R.B. 9/OUT/15 "Tentando mostrar que é um homem de coragem"


R.B. 9/OUT/15 "Tentando mostrar que é um homem de coragem"
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R.B.
"Tentando mostrar que é um homem de coragem"
 
NY, 9 de outubro de 2015 (SEXTA-FEIRA)

Mercados e Economia:
 
Hoje (1) a BOVESPA deve cair, realizando lucros após 8 pregões seguidos de alta, em um movimento de cautela antes do final de semana e diante da instabilidade do cenário político brasileiro e (2) o DÓLAR pode cair, em um ''ajuste técnico'' após fechar o pregão anterior no menor patamar desde 3/SET/15 e também acompanhando a esperada piora do ''humor'' na bolsa brasileira.
 
Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,4%, para fechar em território positivo pelo oitavo pregão consecutivo, o que representa a maior sequência de altas desde AGO/13, acompanhado a trajetória ascendente das principais bolsas mundiais, beneficiada pela valorização das commodities e novamente com destaque de alta para as ações da Petrobras (3,3%) e (2) o DÓLAR caiu -2,1% à R$ 3,79, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana, diante dos sinais claros de que o BC dos EUA, preocupado com o crescimento do país, não vai elevar a taxa básica de juros da maior economia do mundo neste ano.
 
Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -1,0%, em meio a preocupações de que a desaceleração vista nas economias emergentes esteja se espalhando para outras partes do mundo e China 3,0%, ajustando-se à valorização das demais bolsas do mundo durante o feriado no país, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,6%, França 0,2% e Alemanha 0,3%, impulsionadas pela ata da última reunião de política monetária do BC Europeu, que indicou que os estímulos monetários continuarão, e com destaques de alta para as petrolíferas, diante da aceleração dos preços do petróleo e (3) dos EUA, S&P 0,9%, DJ 0,8% e NASDAQ 0,4%, animadas com a ata da última reunião de política monetária do Fed (''BC'' local), que deixou claro que a taxa de juros do país não vai subir este ano ao afirmar que a inflação segue baixa e ao ressaltar os efeitos potenciais desta elevação na desaceleração de outras economias.
 
Aliviando a pressão global para desvalorização das moedas frente ao dólar, inclusive o real, ontem Fed (''BC'' dos EUA), afirmou na ata da sua ultima reunião que os integrantes do referido colegiado (1) decidiram que é prudente esperar por evidências de que a desaceleração da economia global não está tirando os EUA dos trilhos e (2) indicaram que sua confiança de que a inflação voltaria gradualmente à meta de 2% ao ano no médio prazo não aumentou.
 
Como quem discute quem veio antes, o ovo ou a galinha, Alexandre Tombini, presidente do BC brasileiro, afirmou ontem que a crise política no Brasil está atrasando o ajuste fiscal que o governo tenta promover, ressaltando também que a autoridade monetária tupiniquim vai manter sua política atual para conter a inflação.
 
Tentando mostrar que é um home de coragem, Joaquim Levy, ministro brasileiro da fazenda, afirmou ontem, durante a reunião anual do FMI em Lima e ao lado de Christine Lagarde, diretora-gerente do referido Fundo Monetário Internacional, que (1) não teme uma fuga de capitais como reação ao declínio da economia brasileira e (2) o ajuste feito pelo governo está funcionando.
 
Mostrando que não cedeu aos encantos do ministro brasileiro da fazenda, Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI, incluiu o Brasil no grupo dos países da América Latina com economias "em território negativo", ao lado da Venezuela, ressaltando que as economias dos referidos países devem encolher respectivamente -3% e -10% neste ano.
 
Confirmando o pessimismo crescente com o Brasil, (1) na quarta-feira passada, em uma aula de pós-graduação na Universidade Columbia, em NY, o economista Edmar Bacha, um dos formuladores do Plano Real, teceu duras críticas ao governo Dilma e afirmou, com todas as palavras, que as perspectivas para o país são terríveis e que a economia segue ''ladeira abaixo'' e (2) segundo Patricia Krause, economista para a América Latina da seguradora Coface, as incertezas políticas que impedem a aprovação do ajuste fiscal devem adiar a recuperação econômica do país para 2017.
 
-    A Volkswagen caiu -0,6%, após Michel Horn, presidente da empresa nos EUA, declarar ao Congresso norte-americano que soube no começo de 2014 que as emissões de carros a diesel fabricados pela empresa não se ajustavam às normas norte-americanas.

Política:
 
Mostrando que não adiantou nada Dilma dar ministérios e cargos para os parlamentares do PMDB e do PT, a simples presença de todos os deputados destes dos partidos que faltaram à sessão do Congresso Nacional de quarta-feira passada garantiria ao governo o quórum necessário para iniciar a votação dos vetos da presidenta Dilma a projetos da chamada ''pauta-bomba''.
 
Em cima do muro, como se fosse uma peemedebista, ontem a ex-senadora Marina Silva evitou manifestar qual será a postura da Rede Sustentabilidade, seu partido recém-criado pela Justiça Eleitoral, tanto sobre a rejeição do Tribunal de Contas da União das contas de 2014 da presidenta Dilma, quanto sobre um eventual processo de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que no mínimo mentiu sobre a existência de dinheiro seu no exterior.
 
Com termos duros e recordando vedações impostas pela lei para evitar vantagens eleitorais para candidatos, o relatório dos técnicos do Tribunal de Contas da União aponta que o governo usou dinheiro de bancos públicos de forma "deliberada" para manter uma política de gastos "insustentável".
 
Colocando o presidente da Câmara contra a parede, Rodrigo Janot, procurador-geral da República e advogado particular da presidenta Dilma, confirmou em ofício encaminhado à Câmara que há contas bancárias em nome de Eduardo Cunha e de familiares seus na Suíça e que seus saldos foram bloqueados pelas autoridades daquele país.
 
Mais feliz do que pinto no lixo, Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, afirmou ontem que o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, perdeu as condições de continuar à frente da Advocacia-Geral da União depois de ter atuado para pedir o afastamento do ministro do TCU, Augusto Nardes, da relatoria e do julgamento da contas de 2014 da presidenta Dilma.
 
Disposta a tudo para se manter no cargo, ontem, na primeira reunião ministerial da sua nova equipe administrativa, a presidenta Dilma avaliou que o governo federal deve tentar reverter no Congresso Nacional a reprovação da prestação contas relativa a 2014 e pediu que os ministros do PMDB façam reuniões semanais com a bancada do partido na Câmara dos Deputados em uma tentativa de recompor a base aliada.
 
Provando, pela enésima vez, que os tucanos são tão aliados à corrupção quanto os petistas, ontem Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara, afirmou que o partido irá esperar que a Procuradoria-Geral da República confirme e divulgue as provas de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tem mesmo contas não declaradas na Suíça para retirar o apoio ao peemedebista.
 
Agindo ideologicamente, o PSOL informou ontem que vai entrar com um pedido de cassação de Eduardo Cunha, presidente da Câmara, no Conselho de Ética.

Crítica:
 
Em defesa daquele que defende a mentira, ao ponto de dizer que admira mais um criminoso do que um delator, o advogado e até o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aproveitaram a convocação para testemunhar em defesa do empresário Marcelo Odebrecht, preso na Operação Lava Jato, para elogiá-lo, classificando o referido meliante como inteligente, leal e carismático.

PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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