R.B. 01/SET/15 "Ninguém mais confia na presidenta Dilma"


R.B.

"Ninguém mais confia na presidenta Dilma"

São Paulo, 1 de setembro de 2015 (TERÇA-FEIRA).


Mercados e Economia:

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em queda, para aprofundar a baixa já acumulada no ano (-6,7%), acompanhando as perdas das principais bolsas mundiais e influenciado pelo crescente aumento das ‘’apostas’’ de que o Brasil vai perder o grau de investimentos e (2) o DÓLAR pode seguir em alta, rumo aos R$ 4,00, acompanhando a esperada priora do ‘’humor’’ na bolsa brasileira e também influenciado pela crescente saída de investidores do Brasil.

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -1,1%, para fechar o mês acumulando uma baixa de -8,3%, o que por enquanto é o pior resultado no ano, com bom volume de negócios (R$ 9,2bi), influenciada pela decisão do governo chinês de retirar estímulos ao mercado acionário e prejudicada principalmente pelas perspectivas de piora dos cenários político e econômico no Brasil e (2) o DÓLAR subiu 1,4% à R$ 3,63, para fechar o dia no maior patamar desde 14/FEV/03 e o mês acumulando uma alta de 6,3%, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e influenciado pelos mesmos motivos que derrubaram a bolsa brasileira.

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 1,3%, devolvendo quase metade da forte alta do pregão anterior (3,0%), em meio a preocupações persistentes sobre uma eventual desaceleração global e incertezas em torno da política monetária dos EUA e China -0,8%, diante das dúvidas sobre a disposição de Pequim de continuar sustentando as ações locais, (2) da EUROPA, fechando no vermelho um mês no qual as bolsas da região recuaram cerca de -10,0%, Inglaterra não operou devido a feriado, França -0,5% e Alemanha -0,4%, prejudicadas por preocupações com a economia chinesa e pelas especulações em torno dos próximos passos de política monetária do Fed (‘’BC’’ dos EUA) e (3) dos EUA, S&P -0,8%, DJ -0,7% e NASDAQ -1,1%, prejudicadas pelos mesmos motivos que derrubaram as bolsas da Europa e com destaques de queda para a Amicus Therapeutics (-3,3%), que concordou em comprar a empresa de tratamento de doenças raras Scioderm, que tem capital fechado.

Cada dia mais pessimista, o ‘’mercado’’ piorou ainda mais, desta vez -2,06% para -2,26%, suas ‘’apostas’’ para o desempenho do PIB brasileiro este ano e, diante do elevado patamar da Selic e da retração do consumo, reduziu pela segunda semana seguida suas projeções para a inflação de 2015, desta 9,29% para 9,28%, patamar ainda bem superior ao topo da meta do BC (6,5%).

Após decidir enterrar a proposta de recriação da CPMF, já que está sem nenhuma força política, o governo Dilma enviou ao Congresso Nacional sua proposta orçamentária para o ano que vem, no qual projeta um rombo de R$ -30,5bi nas contas públicas tupiniquins, o que representa um rombo de 0,5% do PIB.

Ressaltando que o problema maior do governo não é com o Congresso, mas com a população e com o ‘’mercado’’, que respectivamente rejeitam a presidenta e não vai olhar bem a expectativa de déficit da -0,5% do PIB em 2016, Eduardo Cunha, presidente da Câmara, afirmou ontem em NY que acredita que o Brasil deve perder a classificação de grau de investimentos.

Aumentando a cesta de notícias negativas, o empresário Abílio Diniz afirmou ontem, durante um evento em SP, que o ‘’mercado’’ já precificou a perda do grau de investimento do Brasil, ressaltando também que o comportamento do câmbio é hoje a principal preocupação dos investidores estrangeiros na hora de decidir se aplicam ou não recursos no País.

Pressionando a inflação, mas elevando a margem operacional da empresa, ontem, após o fechamento do pregão, a Petrobrás comunicou ao mercado um reajuste de 15% no preço de gás de botijão, que por sua vez tem peso de 1% no IPCA e influência diretamente no preço de vários produtos, como principalmente o pão francês.

-    A Petrobras subiu 2,1% e a Vale avançou 3,2%, beneficiadas respectivamente pela valorização do Petróleo (8,8%) e pela alta do minério de ferro (5,3%).


Política:

Mostrando que não tem a mínima ideia do que fazer, ontem, poucas horas após entregar ao Congresso a proposta de Orçamento da União de 2016, a presidenta Dilma reuniu os líderes da base aliada na Câmara e pediu ajuda na construção de "saídas para o rombo fiscal" de R$ 30,5bi, que representa 0,5% do PIB, solicitando eles apresentem medidas de aumento da arrecadação do governo.

Esculhambando com o governo Federal, Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União e Relator do processo que analisa as contas de Dilma em 2014, afirmou que (1) as chamadas pedaladas fiscais não podem mais acontecer, (2) o Brasil está "sem rumo’’ e (3) os ministros e subordinados podem ser responsabilizados pelas pedaladas, mas o contingenciamento é uma prerrogativa exclusiva da presidenta, que descumpriu o que havia prometido.

Segundo o senador Lindbergh Farias, que é o PT do RJ, diante do envio da proposta de Orçamento da União para 2016 com déficit, parlamentares petistas e movimentos sociais prometem aumentar a pressão contra a presidenta Dilma para que ela mude a política econômica do país, demitindo Joaquim Levy, o seu ministro da Fazenda.

Como em uma ditadura, a prefeitura de SP, que é comandada pelo PT, quer que o novo símbolo dos protestos pró-impeachment, que é o boneco inflável que representa o ex-presidente Lula vestido de presidiário, seja proibido de circular pela cidade por supostamente desrespeitar a Lei Cidade Limpa, que coíbe a poluição visual da cidade.

Obviamente preparando uma enorme pizza, que mais uma vez será enfiada goela abaixo da população brasileira, a presidenta Dilma convidou o peemedebista Eduardo Cunha, presidente da Câmara que em JUL/15 anunciou seu rompimento com o governo e que é acusado de receber propina pela operação Lava Jato, para uma reunião no Palácio do Planalto nesta terça-feira.


Crítica:

Cometendo um ato falho que confirma que ‘’ninguém mais confia na presidenta Dilma’’, o empresário Abílio Diniz, presidente do Conselho da BRF, afirmou ontem que o país enfrenta hoje são de natureza política, ressaltando que para resolve-la Lula, Temer e FHC devem ser trancados em uma sala para se entenderem e encontrarem a solução.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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