R.B. 11/AGO/15 "Com potencial para estar em uma novela da TV Globo"


R.B.

"Com potencial para estar em uma novela da TV Globo"

 

São Paulo, 11 de agosto de 2015 (TERÇA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, devolvendo os ganhos registrados no pregão anterior, com destaques de queda para as exportadoras, prejudicadas pela decisão do governo chinês de desvalorizar sua moeda (o yuan) e (2) o DÓLAR pode subir, acompanhando a esperada piora do "humor" na bolsa brasileira e também a trajetória internacional da moeda norte-americana.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,6%, tentando iniciar um movimento de recuperação de perdas recentes, acompanhando o desempenho positivo das principais bolsas mundiais, beneficiada pela valorização das commodities e influenciada pela redução das tensões políticas no Brasil e (2) o DÓLAR caiu –1,5% à R$ 3,46, acompanhando a melhora do "humor" na bolsa brasileira, ainda sob efeito do aumento da atuação do BC na ponta vendedora no mercado de câmbio e também influenciado pelas declarações indicando que o aumento dos juros nos EUA pode ficar para depois de SET/15.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 0,4% e China 4,9%, diante de rumores de que o governo chinês lançará novas medidas de estímulo econômico e também estuda fusões entre empresas estatais, (2) da EUROPA, recuperando as perdas de sexta-feira, Inglaterra 0,3%, França 0,8% e Alemanha 1,0%, aliviadas pelo anúncio da Comissão Europeia confirmando que houve "progressos" nas negociações entre as instituições e Grécia para definir um terceiro resgate ao país e com destaques de alta para as mineradoras, como BHP (1,6%) e Rio Tinto (1,5%) e (3) dos EUA, também recuperando perdas recentes, S&P 1,3%, DJ 1,4% e NASDAQ 1,2%, com as petrolíferas beneficiadas pela alta do petróleo e os investidores "aliviados" pelos sinais de que a taxa básica de juros do país não subirá em SET/15.

 

Tomando uma decisão que será bem negativa para os exportadores brasileiros, o governo chinês, com o objetivo de estimular as exportações do seu país e, por consequência, a economia que está crescendo no menor ritmo desde 1989, anunciou na madrugada de hoje uma desvalorização recorde no yuan, que é a moeda do país.

 

Reduzindo aos poucos as tensões na Europa, ontem, após 18 horas de negociação, a Grécia e seus credores alcançaram um acordo para o terceiro programa de resgate e nas próximas horas o projeto de lei será apresentado no parlamento, com o objetivo de submete-lo à votação até quinta-feira.

 

Mostrando um pessimismo cada vez maior, o "mercado", desta vez também influenciado pelo aumento das tensões políticas, reduziu ainda mais suas "apostas" para o desempenho do PIB brasileiro em 2015, desta vez de –1,80% para –1,97%, e elevou, de 9,25% para 9,32%, suas expectativas para a inflação oficial do país (IPCA) neste ano, patamar cada dia mais distante do topo da meta (6,50%).

 

Dando mais um sinal negativo da economia brasileira, agora apresentando resultados reais da Serasa Experian, as vendas do varejo na semana do Dia dos Pais recuaram –5,1% na comparação com o mesmo período de 2014, o que representa a primeira retração nesta base de comparação anual desde que o indicador foi criado, em 2005.

 

Estimuladas pela desvalorização do real, que torna os produtos brasileiros mais baratos no exterior, no primeiro semestre deste ano 15.745 empresas brasileiras exportaram, o que representa o maior patamar para o período desde 2009, porem as 20 maiores exportadoras brasileiras ainda respondem juntas cerca de 40% das exportações, contra menos de 10% deste mesmo grupo nos EUA, onde aliás 300 mil empresas exportam.

 

-    A Vale subiu 3,6%, diante do aumento das "apostas" de que o governo chinês adotará uma nova rodada de estímulos econômicos com medidas voltadas para o aumento do consumo.


Política:
 
Indicando que chegou a um acordo, provavelmente financeiro, com Dilma e com o PT, ontem o peemedebista Renan Calheiros, presidente do Senado, afirmou que a discussão sobre um eventual processo de impeachment contra a presidenta não é prioridade do Congresso Nacional e que priorizar este assunto é o mesmo que colocar fogo no país.
 
Ontem, durante um jantar no Palácio da Alvorada, obviamente pago com dinheiro publico, do qual participaram 21 ministros de Estado e 43 senadores da base aliada, a presidenta Dilma pediu que o Senado atue como "poder moderador" diante das chamadas "pautas-bomba", consideradas por ela medidas "não apenas contra o governo, mas contra o Brasil".

 

As crises política e econômica enfrentadas pelo governo Dilma dominaram os discursos dos políticos que participam ontem, no Recife, de uma cerimônia em homenagem ao ex-governador Eduardo Campos, que completaria 50 anos.

 

Apostando que as manifestações contra o governo Dilma marcadas para 16/AGO/15 serão as maiores da história do Brasil, os líderes dos principais movimentos, como Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre, estão nesta semana investindo no corpo a corpo com parlamentares do Congresso para convence-los a declarar posição favorável ao afastamento da petista.

 

Como os principais alvos das investigações serão o uso de dinheiro público do governo para fazer propaganda e financiar apoiadores na internet e os contratos da campanha presidencial de Dilma em 2014 com empresas de comunicação digital, a CPI de Crimes Cibernéticos, que deve ser instalada na semana que vem, será palco de novo embate entre o Planalto e oposição.

 

Apesar de ser diariamente pressionada a promover mudanças no ministério, Dilma não cogita tirar Aloizio Mercadante da Casa Civil, e o referido ministro ganhou agora o apoio do ex-presidente Lula e do vice Michel Temer.

 

Numa tentativa de recuperar a própria imagem, arranhada pela Lava Jato e as investigações sobre empréstimos do BNDES, o ex-presidente Lula começa na sexta-feira, em Brasília, uma agenda de viagens para falar sobre educação.


Crítica:

 

Mostrando pela enésima vez o descaso dos políticos com o dinheiro publico e "com potencial para estar em uma novela da TV Globo", foi inaugurado na cidade de Alto Santo, que fica no sertão cearense e que tem 16.000 habitantes, após 6 anos de obra e com custo total de R$ 1,3mi, bancados pelo governo Federal e pela prefeitura local, um estádio de futebol com fachada inspirado no Coliseu romano, que tem 1/4 da capacidade prevista no início do projeto, comportando atualmente 5.000 pessoas, e cujo primeiro jogo, que tinha ingressos a R$ 5,00, teve um publico de apenas 900 torcedores.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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