R.B. 4/MAI/16 "Levará um bom tempo para o país virar a página"


"Levará um bom tempo para o país virar a página"

 

São Paulo, 4 de maio de 2016 (QUARTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em queda, com "boas chances" de testar o "suporte" dos 51.000pts, novamente pressionada pela piora do "humor" nas principais bolsas mundiais e cada dia mais pela constatação de que será longo o caminho do Brasil para arrumar as burradas cometidas no governo Dilma e (2) o DÓLAR pode seguir em alta, com "boas chances" de superar os R$ 3,60, influenciado pelos leilões de compra do BC e pelas expectativas negativas para a economia brasileira.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -2,4%, ainda influenciada por fatores externos, como a retração das commodities e a queda das principais bolsas mundiais, e também prejudicada pela divulgação de um resultado abaixo do esperado do Itaú (-5,8%) e (2) o DÓLAR subiu 2,0% à R$ 3,56, seguindo a piora do "humor" na bolsa brasileira, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e ainda pressionado pelos leilões de compra do BC.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão a bolsa ainda não operou devido a um feriado de e China 1,9%, beneficiada por comentários feitos na última sexta-feira pelo presidente chinês, Xi Jinping, sobre ter planos de manter um "desenvolvimento saudável do mercado acionário, (2) da EUROPA, Inglaterra -0,9%, França -1,6% e Alemanha -1,9%, com destaques de queda para as exportadoras do setor de mineração, como Anglo American (-12,8%) e BHP Billiton (-6,2%), pressionadas pela valorização do euro e reagindo à queda de indicadores industriais na China, e para os bancos, como HSBC (-1,6%), Commerzbank (-9,5%) e UBS (-7,5%), diante da divulgação de resultados abaixo do esperado e (3) dos EUA, em um dia de baixo volume de negócios, S&P -0,9%, DJ -0,8% e NASDAQ -1,1%, pressionadas por renovadas preocupações com o crescimento da economia global e pela forte queda das commodities, que por sua vez derrubou as ações do setor de energia, como Chesapeake Energy (-12,1%) e Marathon Oil (-5,6%).

 

Mostrando-se pessimista, ontem o FMI alertou que a transição em curso na atividade econômica da China, a segunda maior economia do mundo, tem potencial para trazer mais instabilidade para os países, provocando solavancos extras e contágio substancial no mercado financeiro, nas economias e no comércio mundial.

 

Após dizer, com toda a razão, que o Mercosul é protecionista e fechado, em contraste com os demais países que estão se abrindo com novas iniciativas, Penny Pritzker, secretária de Comércio dos EUA, afirmou, também com toda a razão, que a crise no Brasil é um exemplo dos danos que a corrupção pode causar a um país e ressaltou que, apesar da economia brasileira ser extremamente importante para o continente Americano, a sensação é que "levará um bom tempo para o país virar a página".

 

Segundo Mario Draghi, presidente do BCE, a fraqueza das economias emergentes pode ser duradoura uma vez que os problemas giram em torno de questões estruturais arraigadas e não de dificuldades passageiras, representando riscos ao crescimento até das economias avançadas.

 

Fingindo não saber que em menos de 10 dias o Brasil vai se livrar do governo do PT, e provavelmente de todo ministério, ontem o Ministério da Fazenda apresentou aos Estados um projeto de lei complementar cujo objetivo é encerrar a guerra fiscal em torno do ICMS, principal tributo estadual.

 

Comprovando que, apesar do fraco desempenho da economia tupiniquim, o governo Federal continua elevando impostos para manter um alto patamar de arrecadação, ontem o Impostômetro, que é uma espécie de medidor eletrônico desenvolvido pela Associação Comercial de SP para dimensionar o pagamentos de impostos no Brasil, atingiu o patamar de R$ 700bi no ano, um dia antes de ter atingido essa mesma no ano passado.

 

Ressaltando que a crise política e econômica que o País atravessa contribui para retrair a demanda doméstica e, consequentemente, manter o quadro de retração na indústria nacional, ontem o IBGE divulgou que nos 3 primeiros meses de 2016, a produção de bens de capital despencou -28,9%, enquanto a de bens de consumo encolheu -9,8% e a fabricação de bens de consumo duráveis acumulou retração de -27,3%, sempre na comparação com o mesmo período de 2015.

