R.B. 3/FEV/15 "Entregar a cabeça de uma companheira e amiga leal"


R.B.

"Entregar a cabeça de uma companheira e amiga leal"

 

São Paulo, 3 de fevereiro de 2015 (TERÇA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, acompanhando o movimento ascendente das principais bolsas mundiais, beneficiada pela recuperação dos preços das commodities e também impulsionada pela ampliação dos "rumores" de que Dilma finalmente decidiu trocar a presidência da Petrobrás e (2) o DÓLAR pode cair, em um "ajuste técnico" após 4 pregões consecutivos de alta, influenciado pelos leilões de venda do BC e seguindo a esperada melhora do "humor" na Bolsa brasileira.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,4%, revertendo uma abertura negativa, quando na mínima recuou –0,3%, beneficiada principalmente pela valorização das ações da Petrobrás (5,8%), diante de novos "rumores" de que a presidente da empresa será substituída e (2) o DÓLAR subiu 0,9% à R$ 2,70, para fechar o dia no maior patamar desde 5/JAN/15, após Joaquim Levy, ministro da Fazenda, afirmar que o governo não manterá o câmbio artificialmente valorizado.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão –0,7% e China –2,6%, prejudicadas pela divulgação de dados abaixo do esperado sobre a atividade industrial chinesa e seguindo as perdas de sexta-feira nas bolsas de NY, (2) da EUROPA, recuperando as perdas da abertura, Inglaterra 0,5%, França 0,5% e Alemanha 1,2%, destaques de alta para as petrolíferas, como BP (3,1%), BG Group (5,3%) e Total (3,3%), beneficiadas pela alta do preço do petróleo, apesar da manutenção do desconforto dos investidores com o endividamento grego e a crise na Ucrânia, e (3) dos EUA, também revertendo as perdas da abertura, S&P 1,3%, DJ 1,1% e NASDAQ 0,9%, também com destaques de alta para as petrolíferas, como Chevron (3,4%) e ExxonMobil (2,5%), influenciadas pela avanço nos preços do petróleo que, após semanas em queda, começam a ensaiar uma recuperação.

 

Provavelmente no ápice do pessimismo, o "mercado" reduziu novamente, desta vez de 0,13% para 0,03%, suas previsões para o crescimento do PIB brasileiro em 2015 e elevou pela quinta semana seguida, agora de 6,99% para 7,01%, suas "apostas" para a inflação tupiniquim medida pelo IPCA neste ano.

 

Tentando segurar a inflação e ao mesmo tempo ajudar o setor sucroalcooleiro e também beneficiar a Petrobrás, o governo Dilma decidiu que, a partir de 16/FEV/15, o percentual da mistura de etanol na gasolina deve subir de 25% para 27%.

 

Apesar de Dilma insistir em tentar esconder a verdade da população, segundo Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ, a água disponível nos reservatórios das hidrelétricas da região sudeste, considerada a caixa-d'água do sistema, é suficiente para a geração de energia por um mês.

 

Sem se preocupar em cometer mais um estelionato eleitoral, para aliviar os gastos públicos a partir deste ano o governo Dilma apresentou novos trunfos no pacote de redução dos direitos trabalhistas, que agora vão incluir (1) a diluição do pagamento do abono salarial de PIS em 12 meses, o que prejudica apenas os trabalhadores que receberam, em média, até dois salários mínimos mensais no ano anterior e (2) o reajuste de apenas 4,5% (patamar abaixo da inflação) da tabela de Imposto de Renda para 2015.

 

Segundo um estudo da Fiesp, que claramente está na oposição ao governo Dilma, se a desindustrialização brasileira não tivesse se ampliado, a arrecadação teria melhorado e esvaziaria, pelo menos matematicamente, o discurso da necessidade de ajuste fiscal.

 

Mesmo sem receber dinheiro do BNDES, como ocorre com "gigantes queridinhas" como a JBS, no ano passado as micro e pequenas empresas brasileiras, que aliás são as que mais empregam no país, registraram um aumento na arrecadação total de tributos de 7,2% acima da inflação.

 

Mostrando mais uma vez que simples alta do dólar, sem o desenvolvimento de obras de infraestrutura e sem o avanço de acordo comerciais com grandes potencias econômicas, é incapaz de elevar as exportações brasileiras, em JAN/15 a balança comercial tupiniquim registrou um déficit de US$ -3,2bi, que é resultado de um recuo de um recuo de –10,4% das vendas externas do país na comparação com o mesmo período de 2014.

 

-    A Usiminas subiu 15,64%, após  "rumores" indicarem que o Cade poderia obrigar a Ternium a estender a acionistas minoritários a oferta que fez para comprar a siderúrgica em 2012.


Política:
 
Legislando para seu partido se perpetuar no poder, algo que alias ocorre desde a redemocratização do país, o peemedebista Eduardo Cunha criticou, apenas 1 dia após ser eleito presidente da Câmara dos Deputados, o patrocínio do Planalto a novos partidos, como o novo PL que o ministro Gilberto Kassab, das Cidades, pretende criar.
 
Para tentar se livrar da culpa, mesmo que para isto tenha que "entregar a cabeça de uma companheira e amiga leal", a presidenta Dilma avalia seriamente, diante da avalanche de más notícias, demitir Graça Foster da presidência da Petrobrás e inclusive já "escalou" Joaquim Levy, ministro da Fazenda, para escolher um substituto para ocupar o posto.

 

Os vereadores do PT na Câmara paulistana começam hoje a coletar assinaturas para que a Casa convide o governador tucano Geraldo Alckmin e o prefeito petista Fernando Haddad a falarem no plenário sobre a crise de abastecimento de água.

 

Para marcar seu retorno ao Senado, o tucano José Serra irá apresentar 2 projetos de lei já nas primeiras semanas (1) o que estabelece voto distrital para vereador em cidades com mais de 200 mil habitantes e (2) o que fixa limite para a dívida da União, tanto líquida quanto bruta.

 

Com uma base aliada cada dia menor fiel, a presidenta Dilma decidiu que não seria prudente punir os partidos traidores com a perda de espaço no governo, como propunha parte dos ministros, por acreditar que a medida aprofundaria a crise com o Legislativo.


Crítica:
 
Mostrando que nos EUA a justiça tarda mas não falha, o departamento de Justiça norte-americano investiga a agência de classificação de risco Moody's por supostamente emitir avaliações favoráveis, as chamadas notas AAA, a contratos de hipoteca residencial de baixa qualidade antes da crise financeira em 2009, o que teria levado investidores a fazer aplicações relacionadas a esses papéis imaginando correr baixo risco de calote pouco antes do mercado imobiliário ruir.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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