanha 1,2%, com destaques de alta para as ações das companhias ligadas a matérias-primas, diante da valorização do petróleo e do cobre e da divulgação de dados positivos da zona do euro, como o crescimento do índice de gerentes de compras para o maior nível desde ABR/11 e (3) dos EUA, registrando novos recordes históricos de alta, S&P 0,6%, DJ 0,6% e NASDAQ 0,5%, desta vez com os setores de consumo e de serviços básicos apresentando os melhores resultados, com os investidores “apostando” que possíveis cortes de impostos e estímulos fiscais de Trump impulsionem os lucros corporativos e mantenham as ações em alta.

Certamente muito menos preocupado com a inflação e muito mais atento ao desempenho da economia, hoje, após o fechamento do pregão, o Copom deve anunciar mais um corte, de -0,75% ou até de -1,0%, na taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 13% ao ano.

Ontem o presidente Temer afirmou, em uma crítica indireta à sua antecessora Dilma, que o governo federal não pretende adotar "medidas populistas" que tenham resultados imediatos, mas sim “medidas populares”, o ciclo responsável de queda dos juros e a Reforma da Previdência, que possam ser reconhecidas mais tarde.

Aparentando bastante otimismo com o futuro do país, Sérgio Rial, presidente do banco Santander, afirmou ontem que (1) a economia brasileira já voltou a crescer, (2) os principais sinais de melhora estão no varejo e também no segmento de financiamento de veículos, (3) o PIB tupiniquim vai se expandir 0,7% em 2017 e (4) a medida de liberação do saldo das contas inativas do FGTS é um grande avanço, pois transfere a decisão de alocação de recursos para as pessoas.

Um pouco mais otimista que a média do “mercado”, que projeta uma expansão de 0,5% para o PIB brasileiro neste no, o setor tupiniquim de embalagens, que é o principal termômetro da economia, projeta para 2017 um crescimento de 0,6% das vendas na comparação com 2016.

Com uma atratividade bem grande, já que apenas nos últimos 3 meses 140 empresas do Brasil e de três continentes pediram informações sobre a operação, hoje o governo de SP vai leiloar as rodovias dos Calçados (Itaporanga-Franca) e do Centro-Oeste Paulista (Florínia-Igarapava), o que deve marcar uma retomada do setor de infraestrutura de transportes no país, praticamente parado desde 2014.

Com o objetivo de beneficiar especialmente os países em desenvolvimento, que tendem a contar com uma burocracia maior no desembaraço de mercadorias, e as vendas de manufaturados, que envolvem competição por mercados mais acirradas, entra em vigor hoje um Acordo de Facilitação de Comércio da OMC (Organização Mundial do Comércio) que, segundo o governo brasileiro, tem enorme potencial para impulsionar as vendas para a Argentina, que já é o segundo principal destino de manufaturados do país, atrás apenas dos EUA e antes da China.

Sem nenhum argumento lógico e obviamente visando apenas manter suas regalias e mamatas, a Federação Única dos Petroleiros pediu na Justiça a suspensão da venda da área de Carcará, da Petrobras, à norueguesa Statoil, em um negócio de USD 2,5bi que foi fechado em JUL/16, o que joga ainda mais incertezas sobre o plano de desinvestimento da estatal, iniciado em 2015, e hoje com cinco operações suspensas pela Justiça de Sergipe, além de questionamentos no Tribunal de Contas da União.

Política:

“Despetizando a diplomacia tupiniquim”, a grade curricular do Instituto Rio Branco passou por modificação, já que saíram matérias como direitos humanos e desenvolvimento sustentável e entraram defesa, segurança e política externa e técnicas de negociação.

Complicando a vida de mais um aliado do presidente Temer, o Ministério Público do Paraná em Marialva abriu um procedimento preparatório para averiguar a compra, pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, do PP do Paraná, de metade de um lote de R$ 56mi no município, em 2014.

Blindando o “velho coronel”, os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowsk) decidiram que o juiz Sergio Moro, da Justiça Federal no Paraná, não pode usar depoimentos do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado referentes ao ex-presidente Sarney.

Ontem, após 11 horas e 30 minutos de sabatina, regeada de falas que comprovam a a péssima qualidade dos “nobres parlamentares”, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado tupiniquim aprovou, por 19 a 7, a indicação de Alexandre de Moraes para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal e hoje a questão será votada definitivamente pelo plenário da Casa.

Indicando que “o tiro saiu pela culatra”, as perguntas encaminhadas por Eduardo Cunha ao presidente Temer podem se voltar contra o ex-deputado, já que o Ministério Público acendeu o alerta sobre o teor dos questionamentos e entende que, se for caracterizado algum tipo de pressão, pode vir a usá-los como argumento de que Cunha ainda tenta influenciar a investigação da Lava Jato e não deve ser solto.

-    O nome de Gustavo Rocha, subchefe de assuntos jurídico de Temer, para o Ministério da Justiça ganha adeptos, já que ontem foi a vez da Federação dos Policiais Rodoviários Federais defendê-lo.
-   Alegando que os eleitores ainda não se convenceram dos benefícios da proposta, deputados e senadores cobram que o governo Temer invista mais nas propagandas explicando a urgência de se aprovar a reforma da Previdência.
-   Aproximando mais um petista do olho da rua, o Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais emitiu um parecer favorável à cassação de Fernando Pimentel, governador do Estado.

Crítica:

-    Com expectativa de atender a 14 mil pessoas localizadas em 9 Estados do país, a Fundação Banco do Brasil investirá R$ 17,3 milhões neste ano na construção de quase 3.200 cisternas no semi-árido tupiniquim.

Coberto de razão, Claudio Lamachia, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, divulgou ontem uma proposta defendendo a restrição do foro privilegiado a um número menor de agentes públicos a fim de combater a impunidade e desafogar o Supremo Tribunal Federal.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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