R.B. 24/MAR/16 "Potencial para estimular o pacto por uma grande pizza"


"Potencial para estimular o pacto por uma grande pizza"

 

São Paulo, 24 de março de 2016 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em queda, acompanhando as perdas das demais bolsas mundiais, prejudicada pelo recuo das commodities e ainda influenciada negativamente pelas tentativas desesperadas e pouco republicanas do PT para se manter no poder e (2) o DÓLAR pode seguir em alta, com "boas chances" de fechar o dia acima dos R$ 3,70, impulsionado pelos mesmos motivos que devem derrubar a bolsa tupiniquim e também seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –2,6%, prejudicada pelo recuo das commodities e principalmente com os investidores reagindo negativamente à "estranha e tendenciosa" decisão de Teori Zavascki, ministro do Supremo Tribunal Federal, de determinar que o juiz Sergio Moro encaminhe todas as investigações envolvendo o ex-presidente Lula para referida suprema a corte tupiniquim e (2) o DÓLAR subiu 2,3% à R$ 3,67, acompanhando a valorização internacional da moeda norte-americana, impulsionado por um leilão de compra do BC e também influenciado pelo mesmo motivo que derrubou a bolsa brasileira.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão –0,3%, com a demanda por ações afetada pelos atentados terroristas na Bélgica e China 0,3%, recuperando as perdas da abertura, após o BC local anunciar novas medidas para valorizar a moeda local (o yuan) em relação ao dólar, (2) da EUROPA, próximas da estabilidade e também sem uma tendência única, Inglaterra 0,1%, França –0,2% e Alemanha 0,3%, com os mercados tentando voltar à normalidade após os ataques terroristas de Bruxelas, com a recuperação das empresas de viagens e turismo compensando o recuo do segmento de commodities, na esteira do recuo dos preços de petróleo (-4,0%) e (3) dos EUA, com baixo volume de negócios, S&P –0,6%, DJ –0,4% e NASDAQ –1,1%, pressionadas pelo recuo das ações do setor de petróleo, como Chevron (-2,0%) e ExxonMobil (-2,4%), diante do anúncio de aumento 5 vezes maior do que o previsto nos estoques da commoditie do país, em um dia de poucos eventos econômicos ou corporativos.

 

Coberto de razão, Mark Mobius, gestor da Franklin Templeton, que é especialista em mercados emergentes, alertou que o otimismo do mercado financeiro tupiniquim com a possibilidade de queda da presidenta Dilma pode ter sido exagerado, ressaltando que é fundamental o compromisso com reformas estruturais nas contas públicas, na legislação trabalhista e no sistema tributário.

 

Mandando às favas a responsabilidade fiscal, o governo Dilma anunciou ontem que, sem nenhuma vergonha na cara, enviará ao Congresso Nacional nos próximos dias um projeto de lei que autoriza a redução ainda maior da meta fiscal do ano para um déficit de R$ -96,65bi, o equivalente a 1,55% do PIB.

 

Dando novos sinais negativos da economia brasileira, (1) segundo dados oficiais do IBGE, a taxa de desemprego nas 6 maiores regiões metropolitanas do país saltou de 7,6% em JAN/16 para 8,2% em FEV/16, o que representa o maior aumento para o período desde 2003, (2) nos 2 primeiros meses deste ano os gastos dos brasileiros em viagens internacionais caíram -55% na comparação com o mesmo período do ano passado, (3) em FEV/16 63,9% das negociações salariais resultaram em ajustes abaixo da inflação e (4) pela primeira vez desde 2007, a taxa de desemprego dos jovens de 18 a 24 anos superou a marca de 20%.

 

Aliviado pelo aumento do desemprego, pelo elevado patamar da taxa de juros e pela recessão econômica, que reduziram substancialmente a demanda, o IPCA de MAR/15 ficou em 0,43%, patamar bem inferior ao auferido no mesmo mês do ano passado (1,24%), aquém do esperado pelo "mercado" (0,54%) e também o menor para o período desde 2012 (0,25%), reduzindo assim o acumulado deste índice em 12 meses para 9,95%, valor ainda bem acima do topo da meta do BC (6,5%).

