R.B. 19/MAR/15 "O Palácio do Planalto em estado de alerta"


R.B.

"O Palácio do Planalto em estado de alerta"

 

São Paulo, 19 de março de 2015 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, beneficiada pela recuperação internacional dos preços das commodities e com os investidores globais ainda "aliviados" com os sinais de que a taxa de juros norte-americana deve subir apenas no segundo semestre deste ano, e (2) o DÓLAR pode voltar a cair, devolvendo parte da forte alta acumulada nos últimos dias, influenciado pela esperada melhora do "humor" na Bovespa e pressionado por vendas de exportadores.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 2,5%, recuperando as perdas da abertura, quando na mínima recuou –0,8%, com bom volume de negócios (R$ 8,3bi), acompanhando o desempenho ascendente das bolsas de NY e com destaques de alta para as ações da Petrobrás (4,3%), o Bradesco (3,9%) e do Itaú (3,0%) e (2) o DÓLAR caiu –0,3% à R$ 3,25, ainda realizando lucros recentes, acompanhando a esperada melhora do "humor" na bolsa brasileira e influenciado pela decisão do BC dos EUA de não subir a taxa de juros.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 0,5% e China 2,1%, com a bolsa chinesa atingindo o maior patamar desde o começo da crise global em 2008, ainda diante das expectativas de anúncio de medidas de estímulo econômico, (2) da EUROPA, sem uma tendência única, Inglaterra 1,6%, França 0,1% e Alemanha –0,5%, com a bolsa alemã prejudicada pelo recuo das ações das montadoras e a bolsa inglesa beneficiada pela divulgação de dados melhores do que o esperado das finanças públicas do país e (3) dos EUA, retomando a trajetória de alta após 3 pregões consecutivos de queda, S&P 1,1%, DJ 1,3% e NASDAQ %, impulsionadas pela decisão do Fed ("BC" local) de não mexer ainda com as taxas de juros do país.

 

Ontem, durante uma reunião com representantes da agência de classificação de risco Fitch, Joaquim Levy, ministro brasileiro da Fazenda, apresentou as medidas fiscais que estão sendo adotadas e buscou mostrar à comitiva que, a depender dessas medidas, a dívida pública terá uma "trajetória favorável", ressaltando também a disposição do governo em adotar crédito financeiro para o PIS e Cofins e ampliar medidas que desburocratizam os despachos aduaneiros.

 

Mostrando que a economia brasileira está muito pior do que diz a presidenta Dilma, em FEV/15, pelo terceiro mês consecutivo e como reflexo da fraca atividade do comércio e do setor de construção civil, foram encerradas 2.415 vagas de trabalho, o que representa o pior resultado para o mês desde 1999.

 

Aproveitando-se de sua credibilidade internacional, ontem Alexandre Tombini, presidente do BC brasileiro, voltou a afirmar, desta vez em um evento realizado pelo banco Goldman Sachs, que (1) continua vigilante na política monetária com a expectativa de levar a inflação para a meta de 4,5% no próximo ano e (2) a autoridade monetária ainda não definiu sobre a continuidade das intervenções no mercado de câmbio por meio do programa de leilões de contratos de "swap cambial" (que equivalem a uma venda futura de dólares).

 

Negociando diretamente com os parlamentares, já que a presidenta Dilma é desprovida de habilidades políticas, ontem Joaquim Levy, ministro da Fazenda, avisou o comando do Congresso que o governo aceita mudanças no projeto que reduz a desoneração da folha de pagamento, mas ressaltou que o "espaço" para concessões é pequeno e pode ficar ainda menor se a medida não for votada rapidamente.

 

Apresentando evoluções divergentes, (1) o IGP-M avançou 0,84% na segunda prévia de MAR/15, após alta de 0,16% no mesmo período de fevereiro e (2) o IPC de SP subiu 0,96% na segunda quadrissemana de MAR/15, após avançar 1,03% na primeira quadrissemana do mês.

 

-    A Ecorodovias caiu –3,7%, após o anúncio de que a empresa venceu o leilão para administrar a ponte Rio-Niterói ao apresentar uma tarifa de pedágio de R$ 3,2844, o que representa um deságio de 36,67% em relação à tarifa máxima estipulada.


Política:
 
Confirmando que Lula está errado ao dizer que apenas os eleitores "daszelites" repudiam o governo Dilma, segundo uma pesquisa divulgada ontem pelo Datafolha 62% dos brasileiros consideram o governo da presidenta petista ruim ou péssimo e só 13% o aprovam, o que representa o pior patamar de aprovação de um presidente brasileiro na história.
 
Apesar da presidenta Dilma "garantir", durante seu discurso da vitória, que seu segundo mandato teria o slogan "pátria educadora", ontem, menos de 3 meses após sua posse, Cid Gomes, seu ministro da Educação, foi ao Congresso Nacional insultar os parlamentares, com boa dose de razão, e após isto pediu demissão.
 
Organizando seu exercito, Lula saiu do banco de reservas e já convocou uma reunião dos dirigentes petistas para o final deste mês na qual vai incentivar seus "companheiros" a atuarem na agenda de mobilização dos movimentos populares em defesa "da democracia e das conquistas sociais".
 
Repetindo exaustivamente uma mentira para vez se ela vira verdade, ontem, após participar do leilão da ponte Rio-Niterói, na BM&FBovespa, Nelson Barbosa, ministro do Planejamento, afirmou que o Brasil não vive uma crise política, e sim uma "dinâmica natural da democracia".

 

Deixando "o Palácio do Planalto em estado de alerta", ontem foi apresentada e aprovada uma proposta no plenário do Tribunal de Contas da União que na prática poderá levar a presidenta Dilma, que ocupou a presidência do Conselho de Administração da Petrobras de 2003 a 2010, a figurar como corresponsável em vários processos de fiscalização do TCU, passando a sofrer riscos futuros como, por exemplo, ordem de indisponibilidade de bens ou pagamento de multas.

 

Como se os terroristas do Estado Islâmico decidissem lançar um pacote antiterrorismo, ontem o governo Dilma lançou um pacote anticorrupção com medidas como a criminalização do caixa dois de campanhas eleitorais e a criminalização do enriquecimento ilícito de funcionários públicos.

 

Como está nos planos do PT investir mais no financiamento de sites e blogs que apoiam o governo, e que também dependem dele para sobreviver, a presidenta Dilma espera a volta do ministro Thomas Traumann, da Secretaria de Comunicação Social, para que ele deixe o governo, já que os petistas ficaram muito bravos com um documento divulgado pela sua pasta de diz que "o governo enfrenta o caos político".


Crítica:
 
Na vanguarda da inovação, o carro autônomo do Google, que anda sem motorista ou volante, já percorreu 1,2 milhão de quilômetros fazendo testes de segurança por ruas de verdade e, segundo expectativas da empresa, deve chegar ao mercado em menos de 4 anos.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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