R.B. 18/MAR/16 "Um bando de jornalistas picaretas ao seu dispor"


"Um bando de jornalistas picaretas ao seu dispor"

 

São Paulo, 18 de março de 2016 (SEXTA-FEIRA).


Mercados e Economia:
 
Hoje (1) a BOVESPA deve cair, devolvendo parte dos lucros registrados no pregão anterior, diante da avaliação de que, como certamente Dilma vai permanecer no cargo o maior tempo que conseguir, o processo de impeachment no Congresso Nacional será tumultuado, demorado e imprevisível e (2) o DÓLAR pode subir, também em um "ajuste técnico" após as quedas recentes e influenciado pela decisão do BC brasileiro de reduzir seu volume de vendas.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 6,6%, para fechar o pregão aos 50.913pts e registrando a maior valorização diária desde 2/JAN/09, com os investidores, os brasileiros decentes e até a torcida do corinthians comemorando o aumento das chances de prisão de Lula e de queda do governo Dilma e (2) o DÓLAR caiu –2,5% à R$ 3,65, para fechar a sessão com o maior recuo diário desde 23/MAR/15, seguindo a desvalorização internacional da moeda norte-americana e influenciado principalmente pelos mesmos motivos que animaram a bolsa brasileira.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão –0,2%, em baixa pelo terceiro dia seguido, com a valorização da moeda local (o iene) frente ao dólar prejudicando as exportadoras, como Canon (-1,4%) e Toshiba (-8,0%) e China 1,2%, o quinto avanço consecutivo, beneficiada pela valorização das commodities, (2) da EUROPA, sem uma tendência única, Inglaterra 0,4%, França –0,4% e Alemanha –0,9%, divididas entre a valorização das petrolíferas, como BP (2,7%) e Shell (1,6%), e o recuo das ações dos bancos, como Popolare (-14,2%) e Commerzbank (-2,4%), já que a perspectiva de juros baixos por mais tempo prejudica os lucros dessas instituições e (3) dos EUA, com o DJ passando a registrar ganhos no ano, S&P 0,7%, DJ 0,9% e NASDAQ 0,2%, impulsionadas pelo rali do petróleo, que subiu 4,5% e deu apoio às companhias de energia, como General Electric (2,6%), Chevron (1,6%) e Exxon Mobil (1,5%).

 

Segundo Bill Murray, porta-voz do FMI, atualmente o Brasil, mergulhado em uma grave crise política e em um quadro recessivo, enfrenta uma situação "difícil" e deve "reforçar" as bases de sua economia, colocando entre suas prioridades a política de metas de inflação, flexibilização das taxas de câmbio e responsabilidade fiscal, para assim recuperar a confiança e impulsionar os investimentos.

 

Mostrando que com Dilma na presidência o que é ruim sempre pode piorar, segundo uma pesquisa feita todo mês pelo Ministério da Fazenda com economistas e analistas do mercado, diante da expectativa menor de receitas e de uma alta nas despesas, a previsão para o rombo nas contas públicas tupiniquins deste ano subiu de R$ –70,1bi no mês passado para R$ -79,5bi neste mês.

 

Como ainda tem a caneta na mão, ontem a presidenta Dilma, fazendo o que pode para afugentar investidores do Brasil, sancionou a legislação que eleva de 15% para até 22,5% o Imposto de Renda sobre o ganho de capital na venda de bens e direitos, como imóveis.

 

Novamente cotado para assumir um cargo no governo Dilma, obviamente caso aconteça um milagre e ele sobreviva ao processo de impeachment, Meirelles, ex-presidente do BC, defendeu a importância das reservas internacionais, descartando seu uso para abater a dívida publica, e ressaltou a necessidade de o Brasil realizar reformas estruturais para ter potencial de crescer 4% ao ano no futuro, o que é impossível com a atual turbulência política pela qual passa o país.

 

Se juntando à FIESP, que tem se tornando o ponto de encontro dos que protestam contra o governo Dilma, outras entidades patronais como Facesp (associações comerciais paulistas), Associação Comercial de SP, CNI (Confederação Nacional da Indústria) e FecomercioSP, passaram a defender publicamente a queda da presidenta do Brasil.

 

Confirmando que até a torcida do corinthians já é contra o PT, Luis Alberto Rosenberg, dono da consultoria que leva seu nome e ex-vice presidente do time de Lula, afirmou que para o país o impeachment de Dilma seria um "orgasmo múltiplo" e a prisão de Lula seria o "nirvana neocapitalista".

