R.B. 7/OUT/15 "Na folha de pagamento de propina"


R.B.

"Na folha de pagamento de propina"

 

São Paulo, 7 de outubro de 2015 (QUARTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, retornando à sua trajetória descendente após 6 pregões seguidos de alta, nos quais avançou 8,6%, diante na nova piora do cenário político tupiniquim e da divulgação de dados negativos da economia brasileira e (2) o DÓLAR pode subir, retornando à sua trajetória de alta após recuar –3,7% nos 3 últimos pregões e assim atingir o menor patamar desde 16/SET/15, influenciado pelos mesmos motivos que devem derrubar a bolsa brasileira.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,3%, para fechar em alta pelo 6ª pregão consecutivo, ainda acompanhando a trajetória ascendente das principais bolsas mundiais e desta vez sustentada principalmente pela disparada das ações da Petrobras (4,7%) e (2) o DÓLAR caiu –1,5% à R$ 3,84, para fechar em território negativo pelo 3ª pregão consecutivo, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e influenciado pela melhora na percepção dos investidores com o cenário político doméstico.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, China permaneceu fechada por conta de feriado nacional e Japão 1,0%, impulsionada pelo anúncio de que doze países ao redor do Pacífico, entre eles EUA e Japão, chegaram a um acordo comercial histórico, (2) da EUROPA, Inglaterra 0,4%, França 0,9% e Alemanha 0,9%, impulsionadas pelas apostas de haja anúncios de mais estímulos à economia do continente após a divulgação de que em AGO/15 as encomendas à indústria alemã caíram -1,8% ante JUL/15 e (3) dos EUA, devolvendo os ganhos da abertura e sem um tendência única, S&P –0,4%, DJ 0,1% e NASDAQ –0,7%, com o DJ sustentado pela valorização das ações da DuPont (7,7%) e de empresas do setor de energia, que acompanharam o avanço dos preços do produto, e o Nasdaq e o S&P prejudicados por ações de empresas dos setores de saúde e biotecnologia, após a ex-secretária de Estado e pré-candidata à Presidência dos EUA Hillary Clinton defender medidas que impeçam aumentos abusivos nos preços dos medicamentos.

 

Após o FMI rebaixar, de 3,5% para 3,1%, sua previsão para o crescimento do PIB global em 2015, e de 3,1% para 2,6% suas expectativas para a expansão do PIB dos EUA também neste ano, (1) Russ Koesterich, estrategista da BlackRock, afirmou que está ficando claro que a economia norte-americana não está imune à desaceleração global e (2) James Paulsen, da Wells Fargo Capital Management, observou que os números do comércio exterior são mais preocupantes do que o informe do FMI, já que alimentam temores de uma recessão global.

 

Provavelmente já "na folha de pagamento de propina" do governo Dilma, ontem a agencia de classificação de risco Moody's "avisou", em seu evento anual em SP, que ocorreu uma melhora recente do cenário interno tupiniquim e indicou que uma alteração da sua "nota" para o Brasil não deve acontecer antes de meados do ano que vem.

 

Cada dia mais "amanteigado", ontem Joaquim Levy, ministro da Fazenda, afirmou que a capacidade de resposta da economia brasileira é grande e pode surpreender inclusive os analistas estrangeiros, ressaltando que o governo Dilma esta criando condições fiscais para que as respostas da economia sejam positivas e que o país possa criar uma rota de desenvolvimento permanente.

 

Dando novos sinais negativos da economia brasileira, (1) com o pátio lotado de carros, a GM anunciou que vai colocar metade dos trabalhadores (350 pessoas) da sua unidade de Mogi das Cruzes em suspensão temporária do contrato de trabalho, (2) segundo o FMI o Brasil, que tinha o sétimo maior PIB do mundo no ano passado, vai terminar 2015 como a nona maior economia mundial, sendo ultrapassado pela Índia e pela Itália e atingindo a pior posição deste ranking desde 2007 e (3) com 174.240 unidades fabricadas (incluindo carros de passeio e veículos pesados), o mês de SET/15 foi o pior para a produção de veículos desde 2003.

