R.B. 14/JUL/15 "São tratados como otários a grande maioria dos brasileiros"


R.B.

"São tratados como otários a grande maioria dos brasileiros"

 

São Paulo, 14 de julho de 2015 (TERÇA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, após 2 pregões seguidos de fechamento positivo, zerando a valorização acumulada no mês (0,1%) e reduzindo a alta acumulada no ano (6,2%), acompanhando as perdas das principais bolsas mundiais e a desvalorização das commodities e (2) o DÓLAR pode subir, retornando à sua trajetória de alta após 3 pregões seguidos de queda, influenciado pela esperada piora do "humor" na Bovespa.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,0%, para fechar o dia acima dos 53.000pts (aos 53.119pts), acompanhando o desempenho positivo das principais bolsas mundiais e com destaque de alta para as ações da Vale (6,6%) e (2) o DÓLAR caiu –1,0% à R$ 3,13, revertendo uma abertura positiva, na qual chegou a avançar 0,3%, para fechar o dia na contramão do movimento externo e com baixo volume de negócios.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 1,6%, registrando o maior ganho diário em quase 3 semanas, com destaques de alta para as exportadoras, como Toyota (3,4%) e Sony (3,1%) e China %, em alta pelo 3º pregão seguido, nos quais avançou 13,2%, ainda beneficiada pela divulgação de medidas do governo para socorrer a bolsa, (2) da EUROPA, Inglaterra 1,0%, França 1,9% e Alemanha 1,5%, "aliviadas" com o acordo fechado entre a Grécia e seus credores internacionais, cujos termo ainda precisam ser aprovados pelos parlamentos da zona do euro, e com destaques de alta para as ações dos bancos, como Deutsche Bank (3,3%), Commerzbank (2,5%), Credit Agricole (3,0%), e UniCredit (1,9%) e (3) dos EUA, acompanhando o desempenho positivo das bolsas da europeias, S&P 1,1%, DJ 1,2% e NASDAQ 1,5%, porem com baixo volume de negócios, o que por indicar que o mercado ainda não vê a questão da Grécia como resolvida e também aguarda a divulgação de resultados de empresas no segundo trimestre, entre elas Johnson & Johnson, JPMorgan Chase, Wells Fargo e Bank of America.

 

-    Cada dia mais pessimista, o "mercado" elevou pela 13ª semana seguida, desta vez de 9,04% para 9,12%, suas "apostas" para o IPCA deste ano, e manteve em –1,50% suas expectativas para o desempenho do PIB brasileiro em 2015.

 

Metendo o bico no bedelho de Joaquim Levy, a presidenta Dilma, provavelmente pressionada pelos petistas, afirmou ontem que não descarta reduzir a meta de superávit primário deste ano, ressaltando que quer fixar um número que seja "realista e possa ser cumprido" para não causar "desgaste" ao governo, como ocorreu no seu primeiro mandato.

 

Estimulando o consumidor brasileiro, que não entende nada de educação financeira, a se enforcar ainda mais em dívidas, ontem o governo Dilma aprovou, para a alegria dos bancos, o aumento do limite para a obtenção de crédito consignado, de 30% para 35% da renda do trabalhador, aposentado ou pensionista.

 

Colocando na conta do trabalhador o custo da incompetência administrativa do governo Dilma, Eduardo Braga, ministro de Minas e Energia, afirmou que a solução para o déficit de geração hidrelétrica é o repasse de custos ao consumidor de energia elétrica nos casos em que a frustração na produção das usinas superar 10%.

 

Como minério de ferro e concentrados, soja mesmo triturada, óleos brutos de petróleo e açúcar de cana em bruto lideram a pauta de exportações do Brasil, o país despencou 22 posições no ranking que mede a sofisticação da estrutura produtiva dos países nas últimas décadas, na contramão de outros emergentes, como México, Coreia, China, Panamá, Tailândia e Vietnã.

 

Segundo um estudo divulgado ontem pelo Massachusetts Institute of Techonology, a derrocada da indústria tupiniquim e as exportações cada vez mais concentradas em commodities, indicam risco de reversão no processo de queda da desigualdade de renda no Brasil e já causaram uma queda do país de 22 posições, entre 1995 e 2013, no "Atlas de Complexidade Econômica", que ordena os países segundo a sofisticação dos produtos que exportam.

 

Stephen Roach, professor da Universidade Yale e um dos maiores especialistas em economia chinesa, afirmou que ontem que o estouro da bolha acionária chinesa e a crise na Grécia vão aumentar a aversão a risco dos investidores internacionais, complicando ainda mais a situação de países emergentes como o Brasil.

