R.B. 12/FEV/16 "Sua defesa sempre foi o ataque"


"Sua defesa sempre foi o ataque"

 

São Paulo, 12 de fevereiro de 2016 (SEXTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em queda, para ampliar a baixa acumulada no ano (-9,3%), desdenhando da provável "caça às barganhas" nas bolsas da Europa e dos EUA, diante do novo sinal de irresponsabilidade do governo Dilma que ontem adiou o anúncio de corte de gastos públicos e (2) o DÓLAR pode seguir em alta, cumprindo sua meta de fechar a semana acima dos R$ 4,00, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e seguindo o esperado "humor negativo" da bolsa brasileira.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –2,6%, para fechar o dia abaixo dos 40.000pts (aos 39.318pts) acompanhando a manutenção do "humor negativo" nas principais bolsas mundiais, prejudicada pelo recuo das commodities e influenciada negativamente pela crescente degradação econômica, política e moral do Brasil e (2) o DÓLAR 1,3% à R$ 3,98, dando sequencia à sua trajetória rumo aos R$ 4,00, impulsionado pelos mesmos fatores que derrubaram a bolsa brasileira.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, China permaneceu fechada por conta do feriado de Ano Novo Lunar e Japão –2,3%, com destaque de queda para a exportadora Samsung (-2,9%), diante da valorização da moeda local (iene) frente ao dólar, (2) da EUROPA, recuando aos menores patamares desde SET/13, Inglaterra –2,4%, França –4,0% e Alemanha –2,9%, com os investidores deixando as ações em procura de ativos mais seguros, influenciados por temores renovados sobre o crescimento global e pela queda nos preços de petróleo e (3) dos EUA, capitaneando a piora do "humor mundial", S&P –1,2%, DJ –1,6% e NASDAQ –0,4%, em queda pela quinta sessão seguida, desta vez pressionadas principalmente pela baixa das ações das empresas do setor financeiro, como Goldman Sachs (-4,6%) e JP Morgan (-4,5%).

 

Ontem, falando ao Congresso em seu segundo dia de depoimento, na quinta-feira, Janet Yellen, a presidente do Fed ("BC" dos EUA), defendeu a decisão de elevar os juros norte-americanos pela primeira vez em quase uma década, adotada em DEZ/15, porem reconheceu que as condições econômicas e financeiras se agravaram, de lá para cá.

 

Como não tem força política para reduzir gastos públicos, o governo Dilma, depois de avaliar vários cenários, que chegou a incluir cortes entre R$ 30bi e R$ 80bi no orçamento, supostamente teria fechado uma proposta de um bloqueio de apenas R$ 18bi, o que confirma definitivamente que qualquer expectativa de superávit primário neste ano deve ser descartada, prejudicando ainda mais a credibilidade da equipe econômica tupiniquim.

 

Exemplo da austeridade e seriedade, a Suécia, que segundo projeções vai crescer 3,5% este ano e que recusou os jogos Olímpicos de 2022 alegando que tem prioridades mais importantes para o dinheiro publico, anunciou ontem que reduziu ainda mais sua taxa básica de juros, que agora está negativa em –0,5%, ressaltando que o principal motivo é estimular que o dinheiro circule na economia, em vez de ficar depositado em instituições financeiras, para que a inflação, que atualmente está abaixo de 1%, suba para a meta de 2%.

 

Acreditando que o real desvalorizado e que a crise econômica tornam os investimentos mais baratos no país, a Kimberly-Clark, que é uma Multinacional de higiene pessoal, anunciou ontem que vai investir ao menos R$ 400 milhões no Brasil neste ano na compra de novas máquinas e na expansão das 5 fábricas e 2 centros de distribuição que a empresa mantém no país.

 

Alinhado ideologicamente com o governo comunista chinês, o Brasil, governado pela ex-terrorista e eterna comunista Dilma, foi o destino número 1 dos empréstimos concedidos por bancos de fomento chineses na América Latina em 2015, recebendo US$ 10,7bi, deixando em segundo lugar a Venezuela, que costuma liderar o ranking, e com destaque para os financiamentos concedidos para a Petrobras que, mergulhada em um  escândalo de corrupção, recebeu créditos de US$ 8,2bi de Pequim no ano passado.

