R.B. 8/JUL/16 "Mais sujo do que pau de galinheiro, porem ainda muito amigo de banqueiro"



"Mais sujo do que pau de galinheiro, porem ainda muito amigo de banqueiro"

São Paulo, 8 de julho de 2016 (SEXTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, acompanhando o movimento ascendente das principais bolsas mundiais e internamente animada com o anúncio da meta fiscal de 2017 e com a renúncia de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e (2) o DÓLAR pode cair, em um “ajuste técnico” após 5 pregões seguidos de alta, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e influenciado pela esperada melhora do “humor” n bolsa brasileira.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,2%, novamente revertendo uma abertura negativa, porem desta vez na contramão das bolsas dos EUA e impulsionada pelas ações da Petrobrás (0,7%) e dos bancos Santander (1,5%) e Itaú (1,0%) e (2) o DÓLAR subiu % à R$,  para fechar em território positivo pela 5ª vez consecutiva, sustentado pela ansiedade do mercado em torno da meta fiscal de 2017 e pela baixa acentuada do petróleo no exterior.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -0,7% e China -0,1%, ainda pressionadas pelas consequências da recente vitória do chamado "Brexit" no Reino Unido, diante da valorização das moedas locais, respectivamente o iene e o Yuan, frente ao dólar, (2) da EUROPA, quebrando uma sequencia de 3 pregões seguidos de queda, Inglaterra 1,1%, França 0,8% e Alemanha 0,5%, beneficiadas pela recuperação das ações dos bancos, como Lloyds (4,5%) e Royal Bank (6,5%) e (3) dos EUA, em uma tendência única, S&P -0,1%, DJ -0,1% e NASDAQ 0,3%, dividias entre a uma queda acentuada do petróleo (-4,5%) e notícias positivas para empresas do setor de tecnologia, como os “rumores” de que a BioMarin (9,1%) pode ser alvo de uma proposta de aquisição por parte da gigante Roche.

Classificada como ousada até por políticos da base aliada, que esperavam no mínimo R$ 150bi, o governo Temer, confirmando que Meirelles está ganhando cada dia mais força, anunciou ontem que sua meta fiscal para 2017 será de R$ -139bi, valor inferior aos R$ -170,5bi previstos para 2016, ressaltando que o número representa um compromisso muito forte com uma redução de despesas e também que ainda não decidiu se haverá ou não aumento de tributos no próximo ano.

Com o país ainda colhendo os “frutos podres” de uma administração acéfala e corrupta feita pela ex-presidenta Dilma, em 2016 o Brasil deve ter o pior desempenho na criação de empregos na comparação com outros 43 países, de acordo com um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico publicado ontem, registrando um saldo negativo de -1,6% contra uma média de saldo positivo de 1,5% dos demais.

Suspeitando, com toda a razão, que existem milhares de fraudes no sistema, o governo federal anunciou ontem que pretende fazer uma revisão nos benefícios por incapacidade, como auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, que atualmente beneficia cerca de
3 milhões de brasileiros a um custo de R$ 3,6bi por mês.

Como reflexo do caos da saúde publica tupiniquim, a indústria de equipamentos médicos e odontológicos, que até o fim de 2015 não havia reduzido seu ritmo de produção, chegou a uma queda de -9,6% no acumulado de 12 meses até MAI/16.

Mostrando mais uma vez como é “urgente urgentíssimo” fazer a reforma da previdência tupiniquim, segundo projeções do próprio governo as despesas da previdência crescerão R$ 57bi entre 2016 e 2017 e o déficit deste setor chegará a R$ -139bi no ano que vem.

Confirmando que o governo do PT conseguiu estragar até aquilo que a economia brasileira fazia de melhor, neste ano, apresentando o primeiro resultado negativo desde 1996, a produção tupiniquim de grão deve recuar -8,4% na comparação com o resultado anterior, atingindo 191,8 milhões de toneladas.

Pressionado a trabalhar “com um pouco mais de seriedade” diante das inúmeras acusações de corrupção, o Tribunal de Contas da União, por duvidar que o acordo possa ser cumprido, manteve suspensa a decisão da inescrupulosa Agência Nacional de Telecomunicações que autorizava a Oi a não pagar multas de R$ 1,2bi em troca de R$ 3,2bi em investimentos na compra de equipamentos e em obras para ampliação da sua rede.

-    A Petrobrás subiu 0,7%, mesmo com a forte queda do petróleo (-4,5%), diante (1) da elevação da “nota” da empresa pelo banco Morgan Stanley, (2) da aprovação, em comissão especial da Câmara, do relatório do projeto de lei que retira a obrigação legal da referida estatal de liderar todos os investimentos no pré-sal e (3) do anúncio de que a empresa captou US$ 3bi no mercado externo, com prazos maiores e taxas menores do que as obtidas na operação anterior.

Política:

Em um “jogo combinado” com seus aliados, e obviamente também com o presidente Temer, ontem, até com lágrimas de crocodilo, o deputado Federal Eduardo Cunha, em sua ultima cartada para se livrar da cassação de mandato, renunciou ao cargo de presidente da Câmara.

Fazendo até pacto com o capeta para eleger seu candidato à prefeito de SP, o que obviamente aumentaria seu cacife para se impor como o candidato tucano à presidência em 2018, o governador Alckmin negocia cargos em sua gestão, com partidos de ideologias bem distintas como DEM, PV, PSC, PDT, PR, Pros e até PC do B, para garantir mais tempo de TV e apoios à campanha de João Doria.

Segundo a opinião de alguns analistas políticos, a renúncia de Eduardo Cunha da presidência da Câmara trouxe alívio ao Planalto por tirar do comando da Câmara Waldir Maranhão, que ao que tudo indica é mais alinhado ao governo anterior e patrocinou uma gestão interina marcada pela imprevisibilidade, porem, por outro lado, esta atitude ameaça rachar a base aliada na disputa pela presidência da Casa.

Os 6 nomes mais cotados para ocupar a presidência da Câmara, cuja eleição será já na próxima terça-feira, são Rogério Rosso, do PSD do DF que é apoiado por Cunha, Osmar Serraglio, do PMDB do PR, Baleia Rossi, do PMDB de SP, Fernando Giacobo, do PR do PR, Beto Mansur, do PRB de SP, e Rodrigo Maia, do DEM do RJ.

Crítica:

“Mais sujo do que pau de galinheiro, porem ainda muito amigo de banqueiro”, José Dirceu, que já foi presidente do PT, deputado, ministro e que atualmente é detento, foi indiciado ontem, pela terceira vez, pela Polícia Federal por corrupção ativa, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, desta vez em um esquema que envolvia contratos da Petrobras com as empresas Hope Recursos Humanos e Personal Service.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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