R.B. 21/DEZ/15 "Aniquilar definitivamente"


R.B.

"Aniquilar definitivamente"

 

São Paulo, 21 de dezembro de 2015 (SEGUNDA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, "presenteando" o investidor tupiniquim com a quinta semana consecutiva de queda, diante da esdrúxula proposta do senador Romero Jucá, da ala governista do PMDB- RR, de elevar os impostos sobre os ganhos com ações e (2) o DÓLAR pode seguir em alta, para provavelmente fazer o Papai Noel gastar R$ 4,00 por cada dólar que comprar, repercutindo a substituição de Joaquim Levy por Nelson Barbosa no ministério da Fazenda.

 

Sexta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –3,0%, acompanhando as perdas das maiores bolsas mundiais e  com os investidores temerosos com a substituição de Joaquim Levy, ministro brasileiro da Fazenda, por Nelson Barbosa, o que derrubou fortemente as ações dos bancos, como Itaú (-5,8%), Bradesco (-3,8%) e Santander (-4,9%) e (2) o DÓLAR subiu 1,4% à R$ 3,95, para fechar o dia no maior patamar desde 1º/OUT/15, influenciado pelos mesmos motivos que derrubaram a bolsa brasileira e também acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana.

 

Também Sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, devolvendo os ganhos do pregão anterior, Japão –1,9%, já que o BC local estabeleceu um novo programa para comprar fundos de índices, ampliando o vencimento dos títulos que detém para cerca de 12 anos e China –0,1%, com destaques de queda para as ações das petrolíferas, como CNOOC (-1,7%) e Sinopec (-1,3%), (2) da EUROPA, Inglaterra –0,8%, França –1,1% e Alemanha –1,2%, pressionadas por perdas no mercado de petróleo e influenciadas pelo recuo em Wall Street e (3) dos EUA, com o DJ registrando sua maior baixa em um único dia desde 1º/SET/15, S&P –1,8%, DJ –2,1% e NASDAQ –1,6%, o que, diante na nova forte baixa do petróleo (para o menor patamar em 11 anos), reflete o esgotamento da reação positiva dos investidores à primeira elevação das taxas de juros do país em quase 10 anos, que inicialmente havia sido recebida como um voto de confiança na economia norte-americana.

 

Com potencial para aniquilar definitivamente o já inexpressível mercado bursátil tupiniquim, senador Romero Jucá, da ala governista do PMDB, quer aprovar uma Medida Provisória que estabelece um aumento da alíquota de Imposto de Renda do investimento em ações, dos atuais 15% para até 22,5%.

 

Adicionando pessimismo entre os investidores em relação ao quadro político e econômico brasileiro, Joaquim Levy, um exímio técnico que ousava ter ideias próprias, racionais e consistentes, como as reformas estruturais e o ajuste fiscal, foi substituído por Nelson Barbosa, um puxa-saco da presidenta Dilma que foi responsável, juntamente com Guido Mantega, pela matriz econômica que quebrou o país e que é baseada em estímulo ao consumo e em aumento dos gastos públicos.

 

Certamente perdendo uma boa oportunidade para ficar calado, Nelson Barbosa, novo ministro da Fazenda, desprezando o fato de ser mal recebido pelo mercado financeiro, agendou para hoje às 12 hrs uma conferência por telefone com investidores nacionais e estrangeiros na busca de acalmar os negócios com dólar e ações, o que certamente terá um efeito negativo.

 

Conselheiro da presidenta Dilma e líder do MST, o terrorista Guilherme Boulos comemorou a saída de Joaquim Levy, ressaltando que a política econômica adotada após a reeleição da presidenta Dilma "fracassou" e que o ajuste fiscal empurrou a conta para os mais pobres.

 

Em sua última aparição como ministro da Fazenda, Joaquim Levy afirmou, em tom de premunição, de que o Brasil corre o risco de andar para trás se o governo não promover reformas, como a da Previdência, que reduzam o gasto público, e adotar "opções equivocadas", como liberar gastos para tentar socorrer alguns setores econômicos.