 

Diante da falta de educação financeira da população, do aprofundamento da crise econômica e também da baixíssima concorrência do setor, em JAN/16 as taxas de juros dos cartões de crédito no Brasil subiram pelo décimo sexto mês consecutivo, atingindo até 411% ao ano, o que representa o maior patamar em 21 anos.

 

Dando sequencia ao seu movimento de derrocada, ontem o petróleo negociado em NY recuou –5,1% e assim fechou o dia no menor patamar em 12 anos (aos US$ 26,05), pressionado por um relatório que mostrou que os estoques de óleo em Oklahoma (EUA), um dos mais importantes do mundo, bateram recorde na semana passada.


Política:
 
Como "sua defesa sempre foi o ataque", para se defender das acusações de corrupção o PT culpava "os banqueiros malvados, a elite branca e a mídia golpista", porem agora, colocando em risco a democracia tupiniquim, o partido de Lula está atacando instituições públicas que estão combatendo a corrupção epidêmica no país, como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Ministério Público, os juízes e os tribunais.

 

Se aproximando das provas necessárias para impugnar a reeleição da presidenta Dilma e de seu vice, a força-tarefa da Operação Lava Jato investiga pagamentos atribuídos a subsidiárias da Odebrecht em contas, no exterior, controladas pelo marqueteiro João Santana, responsável pela ultima campanha presidencial do PT.

 

Mesmo acuado e recluso diante das últimas evidências e denuncias graves que o cerca, Lula, que atualmente só consegue falar em eventos fechados e com plateia escolhida, fez um pronunciamento, em virtude dos 36 anos do PT, tentando impedir a implosão do partido e a fuga de seus quadros e  citando de forma vaga que quem comete erros paga pelos erros que cometeu.

 

Sem nenhuma capacidade técnica, política e/ou moral, Valdir Simão, ministro do Planejamento, confirmou mais uma vez a bagunça que é o governo Dilma ao afirmar na tarde de ontem que o adiamento do anúncio do corte orçamentário deste ano ocorreu pois faltavam de informações e dados estatísticos.

 

Referendando cada dia mais a falta de capacidade técnica dos atuais ministros brasileiros, Miguel Rossetto, ministro do Trabalho e Previdência Social, afirmou que a reforma da previdência, cuja previsão de déficit apenas para este ano já supera os R$ -100bi, não é uma prioridade para o país.

 

Conforme já era de se esperar, já que no governo Dilma até estagiário tem esquema de corrupção, o Ministério Público Federal reabriu as investigações sobre o inútil e bilionário processo de compra dos caças suecos Gripen NG, ressaltando que suspeita de irregularidades que surgiram durante a Operação Zelotes, da Polícia Federal, que investiga a compra de Medidas Provisórias durante o governo Lula.

 

Seguindo a mesma cartilha dos petistas, ontem, contrariando uma decisão do legislativo do país, o judiciário da Venezuela, dominados por juízes chavistas, declarou a validade de um decreto de emergência econômica com o qual Maduro, o atual ditador do país, pretende atribuir a si poderes especiais para intervir ainda mais no setor privado.

 

Confirmando que em 2016, mesmo distribuindo cargos e dinheiro publico, a relação da presidenta Dilma com o Congresso Nacional será ainda mais difícil, ontem o senador peemedebista Romero Jucá avisou, logo após se encontrar com Nelson Barbosa, ministro brasileiro da Fazenda, que não vai aprovar aumento de impostos se o governo não apresentar um plano concreto de corte e controle de gastos futuros e também ressaltou que é fundamental que o governo enterre definitivamente a ideia de usar as reservas cambiais do país.


Crítica:
 
Mostrando ao Brasil que a única saída para a crise é a queda da presidenta Dilma, seja por renuncia, impeachment ou morte, na Argentina, apesar de ainda não existir garantia de que a política econômica do novo governo irá trazer de volta o crescimento em bases sólidas, o novo presidente Mauricio Macri, com 1 mês na cadeira principal da Casa Rosada, já conseguiu apenas com atitudes e discursos reverter o pessimismo dos argentinos e atrair a atenção dos investidores de todo o mundo.

 

Dando credibilidade aos discursos de Bernie Sanders, o candidato democrata de esquerda que apavora  Wall Street, ontem o Morgan Stanley decidiu pagar US$ 3,2bi para resolver acusações federais e estaduais de que enganou investidores sobre títulos lastreados em hipotecas residenciais que colapsaram durante a crise financeira do subprime de 2008/9.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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