 

Aumentando de forma irresponsável o tamanho do estado brasileiro, ontem a presidenta Dilma, com o claro objetivo de ajudar "companheiros empresários" sancionou a perigosa e inescrupulosa lei que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a constituírem ou adquirirem participação em outras empresas, diretamente ou por meio de subsidiárias.


Política:
 
Após a irresponsável carta enviada por um ex-membro do MST, que atualmente tem um cargo de chefia no Itamarati, para todas as embaixadas do Brasil alertando que o país está sendo vitima de um golpe, a presidenta Dilma, se esforçando para manchar ainda mais a credibilidade internacional do país, convocou para hoje uma entrevista a jornais estrangeiros na qual vai "denunciar" à comunidade internacional uma "tentativa de golpe" contra ela.

 

Batendo cada dia com mais força, a atual edição da prestigiada revista britânica "The Economist" tem na capa a foto da presidenta do Brasil com a frase "Time to go" e defende, em editorial, que é hora de Dilma deixar o cargo, ressaltando que a escolha de Lula para a Casa Civil foi uma tentativa grosseira de impedir o curso da Justiça e que sua saída abriria caminho para um "novo começo" no Brasil.

 

Com "potencial para estimular o pacto por uma grande pizza", foi apreendida e decodificada uma planilha na Odebrecht com os nomes de mais de 316 políticos de todos os grandes partidos, a grande maioria com cargos no executivo e no legislativo, que receberam propina da empresa.

 

Percebendo que está só e que se não fizer nada vai mofar na cadeia, Marcelo Odebrecht mandou sua empresa dizer que quer fazer delação premiada, porem agora a justiça, com toda a razão, indica que não tem mais nada de novo que a referida construtora pode dizer.

 

Com "o chiclete da arrogância perdendo todo o açúcar", o marqueteiro João Santana e sua mulher Mônica Moura foram ontem oficialmente indiciados pela Policia Federal, no âmbito da Operação Lava Jato, acusados de cometer os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

 

-    Incomodados com a tentativa frustrada de adiar a reunião do diretório do PMDB que deve romper com Dilma, governistas do partido prometem ir para o confronto e uma saída seria tentar esvaziar a reunião para expor o racha.

-    Garantindo que Lula vai ser ministro, a presidenta Dilma, cada dia mais descontrolada, voltou a dizer que está em curso no Brasil um golpe contra a democracia e garantiu que não renuncia de forma alguma.

-    Desesperada em manter-se no cargo, a presidenta Dilma, depois de fracassar na tentativa de adiar a reunião do diretório nacional do PMDB, se reuniu ontem com seus 7 ministros peemedebistas na tentativa de barrar o rompimento da sigla com o governo.

-    Enquanto Dilma falava com seus ministros peemedebistas, o ex-presidente Lula, comprovando que foi escalado para fazer o "jogo sujo", mantém conversas com os caciques peemedebistas Sarney e Renan Calheiros.


Crítica:
 
Quem tem carteirinha de estudante, mesmo sem ser estudante, para pagar meia entrada, quem recebe presente de fornecedor e acha mesmo que é porque ele gosta de você, deveria ter vergonha da sair às ruas contra a corrupção, pois não existirá legado da operação lava jato se cada um dos brasileiros deixar de fazer uma verdadeira reflexão sobre seus próprios atos e, principalmente, muda-los.

 

Mostrando que, se o Brasil fosse um país sério, não apenas Marcelinho mas seu papai e seu vovô também deveriam estar enjaulados, segundo depoimentos e material apresentado por uma ex-secretária da construtora, desde a década de 80 a Odebrecht compra políticos brasileiros em troca de obras publicas.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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