 

Dando novos sinais negativos da economia brasileira, (1) em NOV/15 o Brasil perdeu 130,6 mil vagas de trabalho com carteira assinada, o que representa o pior resultado para um mês de novembro desde 1992, quando teve início esta série histórica, (2) cada dia mais pessimistas, os analistas de mercado estimam um rombo em torno de R$ -100bi no recém-aprovado Orçamento do governo federal para 2016, (3) para evitar um fiasco nas vendas deste ano, o comércio decidiu antecipar para a semana do Natal as promoções de queima de estoque, que tradicionalmente acontecem em janeiro, com isto algumas vitrines já mostram descontos de até -90% e (4) em OUT//15 o Índice de Atividade Econômica do BC, que é um espécie de sinalizador do PIB, recuou -0,63%, marcando o oitavo mês seguido de perdas na comparação com o mês anterior.

 

Confirmando que a desaceleração da economia não está ajudando no controle da inflação, o IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial no país, encerrou 2015 em 10,71%, o que representa o maior patamar desde 2002 (11,99%) e foi puxado principalmente pelas altas de habitação (18,51%), alimentos e bebidas (12,16%) e transportes (10,27%).

 

Beneficiando os países em desenvolvimento, como o Brasil, no sábado a Organização Mundial do Comércio concluiu, em Nairóbi, um grande acordo para que os países desenvolvidos eliminem os subsídios à exportação de seus produtos agrícolas, acabando com uma das maiores distorções do mercado global.

 

Se transformando aos poucos de "ouro negro" para "mico negro" , o petróleo, que polui  o planeta e causa guerras, atingiu o menor patamar em 11 anos e, se aproximando de 36 dólares por barril, continua a sofrer com as incertezas relativas à saúde da economia chinesa, com o excesso de estoque nos EUA e com a decisão da OPEP de não cortar nas quotas de produção dos países membros.


Política:
 
Mostrando uma pequena recuperação da presidenta Dilma, segundo a última pesquisa divulgada, que é bom ressaltar foi feita por um instituto com "viés governista", o percentual de desaprovação do governo da petista caiu de 67% em 25/NOV/15 para 65% em 16/DEZ/15, o que ainda representa o terceiro pior patamar da história.

 

Diante da crescente possibilidade de afastamento de Eduardo Cunha pelo STF, é cada vez mais acirrada as divisões na bancada do PMDB, que já vive clima de guerra pela disputa da liderança do partido e deve piorar na hora de definir quem será o novo presidente da Câmara.

 

Sem nenhum avanço com os europeus, a presidenta Dilma, que é incapaz dialogar democraticamente até com seus correligionários, baterá no final deste ano o recorde de o mais longo período sem que o Brasil tenha um novo acordo comercial em vigor desde que entrou para o Mercosul, em 1992.

 

-    Indicando qual foi o principal motivo do esvaziamento dos protestos, para 58% da população brasileira um governo comandado pelo peemedebista Michel Temer, que é vice da presidenta Dilma, seria igual ou pior que o atual.

 

Coberto de razão, o senador democrata Ronaldo Caiado alertou que o Palácio do Planalto não é mais hospedeiro exclusivo da crise, ressaltando que ela está presente e se alastrada por todo o Congresso Nacional, comprometendo seu funcionamento enquanto Poder Legislativo.

 

Minimizando a troca no Ministério da Fazenda e defendendo que o titular da pasta deve ter perfil tanto técnico como político, Jaques Wagner, ministro da Casa Civil, confessou que quer formula e principalmente banca a política econômica do governo Federal é a presidenta Dilma.


Crítica:

 

Como se, para reduzir o número de crimes com arma de fogo, fosse determinado a amputação de todos os dedos indicadores da população, a Assembleia Legislativa do Estado de SP aprovou um projeto, que precisa apenas do OK do governador Alckmin para virar lei, que proíbe tráfego de motociclistas com garupas usando como justificativa evitar a ocorrência de roubos.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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