R.B. 15/OUT/15 "É fundamental privatizar todas as estatais"


R.B.

"É fundamental privatizar todas as estatais"

 

São Paulo, 15 de outubro de 2015 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, elevando a alta acumulada no mês (3,7%) e reduzindo as perdas registradas no ano (-6,6%), seguindo a melhora do "humor" nas principais bolsas mundiais e beneficiada pela valorização das commodities e (2) o DÓLAR pode voltar a cair, ampliando as perdas registradas no mês (-3,9%) e reduzindo uma parte da forte alta acumulada no ano (43,8%), acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e influenciado pelos leilões de venda do BC.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –1,4%, revertendo uma abertura positiva, acompanhando as perdas dos principais, prejudicada pela crescente piora do cenário político brasileiro e com destaque negativo para as ações da Petrobrás (-2,1%) e (2) o DÓLAR caiu –1,4% à R$ 3,82, em um "ajuste técnico" depois de registrar a maior alta porcentual desde 13/MAR/15, em sintonia com o comportamento da moeda norte-americana no exterior.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão –1,9% e China –0,9%, em meio a preocupações renovadas sobre a desaceleração da economia global e seu impacto nos lucros do setor corporativo, diante da divulgação de novos dados decepcionantes da economia chinesa, (2) da EUROPA, registrando o terceiro dia seguido de perdas, Inglaterra –1,1%, França –0,7% e Alemanha –1,2%, acompanhando as perdas das bolsas asiáticas e prejudicadas pela divulgação de que a produção industrial na zona do euro caiu -0,5% em AGO/15 na comparação com JUL/15 e (3) dos EUA, revertendo uma abertura positiva, S&P –0,5%, DJ –0,9% e NASDAQ –0,3%, com destaques de queda para as ações do Wal-Mart (-9,7%) e do JPMorgan (-2,8%), que reportaram resultados bem abaixo do esperado.

 

Coberta de razão, ontem a agencia de classificação de risco S&P alertou que as intervenções diárias do BC brasileiro no câmbio são insustentáveis e também adiam a estabilização econômica do país, ressaltando que a melhor coisa seria intervir menos e que a política monetária do país atingiria um equilíbrio quando a moeda norte-americana passar a valer R$ 5,00.

 

Como furto da queda da renda do trabalhador, do aumento das taxas de juros e da escalada do desemprego, em AGO/15 as vendas do comércio tupiniquim registraram uma queda de –0,9% na comparação com JUL/15 e de –6,9% na comparação com AGO/14, o que representa o pior resultado desde 2003.

 

Diante da queda das vendas e contribuindo para a escalada do desemprego, a Via Varejo, empresa do Grupo Pão de Açúcar que reúne as redes Casas Bahia e Ponto Frio, já fechou 31 lojas no terceiro trimestre deste ano, o que faz parte de um plano de reestruturação que inclui, ainda, o corte de despesas com marketing, aluguéis, pessoal e logística.

 

Aumentando uma tendência que deve elevar a inflação e reduzir ainda mais as vendas do varejo, ontem, por conta da desvalorização do real frente ao dólar, a Apple anunciou que aumentou o preço de quase todos os produtos que vende no Brasil, chegando em alguns casos a até 150%.

 

De forma arrogante e pretensiosa, como se o país fosse "a última cereja do bolo", ontem Armando Monteiro Neto, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, afirmou que o Brasil não descarta aderir ao Tratado Transpacífico, que é o gigantesco acordo comercial fechado no início deste mês entre EUA, Japão e outros 10 países, desde que consiga "harmonizar a posição" sobre o assunto com seus parceiros do Mercosul e com o setor privado.

 

Alegando condições adversas de mercado, o que no português correto significa falta de demanda, a Petrobras informou esta manhã que entrará ainda hoje com pedido junto à Comissão de Valores Mobiliários para interrupção de análise de sua oferta de distribuição de debêntures no valor inicial de R$ 3bi.

 

-    A Petrobrás caiu –2,1% e ontem a empresa anunciou que (1) iniciou a renegociação das taxas de aluguel de plataformas de produção de petróleo, em mais um passo para tentar reduzir custos e (2) diante da dificuldade para lançar ações da subsidiária em bolsa de valores no cenário econômico atual, vai buscar um parceiro estratégico para vender parte das ações da BR Distribuidora.


Política:
 
Ontem, menos de 24 horas depois de fazer um discurso duro criticando o que chamou de "moralistas sem moral" que tentam interromper seu mandato, a presidenta Dilma, cada dia mais descontrolada e acuada, comparou as tentativas de impeachment em curso a "pedaladas políticas".

 

Ressaltando que Eduardo Cunha pode aprovar a qualquer momento o inicio de um processo de impeachment contra a presidenta Dilma, Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal, negou ontem que a decisão de colegas suspendendo o tiro estabelecido pelo referido presidente da Câmara tenha representado uma interferência do judiciário no Legislativo.

 

À frente do governo, já que a presidenta Dilma, cada dia mais arrogante e presunçosa, já não é mais tolerada nem entre os petistas, o vice-presidente Michel Temer afirmou ontem que definiu com os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, a convocação apenas no mês que vem de sessão conjunta do Congresso Nacional para votação dos vetos presidenciais à chamada "pauta bomba".

 

Contribuindo para elevar a tensão entre peemedebista e petistas, com a troca no comando do Ministério da Saúde, que passou a ser chefiado por Marcelo Castro, indicado do PMDB, o PT teve o seu espaço reduzido nos cargos de segundo escalão da pasta desde o final da semana passada.

 

Com cada dia menos espaço no governo Dilma, que precisa entregar os anéis para não ficar sem os dedos, o PT também perderá o comando dos Correios e do Sebrae, que será entregue ao ex-ministro Guilherme Afif Domingos, do PSD, e deve deixar a presidência da Sudene, posto estratégico para a sigla no Nordeste.

Crítica:

 

Provando que, para o Brasil se modernizar, reduzir a rapinagem do patrimônio publico e se tornar mais competitivo, "é fundamental privatizar todas as estatais" cuja atividade desperte interesse da iniciativa privada, ontem Aldemir Bendine, presidente da Petrobrás, afirmou que  a empresa sempre estará sujeita ao risco de corrupção, ressaltando que mesmo após 8 meses à frente da estatal ainda não foi possível estabelecer as melhores praticas de governança que ele almeja.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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