 

Diante do aumento do desemprego, da ampliação da crise econômica e da crescente popularização dos investimentos em renda fixa seguros e bem mais rentáveis (como LCA/LCI e CDB), a caderneta de poupança registrou saída líquida de R$ -5,3bi em SET/15, o que representa o pior resultado para o mês na série do BC, iniciada em 1995.

 

-    A Petrobrás subiu 4,7%, reagindo positivamente à forte alta dos preços do petróleo no mercado internacional e à notícia do plano de redução de custos e investimentos em 2016.

-    A CSN disparou 8,6%, beneficiada por notícia sobre possível venda de um terminal de cargas que pertence à siderúrgica, que é alvo de grande interesse de investidores estrangeiros e que poderia ajudar nos problemas financeiros da companhia.


Política:
 
Mesmo após ter ficado com 7 ministérios na nova configuração da Esplanada, contra 6 anteriormente, ontem o PMDB ajudou a esvaziar a sessão do Congresso em que o governo tentaria manter os vetos da presidenta Dilma a projetos da chamada pauta-bomba, o que obviamente comprova que segue alta a infidelidade da base aliada.
 
Com o argumento de que apenas o PMDB fora contemplado com a nova distribuição de cargos, líderes de partidos da base, como PP, PTB e PRB, ajudaram o presidente da Câmara, o peemedebista Eduardo Cunha, a não dar quórum à sessão de ontem que analisaria vetos presidenciais à chamada "pauta bomba".

 

Mais uma vez tentando mudar as regras do jogo durante a partida e obviamente no momento em que está perdendo, o governo entrou ontem com um pedido para que o Supremo Tribunal Federal suspenda o julgamento das contas de 2014 da presidenta Dilma até que o Tribunal de Contas da União decida se o relator do caso, o ministro Augusto Nardes, está impedido de atuar no processo.

 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal, comandados pelo ministro José Eduardo Cardozo, encontraram indícios de que Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União e responsável por julgar as pedaladas fiscais da presidenta Dilma, pode ter recebido R$ 1,7mi de uma empresa investigada sob suspeita de envolvimento com fraudes fiscais.

 

Indicando que Eduardo Cunha, presidente da Câmara, também foi comprado com ministérios pelo governo Dilma, a área técnica da Câmara dos Deputados encaminhou a ele um parecer em que conclui que, por não apresentar provas, o pedido de impeachment feito pelo ex-petista Hélio Bicudo deve ser arquivado.

 

Em uma ação para demonstrar que o governo escolheu o interlocutor errado para dialogar com sua base na Câmara, os deputados que integram o maior bloco partidário da Casa decidiram se desvincular do PMDB, para atingir o líder da sigla, Leonardo Piccinani, que por sua vez tem desagradando alas ligadas a Eduardo Cunha e até aliados do vice-presidente Michel Temer.

 

Presidido por Dias Toffoli, ex-advogado do PT e ex-assessor de José Dirceu, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou ontem a reabertura de uma das ações propostas pelo PSDB que, alegando abuso de poder econômico e político e suspeitas de que recursos desviados da Petrobras tenham ajudado a financiar a reeleição, pede a cassação dos mandatos da presidente Dilma e do vice Michel Temer, que agora terão que apresentar suas defesas ao referido tribunal.

 

Corroborando com a opinião do ex-presidente Lula, que pede para Dilma a cabeça do ministro da Fazenda em uma bandeja de prata, os movimentos de moradia ligados ao PT assinam carta aberta, que será divulgada em breve, em que pedem a destituição de Joaquim Levy.


Crítica:

 

Símbolo de empresária da "era Dilma", que foi "turbinada" por dinheiro barato do BNDES, tem pouca capacidade intelectual, nenhuma formação profissional e excesso de arrogância, Luiza Trajano, herdeira e chefona no grupo Magazine Luiza, que aliás anda cada dia pior das pernas, afirmou ontem que, mesmo com a retração da economia afetando o varejo, continua otimista, ressaltando que tem apostado no patrocínio do futebol brasileiro e em promoções, que vão desde a facilidade de financiamento dos produtos até sorteios de condomínios.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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