R.B. 10/FEV/17 "Temem perder a mamata"



"Temem perder a mamata"

São Paulo, 10 de fevereiro de 2017 (SEXTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, para fechar em território positivo pelo quarto pregão consecutivo e superar o patamar dos 65.000pts, seguindo a valorização das principais bolsas mundiais e beneficiada pela alta do petróleo e (2) o DÓLAR pode subir, ainda recuperando perdas recentes e cada dia mais influenciado pelo aumento das “apostas” de que o Copom vai cortar a Selic em -1% na próxima reunião.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,2%, com bom volume de negócios (R$ 7,0bi), acompanhando a valorização internacional das commodities, como o petróleo (1,4%) e o minério de ferro (1,6%), e com destaques de alta para as ações dos bancos, como Bradesco (0,6%) e Santander (2,1%) e (2) o DÓLAR subiu 0,3% à R$ 3,13, respeitando o “suporte” dos R$ 3,10 e influenciado pelo aumento das “apostas” de cortes mais intensos na taxa básica de juros da economia brasileira.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão -0,5%, apagando ganhos da sessão anterior, com os investidores “temendo” os resultados do encontro entre o presidente do país, Abe, e Trump, presidente dos EUA, na Casa Branca e China 0,5%, para fechar novamente no maior nível desde meados de DEZ/16, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,6%, França 1,2% e Alemanha 0,9%, acompanhando o movimento ascendente das bolsas de NY e impulsionadas pela divulgação de balanços positivos de empresas como a Adidas (2,8%) e a Total (1,3%) e (3) dos EUA, renovando recordes históricos de alta, S&P 0,6%, DJ 0,6% e NASDAQ 0,6%, diante de declarações de Trump, o presidente do país, indicando que reduzirá impostos e estimulará o setor aéreo.

Contrariando as “apostas” mais pessimistas do “mercado” (0,49%), Meirelles, ministro brasileiro da Fazenda, afirmou ontem que, devido a uma série de indicadores positivos da atividade econômica, como vendas de papel ondulado e movimento de cargas nas estradas, a previsão de crescimento de 1% do PIB para este ano está mantida pela equipe econômica do governo Temer.

Dizendo algo que cada dia mais gente do “mercado” acredita ser possível e ressaltando que a inflação está controlada, ontem o senador Romero Jucá, que tem formação de economista e é líder do governo no Congresso, defendeu que na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 21 e 22/FEV/17, a taxa básica de juros seja cortada em -1,0%, dos atuais 13% para 12% ao ano.

Para estimular a economia, atraindo dinheiro que iria para fora do país, o governo federal vai permitir, quiçá já para as próximas rodadas de concessões, que empresas vencedoras de leilões de aeroportos usem recursos que iriam para os cofres públicos para fazer seguro contra variações do câmbio.

Acreditando que o pior já passou, (1) após três anos consecutivos de queda, a indústria tupiniquim de transformados plásticos projeta crescer 1% acima da inflação neste ano e (2) o grupo gaúcho Wilson Sons, que opera o terminal de contêineres Tecon, no Rio Grande do Sul, investiu R$ 125mi em equipamentos para estiva em cais e para operar no pátio.

-    Projetando um recorde histórico, a atual safra brasileira de grãos poderá chegar a 219 milhões de toneladas neste ano, oque representará um aumento de 33 milhões na comparação com o resultado anterior.

Tirando o “lixo das gavetas” e focando naquilo que é seu ramo de negócio, o Banco do Brasil e seu fundo de pensão Previ venderam participação na Kepler Weber, que tem como principal negócio a construção de silos para armazenagem de grãos, para a norte-americana AGCO, dona de empresas de máquinas agrícolas vendidas sob as marcas Massey Ferguson e Valtra no país.

Política:

Mostrando alinhamento com os desejos do governo, o deputado Arthur Oliveira Maia, do PPS da Bahia, defendeu, logo depois de ser oficializado como relator da comissão que analisará a reforma da Previdência, a regra que coloca idade mínima de 65 anos para o trabalhador poder pedir aposentadoria.

Colocando mais uma pedra no caminho da efetivação de Alexandre Moraes como ministro do Supremo Tribunal Federal, apenas 1 dia após a revelação de que ele copiou trechos de outra obra em seu livro, foi anunciado que o escritório de sua família tem cerca de 6 ações em andamento na mais alta corte do país.

Provando que o ministério de Temer é “mais sujo do que pau de galinheiro”, apesar de ter bens declarados de R$ 1,8mi, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, do PR do Paraná, adquiriu, em 2014, metade de um terreno de R$ 56mi e, para se explicar, afirmou que fez um empréstimo de R$ 13 milhões de seu sócio na transação, uma empresa do setor imobiliário, para bancar o negócio.

Confirmando a total falta de escrúpulos do ex-governador do RJ e agora presidiário, segundo um relatório da polícia Federal divulgado o peemedebista Sergio Cabral recebeu propina até em obras emergenciais de R$ 147 milhões contratadas por ele, sem licitação, logo após a tragédia na região Serrana do RJ, em janeiro de 2011.

Coberto de razão, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 24 horas para Temer, presidente da República, prestar informações sobre a nomeação de Moreira Franco como ministro da Secretaria Geral da Presidência, que provavelmente ocorreu apenas para ele ter foro privilegiado e assim escapar das garras de Sérgio Moro.

-    Um colegiado, composto por 54 parlamentares, sendo 10 deles oficialmente investigados pela operação, sabatinará e certamente aprovará o nome de Alexandre Moraes, o indicado ao Supremo Tribunal Federal.
-    Como quem quer “mostrar serviço”, Temer passou a telefonar ele próprio para deputados do centrão para avisá-los de nomeações do segundo escalão de estatais desimportantes.

Crítica:

Como “temem perder a mamata” e terem que trabalhar como “qualquer brasileiro”, servidores do RJ da estatal de saneamento Cedae saíram ontem às ruas para protestar, bater em policiais e depredar a cidade pois são contra a privatização da referida empresa pública.

“Dinheiro de pinga” para uma empresa que se especializou em espalhar corrupção e rapinar cofres públicos pelo mundo, a Odebrecht teve bloqueados pelo BNDES cerca de R$ 1,5bi que tem para receber de obras que realizou no exterior e o motivo é a pressão de governos estrangeiros que temem que os trabalhos atrasem ou até nem seja concluídos.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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