R.B. 24/NOV/15 "Uma esperança de democracia para toda a América Latina"


R.B.

"Uma esperança de democracia para toda a América Latina"

 

São Paulo, 24 de novembro de 2015 (TERÇA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, seguindo o movimento descendente das principais bolsas mundiais e o recuo das commodities, para realizar lucros após 5 pregões consecutivos de alta e (2) o DÓLAR pode voltar a subir, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e a forte piora das perspectivas, inclusive do governo Federal, para a economia brasileira em 2016.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,1%, devolvendo quase todos os ganhos da abertura, já que na máxima avançou 1,3%, porem sustentada pelo desempenho positivo das ações da Petrobrás (3,1%) e por compras de investidores externos e (2) o DÓLAR subiu 0,7% à R$ 3,73, em sintonia com o movimento da moeda norte-americana frente a outras divisas de países emergentes ou exportadores de commodities.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão não teve pregão por conta de feriado nacional e China -0,6%, prejudicada pela previsão de que 10 novas empresas deverão lançar IPOs, que estavam suspensos desde meados do ano por causa da forte turbulência vivida pelos mercados locais, (2) da EUROPA, realizando lucros, Inglaterra -0,5%, França -0,4% e Alemanha -0,3%, com destaques de queda para as mineradoras, como Antofagasta (-2,3%), Glencore (-2,1%), BHP (-1,6%) e RWE (4,9%), que sentiram o impacto do declínio dos preços das commodities, que por sua vez é decorrente da desaceleração da economia chinesa e (3) dos EUA, também realizando lucros recentes, S&P –0,1%, DJ –0,2% e NASDAQ –0,1%, sem que uma grande operação na área de saúde, que foi a compra pela Pfizer, produtora do Viagra, da Allergan, fabricante de Botox, por US$ 160bi bilhões conseguisse impressionar os investidores, que estão atentos aos números da China e na decisão do Federal ("BC" local).

 

Deixando bem claro que "o gato subiu no telhado", Regina Nunes, presidente para o Brasil e América Latina da agência de classificação de risco Standard & Poor's, alertou que os indicadores negativos da economia brasileira ainda não se estabilizaram e também não deram sinais de reação desde que a instituição rebaixou a nota do país, em SET/15, ressaltando que a qualquer momento a agência pode anunciar uma nova avaliação.

 

Confirmando mais uma vez que a reeleição da presidenta Dilma se baseou em mentiras, ontem o governo federal reduziu, de 0,2% para –1,9%, suas projeções para o desempenho do PIB brasileiro em 2016 e elevou, de 5,40% para 6, 47%, suas previsões para a inflação do país no ano que vem.

 

Projetando um cenário cada dia mais desolador, ontem o "mercado" mais uma vez elevou, agora de 10,04% para 10,33%, suas "apostas" para a inflação brasileira em 2015, e reduziu, de –3,10% para –3,15%, suas previsões para o desempenho do PIB tupiniquim neste ano.

 

Indicando que, provavelmente por andar com petistas, aprendeu rapidinho a distorcer a realidade, ontem Joaquim Levy, ministro da Fazenda, afirmou durante um seminário da FGV que a economia brasileira se retraiu pois as pessoas pararam para ver o que ia acontecer, porem a verdade é que o PIB encolheu simplesmente por falta de confiança no futuro, causada pela constatação de que o país é comandado por uma acéfala, o que obviamente retraiu os investimentos e consumo por medo, das pessoas e das empresas, de que amanhã as coisas fiquem piores do que estão hoje.

 

Como que ignorando que a taxa básica de juros no país é 14,25% ao ano e que qualquer idiota pode comprar uma LFT que vai render isto, ontem o governo Dilma anunciou que, com o objetivo de atrair investidores (ou seriam otários?), vai elevar de 8,5% para 10,6% ao ano a taxa de referência para as estimativas de retorno de investimento das concessões de ferrovias previstas no Programa de Investimento em Logística.

 

Agigantando cada dia mais a empresa que antes do começo do primeiro mandato de Lula era apenas um abatedouro e que hoje, turbinada pelos bilhões que ganhou do BNDES, é a maior processadora da carnes do mundo, ontem, em uma operação de R$ 2,7bi, a J&F Investimentos, que é dos donos da JBS, anunciou a compra da Alpargatas, que produz os chinelos Havaianas, da sua controladora Camargo Corrêa.

Política:

 

Mais uma vez tirando sarro da cara dos trabalhadores brasileiros, ontem a presidenta Dilma, ignorando a falência das contas publicas, assinou um decreto concedendo um reajuste de 11% para o auxílio-reclusão, elevando o benefício, que era de R$ 915,00, para R$ 1.157,00 por mês.

 

Mostrando mais uma vez que ou é muito inocente ou é muito cínico, o ex-presidente FHC afirmou ontem que se o peemedebista Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, tivesse um pouco mais de visão de Brasil ele renunciaria ao cargo, ressaltando que o "nobre parlamentar" não tem mais condições morais nem políticas de continuar à frente da Câmara.

 

-    Deixando claro que agora a questão é 100% política, Joaquim Levy, ministro da Fazenda, afirmou ontem que "do ponto de vista intelectual", o ajuste fiscal está praticamente concluído, ressaltando que agora o ajuste "tem que acontecer no Congresso".

-    Finalmente fazendo algo útil, o PSDB articula com os partidos de oposição da Câmara a obstrução conjunta de todas as sessões enquanto Eduardo Cunha estiver à frente da Casa.

-    Sem segurança de sua base aliada, o governo Dilma fez as contas e concluiu que só deve finalizar no ano que vem a votação do projeto que altera a meta fiscal de 2015 e a aprovação do Orçamento de 2016.

 

Se aproximando cada vez mais do maior bandido da história do Brasil, hoje, em mais uma fase da operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, que estava em um hotel de Brasília e que iria depor nesta tarde na CPI do BNDES.


Crítica:
 
Confirmando, logo no primeiro dia após ser eleito, que sua vitória pode representar "uma esperança de democracia para toda a América Latina", Mauricio Macri, o novo presidente da Argentina, anunciou que pedirá, na próxima cúpula do Mercosul, já em DEZ/15, que a Venezuela seja expulsa do referido bloco econômico por descumprir a Cláusula Democrática ao perseguir opositores e fraudar eleições.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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