R.B. 6/JUL/15 "Fiador do Brasil"


R.B.

"Fiador do Brasil"

 

São Paulo, 6 de julho de 2015 (SEGUNDA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em queda, acompanhando as perdas das principais bolsas mundiais e prejudicada pelo aumento das "apostas" de que a "nota" do Brasil rebaixada pelas agencias de classificação de risco e (2) o DÓLAR pode voltar a subir, com "boas chances" de fechar a semana acima dos R$ 3,20, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e a piora do "humor" na bolsa brasileira.

 

Sexta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –1,1%, com baixo volume de negócios (R$ 2,9bi) devido ao feriado nos EUA, pressionada pela forte baixa das ações da Petrobrás (-4,6%) e prejudicada pelas preocupações sobre o futuro da Grécia na zona do euro e (2) o DÓLAR subiu 1,2% à R$ 3,14, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e também influenciado pela decisão do BC brasileiro de reduzir a rolagem dos contratos de swap que vencem em AGO/15.

 

Também sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão 0,1%, em alta pela quarta sessão consecutiva, desta vez sustentada pelo bom desempenho da varejista United Arrows, que subiu 8,1% após anunciar aumento maior do que o esperado nas vendas em JUN/15 e China –5,8%, levando o acumulado de perdas para a casa dos –30,0% desde a máxima de 12/JUN/15, (2) da EUROPA, Inglaterra –0,7%, França –0,6% e Alemanha –0,4%, com os investidores mostrando cautela antes do plebiscito de domingo, no qual os eleitores da Grécia decidirão se aceitam as novas medidas de austeridade exigidas pelos credores do país (3) dos EUA, S&P, DJ e NASDAQ estavam fechadas devido ao feriado do dia da independência.

 

Abandonando banco que ele ajudou a naufragar, na manha de hoje, apenas poucas horas após o encerramento da votação no plebiscito em que 61% dos eleitores gregos disseram não a mais medidas de austeridade fiscal exigidas pela União Europeia, Yanis Varoufakis, ministro das Finanças da Grécia, anunciou sua renúncia ao cargo, o que deve facilitar a retomada das negociações com os líderes dos demais 18 países que integram a zona do euro.

 

Apesar de ser uma espécie de "fiador do Brasil", já que sua permanência à frente do ministério da Fazenda é o principal motivo da manutenção do grau de investimento do país pelas agencias internacionais de classificação de risco, Joaquim Levy tem recebido pouca atenção da presidenta Dilma e, nas reuniões internas de governo, passou a ser constantemente questionado pelos colegas e pela própria chefe, que está convicta que foi a crise econômica que acelerou a queda na sua popularidade.

 

-    Mesmo após elogiar o lançamento da nova fase de concessões, Rubens Ometto, presidente do conselho de administração da Cosan, um dos maiores grupos do país, afirmou que não tem interesse em aderir ao programa neste momento.

 

Como, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, o sistema de bandeiras tarifárias, que eleva mensalmente as contas, não foi suficiente para cobrir os gastos extras das distribuidoras com o uso das térmicas e com a compra extra de energia, o consumidor tupiniquim, apesar de já ter arcado com aumento extra na conta de luz de R$ 3,9bi só de JAN/15 até ABR/15, acabará pagando por mais um rombo neste ano.

 

Com a população brasileira pagando o preço da incompetência administrativa do governo Dilma, segundo uma pesquisa divulgada na sexta-feira em JUN/15 o índice que mede o medo do desemprego atingiu 104,1pts, o que representa o maior patamar desde 1999 e um aumento de 36,8% na comparação com JUN/14.

 

-    A Petrobras caiu -4,6%, seguindo o recuo do petróleo em Londres e notícias de que a Polícia Federal calcula em R$ 19bi os prejuízos da estatal em desvios investigados pela Lava Jato.


Política:
 
Seja pelo bem, por meio da renuncia, ou pelo mal, por meio do impeachment, é crescente o número de analistas políticos que acreditam que a presidenta Dilma sairá do poder antes do final do ano, já que seu governo (1) é criticado até por petistas, (2) está atolado em denuncias de corrupção, (2) tem um percentual de aprovação que Lula pode contar no dedos e (3) está levando a economia brasileira para o abismo.
 
Ontem, durante a conversão dos tucanos, em duro discurso contra o PT, Alckmin, governador de SP, criticou o atual cenário econômico do país, mencionou as denúncias de corrupção na Petrobras e argumentou que o partido da presidenta Dilma "não gosta pobre e sim de poder".
 
Enquanto Aécio e seu grupo defendem que a melhor alternativa seria a cassação da presidenta e de seu vice, Michel Temer, pela Justiça Eleitoral, convocando novas eleições para 90 dias, Serra e Alckmin preferem a saída em que o peemedebista assuma o Planalto e que novas eleições ocorram apenas em 2018.
 
-    Defensor do parlamentarismo, Serra indicou aos seus aliados que já acredita em um governo do peemedebista Michel Temer e que já pensa em ser um ministro forte da nova coalizão.
 
A Câmara já prepara a votação, para as próximas semanas ou para o retorno do recesso parlamentar (em AGO/15), outras duas "bombas" que podem afetar ainda mais as contas do governo e sepultar sua capacidade de articulação política, a primeira é obrigar a União a garantir as verbas necessárias a Estados e municípios quando delegar serviços a eles e a segundo é o texto que altera o índice de reajuste do FGTS.
 
-    Como um carrasco que encoraja o condenado a colocar a cabeça na guilhotina, o ex-presidente Lula aconselhou a presidenta Dilma a colocar "o pé na rua" e falar com a parcela da população que torce para ela governar o país.
 
Puxa-saco número 1 da presidenta Dilma, José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, afirmou que é um "despudor democrático" os movimentos pelo afastamento da presidenta Dilma que ganharam força na oposição com o aprofundamento da crise enfrentada pelo governo, que aliás tem apenas 9% de aprovação.
 
Piorando sua situação, enquanto aparece nas pesquisas com taxas recordes de reprovação popular, a presidenta Dilma enfrenta uma escassez inédita de verbas para a divulgação dos feitos de seu governo, já que, por conta do ajuste fiscal de Joaquim Levy, nos 5 primeiros meses deste ano os gastos com publicidade do governo Federal caíram –62% na comparação com o mesmo período de 2014.


Crítica:
 
Ajudando, com juros camaradas, as empresas amigas do Lula, o BNDES, que entre 1998 e 2006 emprestava em média US$ 166 milhões por ano para a Odebrecht fazer obras no exterior, no ano passado destinou US$ 1bi para a referida construtora desenvolver projetos em países da África, em Cuba e na Venezuela.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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