 

Ressaltando que o atual patamar dos preços de petróleo é insustentável, Wim Thomas, chefe da equipe de análise energética da Shell e membro do Conselho Mundial de Petróleo, afirmou ontem que com certeza no final deste ano devemos ver a maré virar para os preços de petróleo e que a crise da Petrobras não afetou os planos da Shell para o país.

 

-    Após o anúncio de que em MAI/15 as vendas de veículos registraram uma retração de -26,2% na comparação com MAI/14, o Brasil foi superado pela Grã-Bretanha e caiu para a sétima colocação no ranking mensal que mede o desempenho do setor automotivo.

 

-    A Vale subiu 6,6%, após a mineradora anunciar que cortou sua produção em 25 milhões de toneladas de minério de ferro de menor qualidade.

-    A Gol avançou 15,4%, depois de anunciar acordo de parceria com a Delta Airlines.


Política:
 
Trabalhando para atrapalhar a vida da presidenta Dilma, Renan Calheiros, presidente do Senado, afirmou ontem, mesmo após reunir-se com o ministro Joaquim Levy, que pretende deixar para AGO/15 a votação do projeto que reduz a desoneração da folha de salários, uma das principais medidas do ajuste fiscal do governo.

 

Articulando para salvar o pescoço da presidenta Dilma, os Ministros do Tribunal de Contas da União favoráveis ao governo passaram a defender nos bastidores que a corte não use o verbo "reprovar" em sua decisão sobre as contas publicas referentes a 2014 e a alternativa linguística seria dizer que as contas da União são "incompatíveis" com seu balanço fiscal.

 

A turma que atua na linha de frente no Congresso pela saída de Dilma da cadeira presidencial cresce a cada dia e atualmente já contabiliza ao menos 250 votos a favor de um eventual pedido de impeachment, número porem abaixo dos 342 votos exigidos pela Constituição para deflagrar um processo dessa natureza.

 

Dando sequencia à sua estratégia para ganhar holofote nacional e se apresentar como presidenciável, Alckmin, governador de SP, terá hoje um encontro com a presidenta Dilma em Brasília, o que representa o sexto compromisso oficial do governador na capital do país desde JAN/15, conta nenhuma visita ao Distrito Federal em 2014.

 

Indiciado na operação Lava Jato e citado na delação premiada do doleiro Alberto Youssef e de Ricardo Pessoa, da UTC, como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras, o ex-presidente Fernando Collor recebeu na manha de hoje uma visita surpresa da Polícia Federal, que cumpriu um mandado de busca e apreensão na suas residências em Brasília e em Alagoas.

 

Ontem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB do RJ, reuniu-se com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e com o deputado Paulinho da Força, dirigente da segunda maior central sindical do país, para avaliar, entre outros temas, cenários da atual crise política, incluindo um processo de impeachment da presidenta Dilma.

 

-    Segundo o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, as reuniões nas casas dos senadores peemedebistas Renan Calheiros e Romero Jucá, em Brasília, aconteciam para discutir o pagamento de propinas ao PMDB.

-    Confirmando novamente sua enorme capacidade de criar leis absurdas que só pioram a democracia e lhes ajudam a permanecer no poder, o Senado estuda proibir a divulgação de pesquisas de intenções de votos nos 7 dias que antecedem as eleições.

-    Com um estoque grande de pão com mortadela e guaraná, o PT organizará na noite de hoje, em SP, um ato em defesa do governo Dilma.


Crítica:
 
De olho no dinheiro dos trabalhadores brasileiros, provavelmente para emprestar para "empresas amigas" como a JBS, o BNDES aumenta cada dia mais a pressão sobre os gestores do FGTS, inclusive com telefonemas diretos de Luciano Coutinho, para a liberação dos R$ 10,7bi do FI-FGTS, o fundo bilionário que aplica recursos do trabalhador em infraestrutura.
 
Confirmando mais uma vez que "são tratados como otários a grande maioria dos brasileiros" que pagam seus impostos em dia, ontem, com o governo Dilma em uma busca desesperada por recursos para financiar a ineficiente e corrupta maquina publica, Joaquim Levy, ministro da Fazenda, afirmou que agora o dinheiro sujo dos brasileiros que está no estrangeiro, na maioria das vezes fruto de sonegação, corrupção, do tráfico de drogas, pode ser legalizado, lavado e trazido de volta ao Brasil em troca de uma mordida de 35% em impostos.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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