R.B. 22/ABR/15 "A Bovespa é cara e ineficiente"


R.B.

"A Bovespa é cara e ineficiente"

 

São Paulo, 22 de abril de 2015 (QUARTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve cair, para fechar em território negativo pelo segundo pregão seguido, reduzindo mais uma parte da alta acumulada no mês (5,1%) e no ano (7,5%), influenciada pelo provável recuo das ações da Petrobrás, que vai finalmente divulgar sue balanço e (2) o DÓLAR pode subir reduzindo uma parte da perda acumula no mês (-5,5%) e aumentando a valorização acumulada no ano (13,9%), acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e influenciado pela redução do fluxo positivo de recursos externos.

 

Segunda-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –0,4%, mesmo diante do movimento ascendente das principais bolsas mundiais, com bom volume de negócios devido ao vencimento de opções (R$ 8,6bi), porem pressionada pelo desempenho negativo das ações dos bancos, como Itaú (-1,7%) e Santander (-1,3%), penalizados pela piora das perspectivas para o setor e para a economia brasileira e (2) o DÓLAR caiu –0,7% à R$ 3,03, com baixo volume de negócios e acompanhando o comportamento da moeda norte-americana no exterior.

 

Ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 1,4% e China 1,8%, recuperando perdas recentes, impulsionadas por novas medidas de estímulo econômico anunciadas pelo governo chinês, (2) da EUROPA, se aproximando dos maiores patamares da história, mesmo diante da manutenção das preocupações com o setor bancário da Grécia, Inglaterra 0,2%, França 0,1% e Alemanha 0,4%, desta vez beneficiadas pela divulgação de bons resultados corporativos, como o da Publicis PUB.A (3,9%) e o da ARM Holdings (6,2%) e (3) dos EUA, sem uma tendência única, S&P –0,1%, DJ –0,5% e NASDAQ 0,4%, divididas entre a divulgação de resultados trimestrais pouco animadores e uma proposta de fusão na área de biotecnologia da farmacêutica Mylan (8,8%) com sua concorrente israelense Teva (1,4%).

 

Cada dia mais pessimista, o "mercado" elevou, de 8,13% para 8,23%, suas previsões para a inflação brasileira em 2015, patamar bem acima do topo da meta do BC (6,5%), e piorou, desta vez de -1,01% para -1,03%, suas "apostas" para o desempenho da economia tupiniquim neste ano.

 

Em visita oficial à Portugal, o vice-presidente, Michel Temer elogiou o ajuste feito pelo governo português para enfrentar a crise econômica, ressaltando que pretende leva-lo como exemplo para o Brasil, onde o governo tenta aprovar o ajuste fiscal no Congresso, o que diverge de forma radical ao tom usado por Dilma no início da crise europeia, quando a presidenta afirmou em seu discurso na Cúpula Ibero-Americana que as políticas de austeridade tinham efeitos limitados se não fossem acompanhadas por medidas de estímulo à economia.

 

Por conta da alta da Selic e da desaceleração da economia brasileira, as cotas dos Fundos Imobiliários caíram bastante, algumas que foram lançadas em 2013 a R$ 100,00 agora estão por volta de R$ 69,00, o que elevou substancialmente e percentualmente o retorno mensal destes fundos, alguns deles atualmente superando 1% ao mês, como o STPW11, o FIXX11, o XPCM11 e o HGRE11.

 

Acreditando que existe demanda por bons ativos de empresas brasileiras, na segunda-feira passada a rede brasileira de churrascarias Fogo de Chão pediu registro para lançar suas ações em bolsa, porem, como "a Bovespa é cara e ineficiente", o IPO será feito no pregão eletrônico Nasdaq, nos EUA, portanto disponível apenas para investidores com conta no exterior.

 

Mesmo com a forte alta do dólar, que já avançou 13,9% frente ao real neste ano, na semana passada as importações superaram exportações em US$ 240mi, elevando com isto para U$ -5,7bi o déficit acumulado pela balança comercial brasileira em 2015.

 

-    Inovadora e lucrativa, a companhia alemã de artigos esportivos Adidas anunciou ontem que vai desenvolver fibras feitas a partir de lixo marítimo reciclado para usar em suas roupas, e potencialmente em partes de calçados, a partir do ano que vem.

 

-    Ontem a Petrobrás caiu –2,5% na bolsa de NY, após a agência de avaliação de risco Moody's "avisar" que, mesmo com a publicação do seu balanço prevista para hoje, a "saga" da estatal vai continuar com o foco mudando para a possibilidade de longas disputas judiciais com investidores e com o declínio da atividade em toda a cadeia de suprimento de óleo e gás.


Política:

 

Ontem, em um recado direto para o presidente do Senado, Renan Calheiros, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que é favorável ao modelo que amplia a possibilidade de terceirização para todas as empresas privadas, afirmou que os deputados terão a palavra final sobre o projeto que regulamenta a terceirização no país caso os senadores "desconfigurem" o texto em tramitação no Congresso.

 

Em uma clara "afronta aos trabalhadores brasileiros", que pagam a conta de um necessário ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas, e comprando de forma descarada o apoio dos parlamentares, ontem a presidenta Dilma sancionou a proposta de lei que triplicou, de R$ 289mi para R$ 867mi, os recursos destinados ao fundo partidário.

 

Fechando o cerco nos petistas, a agência de publicidade Borghi Lowe, que fez pagamentos para empresas ligadas ao ex-deputado federal petista André Vargas, recebeu R$ 1,07bi, em valores não corrigidos pela inflação, da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde entre 2008 e 2015.

 

Causando manifestações nas ruas de Belo Horizonte e de Ouro Preto e certamente só não fazendo Tiradentes se revirar no tumulo porque seu corpo foi desmembrado, ontem o governador mineiro Fernando Pimentel, que é petista, entregou a Medalha da Inconfidência, que é a principal honraria concedida pelo Estado de MG para João Pedro Stédile, líder do grupo terrorista MST.


Crítica:

 

Mostrando que o Brasil precisa de uma oposição competente, e se possível de direita, FHC e Serra, que como os petistas são de esquerda e por muito menos já ajudaram a derrubar Collor, atualmente dizem que falta "base legal" para derrubar Dilma, mesmo diante das pesquisas que indicam que mais de 80% dos brasileiros reprovam o governo da presidenta.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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