 

Diante da forte queda do dólar nos últimos dias, que, por conta do aumento das chances de queda da Dilma e prisão do Lula, recuou de cerca de R$ 4,00 no final de FEV/16 para R$ 3,65 no fechamento de ontem, o BC tupiniquim decidiu reduzir suas intervenções na ponta vendedora do mercado de câmbio, diminuindo consideravelmente as rolagens diárias de swaps cambiais.

 

Provavelmente fruto de mais uma negociata petista, a bandeira de cartões Elo fechou um acordo com a Caixa Econômica Federal para criar uma conta poupança simplificada para que os beneficiários do Bolsa Família tenham a esmola mensal depositada na conta, que por sua vez poderá ser movimentada com o cartão de débito.

 

Tomando uma atitude de coragem para um empresário tupiniquim que, como todos os outros, depende da benevolência e principalmente das "tetas" do governo (BNDES) para sobreviver, Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, afirmou que o ciclo do PT no poder acabou e que a convocação de novas eleições seria a melhor saída para país, porem ressaltou que as saídas mais viáveis politicamente são a renúncia ou o impeachment da presidenta Dilma.

 

Criada com "dinheiro amigo do BNDES" e agora sofrendo pois a fonte secou e obviamente a empresa é incapaz de caminhar com as próprias pernas, a JBS, maior processadora de carne bovina do mundo, divulgou que encerrou o quarto trimestre com prejuízo líquido de R$ -275mi, revertendo resultado positivo de R$ 618,8mi obtido no mesmo período de 2014.


Política:
 
Confirmando que o PT tem "um bando de jornalistas picaretas ao seu dispor", obviamente comprados com dinheiro publico e patrocínio de estatais, foi divulgado ontem o áudio de uma conversa na qual o ex-presidente Lula sugere abordagens para um artigo de Mino Carta, diretor da "Carta Capital", que prontamente foi publicado no mesmo dia no site da revista.

 

Alegando, com toda a razão e respaldo jurídico, que com o ato a presidenta Dilma visa apenas proteger o companheiro petista da prisão, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Federal do Distrito Federal, concedeu liminar suspendendo a nomeação de Lula, logo após ele ser empossado como ministro chefe da Casa Civil.

 

Teoricamente com mais oposicionistas do que governistas, porem também com indecisos que podem virar o jogo, ontem a Câmara Federal brasileira finalmente uma comissão com 65 deputados de 24 partidos que irão discutir o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma.

 

Provando pela enésima vez que a política brasileira é uma enorme piada de mau gosto, entre os indicados para a comissão que vai decidiu se o impeachment de Dilma segue em frente está o ex-prefeito de SP Paulo Maluf, que recentemente foi condenado a 3 anos de prisão pela Justiça francesa sob a acusação de chefiar uma quadrilha de lavagem de dinheiro desviado de obras públicas no Brasil e também 5 deputados investigados na Operação Lava Jato, José Mentor, do PT, Aguinaldo Ribeiro, do PP, Jerônimo Goergen, do PP, Roberto Britto, do PP e Paulinho da Força, do SD.

 

Com o processo de impeachment de Dilma rolando no Congresso Nacional, o governo Dilma, já comandado por Lula, decidiu, com o objetivo de tentar atrair o PMDB de volta para o seu lado, ceder tudo o que for necessário para a sigla, não só destravando nomeações represadas, mas também distribuindo novos ministérios.

 

Segundo o jurista Modesto Carvalhosa, doutor e livre-docente em direito pela USP que é considerado um dos principais advogados do país, (1) a presidenta Dilma cometeu crime de obstrução da Justiça quando decidiu nomear Lula ministro da Casa Civil, dando à Câmara motivos mais que suficientes para abrir um processo de impeachment contra ela e (2) Sergio Moro tinha a obrigação de retirar o sigilo dos grampos telefônicos feitos em Lula e se não o fizesse era inclusive caso de prevaricação, já que a Constituição prevê que qualquer cidadão tem a obrigação de prender quem for encontrado em flagrante delito.


Crítica:
 
Hoje, caso o PT decida mesmo colocar seus peões, como classifica Lula, na Avenida Paulista, certamente a principal rua de SP será palco de um confronto de proporções enormes, com reflexos em todo o país e cujos desdobramentos são imprevisíveis e certamente incontroláveis.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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