R.B. 2/DEZ/16 "Reduzindo ainda mais a concorrência no já minúsculo mercado bursátil tupiniquim"



"Reduzindo ainda mais a concorrência no já minúsculo mercado bursátil tupiniquim"

Amsterdam, 2 de dezembro de 2016 (SEXTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em queda, reduzindo mais um pouco dos fortes ganhos acumulados no ano (37,3%), acompanhando as perdas das demais bolsas mundiais e influenciada pelo aumento da tensão política, porem deve-se ressaltar que, para quem “aposta” na aprovação das reformas, esta pode ser uma boa oportunidade para compras e (2) o DÓLAR pode subir, mesmo após fechar o pregão anterior no maior patamar desde 15/JUN/16, pressionado pelos mesmos motivos que devem derrubar a bolsa brasileira.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -3,9%, com bom volume de negócios (R$ 11,9bi), ainda realizando lucros recentes, influenciada pela “frustração” com a decisão conservadora do BC tupiniquim de, mesmo com a inflação cotrolada e a economia em retração, decidiu cortar a Selic em apenas -0,25%, e também prejudicada pelo aumento das tensões políticas e (2) o DÓLAR subiu 2,2% à R$ 3,47, acompanhando a esperada piora do “humor” na bolsa brasileira e também seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana, diante das discussões em torno do aperto monetário nos EUA.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 1,1% e China 0,7%, “comemorando” a decisão do Cartel da OPEP de reduzir sua produção e beneficiadas pela divulgação de indicadores de atividade positivos da economia chinesa, (2) da EUROPA, Inglaterra -0,4%, França -0,4% e Alemanha -1,0%, com os investidores preocupados com o referendo que acontecerá na Itália no próximo domingo sobre uma reforma na Constituição, o que pode gerar incertezas políticas e refletir no sistema bancário do país e (3) dos EUA, sem uma direção definida, S&P -0,3%, DJ 0,4% e NASDAQ -1,3%, com os setores financeiro e o de energia subindo e o setor de tecnologia recuando.

Como a região fez a sua “lição de casa”, em OUT/16, pela primeira vez desde ABR/11, a zona do euro conseguiu levar a taxa de desemprego da região para baixo dos 10%, atingindo 9,8%, com destaque positivo para a República Tcheca (3,8%) e negativo para a Grécia (23,4%).

Já que o Copom colocou em seu comunicado, no qual anunciou que a Selic foi cortada em -0,25%, que a atividade econômica está "aquém do esperado", alguns economistas começam a avaliar que aumentou a autoridade monetária tupiniquim já tem “motivos” para, na sua reunião de JAN/16, promover uma redução maior da taxa básica de juros, de -0,50%.

Podendo ajudar na redução da dívida publica, o secretário adjunto de petróleo e gás do Ministério de Minas e Energia, João José de Nora Souto, disse ontem que o governo federal tem R$ 768mi a receber pela produção de petróleo em reservas que estão em áreas da União.

Batendo um novo recorde histórico para o mês, em NOV/16 a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,8bi, acumulando agora um saldo positivo de US$ 43,3bi no ano, também o maior nível desde o início da série histórica, influenciado principalmente pela forte redução das importações, que já chega a -22% no acumulado dos 11 primeiros meses de 2016 comparado com o mesmo período de 2015.

“Reduzindo ainda mais a concorrência no já minúsculo mercado bursátil tupiniquim”, a XP, maior corretora independente (sem ligação com bancos) do país e que se consolidou ao oferecer serviço de assessor de investimentos, confirmou os “rumores” e anunciou que fechou a compra da segunda maior no mercado, a Rico, por um valor não divulgado.

-    O Itaú caiu -4,6%, reagindo negativamente à deflagração da 8ª fase da Operação Zelotes da Polícia Federal, que revistou as instalações do banco para investigar um esquema de manipulação em processos e julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

Política:

Certamente afetando na governabilidade do presidente Temer e consequentemente elevando a tensão política, ontem o Supremo Tribunal Federal decidiu, por 8 votos a 3, tornar o peemedebista Renan Calheiros, o presidente do Senado, réu em uma ação que ele responde por peculato por ser acusado de desvio de verba indenizatória.

Tentando não aparentar medo de aumento da tensão política, o presidente Temer prometeu a investidores que enviará a proposta de reforma da Previdência ao Congresso na próxima semana e que agilizará a reforma trabalhista, ressaltando também que a PEC do teto de gastos, aprovada em primeiro turno no Senado, não é suficiente para gerar a credibilidade integral e, no particular, capaz de reduzir ou impedir a recessão.

-    Ontem à noite, pelo segundo dia seguido, manifestantes contrários a medidas aprovadas pelo Congresso, vistas como uma retaliação à Operação Lava Jato, promoveram panelaços em SP e no RJ.
-    Com Geddel Vieira Lima fora da equipe e Eliseu Padilha se recuperando de uma crise de pressão alta, aliados notaram o presidente Temer um pouco “solitário” no Planalto.
-    Ainda tentando um nome de consenso, o centrão vai se reunir na casa do deputado Jovair Arantes, do PTB de GO, na próxima segunda-feira à noite para apresentar os nomes das prévias e fazer uma tentativa derradeira de acordo pelo comando Câmara.
-    Renan Calheiros só decidiu pagar para ver e tentar aprovar a urgência do abuso de autoridade após caciques do PSDB e de partidos de esquerda darem o sinal verde.
-    Rogerio Chequer, líder do Vem Pra Rua, enviou ontem um convite formal ao juiz Sergio Moro para que ele participe da manifestação de domingo, na av. Paulista, a favor da Lava Jato.
-    O tucano Alckmin, preparando seu caminho para ser o próximo presidente do Brasil, pretende usar secretarias estratégicas, como Cultura e Transportes, para acomodar futuros aliados.

Crítica:

Evoluindo, para se manter no topo do mercado, ontem a Nestlé anunciou ter descoberto um processo para reduzir naturalmente o teor de açúcar em até 40%, em um avanço que a fabricante dos chocolates KitKat informa ser pioneiro no setor e que ajuda no combate a epidemia mundial de obesidade.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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