 

Dando novos sinais negativos da economia tupiniquim, (1) registrando o 25º mês consecutivo de retração, em MAR/16 a produção industrial brasileira teve uma queda de -11,4% na comparação com MAR/15, (2) nos 3 primeiros meses deste ano 409 empresas pediram falência ou concordata, contra 191 no mesmo período de 2015 e (3) o consumo de gás natural caiu -13,6% nos 3 primeiros meses de 2016 em São Paulo na comparação com o mesmo período de 2015 e atingiu o menor patamar dos últimos 6 anos.

 

-    A Vale caiu -6,5% e a Petrobrás recuou -3,8%, acompanhando respectivamente a baixa do minério de ferro (-4,1%) e do Petróleo (-2,5).

-    O Itaú despencou -5,8%, já que, além da queda de -9,6% no seu lucro do primeiro trimestre, o resultado do banco foi prejudicado pelo aumento de 31% das provisões para créditos duvidosos.


Política:
 
Mais perdida do que cachorro em dia de mudança e mais por baixo do que anus de cobra, a presidenta Dilma, como não tem nada de útil para fazer nos seus últimos dia de governo, estuda enviar ao Congresso, nos próximos dias, uma Proposta de Emenda à Constituição para antecipar as eleições ao Palácio do Planalto.

 

Montando um governo de coalizão, segundo "rumores" Temer ofereceu o Ministério das Comunicações de seu eventual governo para Kassab, que é presidente do PSD, que por sua vez é o maior partido de aluguel do país, porem o referido ex-ministro de Dilma e ex-prefeito de SP prefere manter o Ministério das Cidades, que ele ocupou até ABR/16.

 

Tentando postergar o processo, a defesa de Dilma entrou com representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral para impugnar a nomeação de quatro servidores do tribunal que foram indicados como peritos contábeis para atuar nos processos que pedem a cassação do mandato da referida presidenta e do seu vice, Michel Temer.

 

Mostrando que os ministros petistas lutam para manter Dilma no poder pois querem se livrar da justiça comum e consequentemente da cadeia, ontem Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, afirmou, em acordo de delação premiada, que propina da Petrobras articulada pelo então presidente da estatal José Sérgio Gabrielli abasteceu a campanha para governador da Bahia, em 2006, do petista Jaques Wagner, hoje ministro-chefe de gabinete da presidenta Dilma.

 

Sem amigos, já que jogou dejetos fecais no ventilador e acusou membros de todos os partidos, ontem o senador Delcídio do Amaral, que é ex-petista, teve seu processo de cassação de mandato aprovado, por 13 votos a 0, no Conselho de Ética do Senado por ter se envolvido em tentativas de obstruir as investigações da Operação Lava Jato e pela suspeita de participação no esquema de corrupção da Petrobras.

 

Em uma crítica indireta aos "rumores" de que Temer ofereceu para um bispo da Igreja Universal o cargo de ministro de ciência e tecnologia, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, defendeu que o futuro titular da referida pasta não deve ter preconceitos e não deve misturar ciência com religião.

 

Repetindo, como um disco arranhado em uma vitrola velha, sempre o mesmo discurso, ontem a presidenta Dilma "garantiu" que não vai renunciar ao cargo, o que é natural para uma ex-terrorista, ressaltou que é "vítima de uma fraude" e alertou que a democracia brasileira "sofre um assalto" com o processo de impeachment que tramita contra seu mandato.

 

Indicando que, logo após Dilma cair, Lula perderá o fórum privilegiado e será preso, ontem a procuradoria-Geral da República ofereceu ao STF denúncia contra o referido ex-presidente no inquérito que investiga se houve uma trama para comprar o silêncio e evitar a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.


Crítica:
 

Mostrando que o Brasil caminha para virar uma anarquia, enquanto estudantes vagabundos ocupam escolas técnicas e invadem a Assembleia legislativa e a polícia, nos dois casos, é impedida de agir pela justiça, ontem foi divulgado um relatório de uma ONG internacional alertando que o número de casos de graves violações contra jornalistas e comunicadores no Brasil cresceu 67% em 2015 em relação ao ano anterior.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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