R.B. 2/JUN/16 "Temer tem força no Congresso Nacional"



"Temer tem força no Congresso Nacional"

São Paulo, 2 de junho de 2016 (QUINTA-FEIRA).

Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, ampliando a valorização acumulada no ano (13,1%) e tentando retomar o patamar dos 50,000pts, diante da valorização das commodities, do movimento ascendente das principais bolsas mundiais e da melhora do cenário político e (2) o DÓLAR pode cair, acompanhando a esperada melhora do “humor” na bolsa brasileira e também influenciado pelo aumento do fluxo positivo de recursos externos.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,1%, revertendo as perdas da abertura, beneficiada pela divulgação de dados econômicos melhores que o esperado da economia brasileira, por uma vitória do governo em comissão especial da Câmara e pelos “rumores” de que Lula estava prestes a ser preso e (2) o DÓLAR caiu -0,5% à R$ 3,59, acompanhando a melhora do “humor” na bolsa e influenciado pela redução das “apostas” de alta dos juros nos EUA e pelo resultado melhor que o esperada da balança comercial tupiniquim.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, devolvendo os ganhos do pregão anterior, Japão -1,6% e China -0,1%, prejudicadas pela divulgação de dados ruins da economia chinesa, que podem trazer de volta as preocupações sobre o crescimento da segunda maior economia do mundo, (2) da EUROPA, Inglaterra -0,6%, França -0,7% e Alemanha -0,6%, com as ações de mineradoras, como Anglo American (-1,3%), Antofagasta (-3,1%) e Rio Tinto (-3,8%), reagindo negativamente aos dados que mostraram desaceleração da atividade industrial da China e (3) dos EUA, revertendo, a muito custo, as perdas da abertura, S&P 0,1%, DJ 0,1% e NASDAQ 0,1%, já que os números ligeiramente piores do que o esperado da produção industrial e dos gastos com a construção reduziram as “apostas” de nova alta dos juros do país.

Razoavelmente melhor do que as “apostas do mercado” (-0,8%), o PIB brasileiro do primeiro trimestre do ano caiu -0,3% ante o quarto trimestre de 2015, influenciado positivamente por uma retração menos acentuada da indústria e pelo aumento nos gastos do governo, além da continuidade do bom desempenho do setor externo.

Beneficiada mais pela forte redução das importações (-30,8% na comparação com o mesmo período de 2015), por conta da crise econômica tupiniquim, do que pelo aumento das exportações (2,6% na comparação com o mesmo período de 2015), por sua vez potencializadas pela alta do dólar, a balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 19,6bi nos 4 primeiros meses de 2016, resultado que é o maior da história para o período.

Dando novos sinais negativos da economia brasileira, (1) nos 4 primeiros meses deste ano o número de veículo emplacados no país caiu -26,6% em relação ao mesmo período do ano passado e (2) no primeiro trimestre deste ano o consumo das famílias recuou -6,3% frente ao primeiro trimestre de 2015.

Apresentando as primeiras luzes no final do túnel da economia brasileira, (1) nos 4 primeiros meses deste ano o faturamento das farmácias do país alta nominal de 13% em relação ao mesmo período de 2015 e (2) segundo dados da FGV, há sinais de que o nível de produção industrial já esteja abaixo da demanda, que por sua vez tem se mantido estável nos últimos meses e pode voltar a crescer com uma provável queda da taxa básica de juros no segundo semestre.

Começando a abrir a caixa de pandora do BNDES, que certamente revelará escândalos piores do que do Mensalão e do que do Petrolão, ontem, no primeiro dia sob o comando da economista Maria Silvia Bastos Marques, o referido banco de fomento tupiniquim revelou que emprestou R$ 50,5bi para 140 grandes obras fora do país entre 2006 e 2014, seno que 99% destes recursos ficaram com 5 grandes empreiteiras brasileiras, todas eles envolvidas na Lava Jato.

Realizando lucros após a queda do governo Dilma, a bolsa brasileira caiu -10,1% em MAI/16, e “coincidentemente” neste mês os investidores estrangeiros, que sempre correm na frente, retiraram de forma líquida (vendas menos compras) R$ -1,5bi da BM&FBovespa, já que ainda estão esperando a implementação das medidas econômicas do novo governo Temer.

Acreditando, com toda a razão, que não tem nada melhor para fazer com seu dinheiro do que reduzir seu endividamento, ontem a Petrobras anunciou que vai desembolsar o equivalente a US$ 6,1bi para recomprar diversos títulos da sua dívida emitidos no exterior, melhorando de forma considerável o perfil do seu endividamento.

Política:

Mostrando que, com a fidelidade do PSDB, do DEM e do PMDB, "Temer tem força no Congresso Nacional", ontem foi aprovado, em comissão especial da Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2023, dando assim mais liberdade ao governo no uso das receitas obtidas por meio de tributos federais vinculados por lei a fundos ou despesas.

Legislando em causa própria, apesar da expectativa de fechar 2016 com um rombo de R$ -170bi nas contas públicas, o governo Temer e sua base na Câmara concordaram com a aprovação de um megapacote de reajuste para o funcionalismo federal (Executivo, Judiciário, Legislativo e Ministério Público), que terá um impacto de ao menos R$ -58bi até 2019.

Referendando o que falou o presidente Temer na parte da manhã, ontem à tarde o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, afirmou "ter confiança" de que o novo governo federal "não irá, de maneira nenhuma, obstruir" as investigações da operação.

Com cada vez menos “amigos”, ontem Dilma decidiu que, após 3 anos de espera e mais de 20 cartas enviadas, Eduardo Suplicy, ex-senador e fundador do PT, teria a “honra” de se encontrar com ela no Palácio da Alvorada para tratar da implantação do Renda Básica da Cidadania.

Crítica:

Confirmando a urgência em se reduzir de forma drástica o tamanho do Estado brasileiro, segundo um recente levantamento de dados do Cadastro Central de Empresas, ligado ao IBGE, 35,5% da população ocupada da Paraíba é de servidores públicos, número é superior ao dos empregados no setor de comércio (18,4%) e na indústria (12%).

Mostrando que agora o país tem lei e começando a acabar com o grupo terrorista que até então era financiado com dinheiro publico, ontem a polícia “desceu o cacete” nos membros do MST que tentavam invadir o prédio onde se localiza o escritório da Presidência da República na avenida Paulista.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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