R.B. 27/FEV/15 "Estratégia nefasta"


R.B.

"Estratégia nefasta"

 

São Paulo, 27 de fevereiro de 2015 (SEXTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, elevando a valorização já acumulada em FEV/15 (10,3%), acompanhando o desempenho positivo das principais bolsas mundiais e a valorização internacional das commodities e (2) o DÓLAR pode cair, em um "ajuste técnico" após fechar o pregão anterior no maior patamar desde SET/04, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e influenciado pelos leilões de venda do BC.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –0,1%, reduzindo as perdas da abertura, quando na mínima recuou –1,2%, no final do pregão, que por sua vez foi marcado pelo recuo das ações da Vale (3,9%), devido ao balanço considerado fraco e (2) o DÓLAR subiu 0,3% à R$ 2,87, alinhado com o avanço registrado ante outras moedas no exterior, após indicadores econômicos dos EUA elevarem as apostas de uma alta de juros ainda neste no país.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 1,1%, no maior patamar em 15 anos, impulsionado pelo maior interesse de um fundo de pensão japonês por ações e pelo forte avanço do petróleo e China 2,2%, em meio à especulação sobre novas possíveis medidas de estímulos do governo, (2) da EUROPA, seguindo a bolsa alemã, que fechou no maior patamar da história, Inglaterra 0,2%, França 0,5% e Alemanha 0,6%, com investidores deixando de lado a negociação da dívida grega para focar no plano de relaxamento quantitativa do BC Europeu, que começa no mês que vem e (3) dos EUA, sem uma tendência única, S&P –0,2%, DJ –0,1% e NASDAQ 0,4%, com o índice de tecnologia se aproximando do maior patamar da história, marcado no ano 2000 antes do estouro da bolha das dot.com, e com o S&P realizando lucros, principalmente entre as empresas do setor de energia, já que ainda acumula alta de 5,8% no mês de FEV/15, o que representa o melhor desempenho mensal desde OUT/11.

 

Ressaltando que atualmente no Brasil a recessão, a inflação e a corrupção estão incontroláveis, a revista britânica "The Economist" afirmou em uma matéria de capa que a economia brasileira está "uma bagunça" e que será difícil para o atual governo, sem credibilidade a apoio popular, tirar o país do "atoleiro".

 

Dando 4 novos sinais negativos da economia brasileira, em JAN/15 (1) a taxa de desemprego ficou em 5,3%, patamar bem superior ao resultado auferido em DEZ/14 (4,3%) e também acima da mediana das estimativas (5,0%), (2) o Governo Central registrou um superávit primário apenas de R$ 10,4bi, o que representa uma queda de -20,2% em relação ao mesmo mês do ano passado e o o pior resultado para o mês desde 2009, (3) o setor de serviços cresceu 6% em 2014, o que representa menor índice da série histórica iniciada pelo instituto em 2012, quando o crescimento havia sido de 10% e (4) apresentando o pior desempenho desde 2011, o setor de franquias registrou um crescimento de apenas 7,7% em 2014.

 

Podendo ajudar a aumentar o desemprego, o governo Dilma, com o objetivo de aumentar a arrecadação para melhorar o resultado das contas publicas, prepara uma enorme revisão, por meio de medida provisória, da desoneração das folhas de pagamento, promovida no primeiro mandato da presidenta em benefício de empresas de 56 setores da economia.

 

Segundo Marcelo Saintive, secretário do Tesouro Nacional, diante de um cenário de receitas curtas e muitas contas pendentes do ano passado, o governo federal vai adiar neste ano o pagamento de algumas despesas não obrigatórias, como do PAC, o que fatalmente prejudicará ainda mais o desempenho da economia tupiniquim.

 

Com o claro objetivo de conseguir apoio popular às reformas propostas pelo governo, Nelson Barbosa, ministro do Planejamento, avisou que o pacote fiscal preparado pelo governo para tampar o rombo das contas públicas conterá medidas que atingirão os contribuintes mais ricos, provavelmente com aumento de impostos.

 

-    Finalmente apresentando um alivio para a inflação, o IGP-M desacelerou de 0,76% em JAN/15 para 0,27% em FEV/15, patamar ligeiramente abaixo da média das estimativas (0,28%).


Política:
 
Dando sequencia à "estratégia nefasta" do governo Dilma de colocar a culpa da corrupção nos funcionários da Petrobrás e assim poupar os políticos corruptos que infestaram a empresa, Rodrigo Janot, o procurador-geral da República, deve pedir ao Supremo Tribunal Federal apenas aberturas de inquéritos, e não fazer denúncias diretas, contra os políticos suspeitos de participar do esquema de corrupção na referida estatal.

 

Conforme já se esperava, ignorando solenemente e descaradamente a presidenta Dilma, ontem o PMDB, que é o principal partido da base aliada, indicou claramente aos seus eleitores durante seu programa de TV que está em crise de relacionamento com o Planalto.

 

Depois de se queixar com Lula, que é quem verdadeiramente manda no Brasil, de falta de interlocução e de pouco acesso às decisões centrais do governo, a cúpula do PMDB foi convidada pela presidenta Dilma para um "agradável" jantar na próxima segunda-feira.

 

Mostrando que safadeza e incompetência não é coisa apenas de petista, (1) o senador democrata Agripino Maia, presidente do DEM e coordenador da campanha do Aécio, foi acusado de receber R$ 1mi em propina para aprovar uma lei que beneficiaria empresários de sua região, (2) Sérgio Guerra, senador tucano, foi acusado de receber R$ 10mi para acabar com a ultima CPI da Petrobrás e (3) Beto Richa, governador tucano do Paraná, é acusado de meter  a mão no fundo de aposentadoria dos professores.

 

Mostrando como se cria um partido político mesmo sem apoio popular, o PL, a nova sigla patrocinada pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, atualmente no PSD, tem cerca de 90% de assinaturas falsificadas e nomes de eleitores mortos nas suas listas de apoio apresentadas à Justiça Eleitoral pelos fundadores do partido.


Crítica:
 
Dando uma enorme e publica bronca em Dilma, que por falta de capacidade intelectual, emocional e técnica insiste em adiar ao máximo as decisões que o cargo lhe obriga a tomar, ontem os ministros mais antigos do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, criticaram a demora da presidenta em escolher um nome para ocupar 11ª vaga da corte, aberta desde JUL/14 com a saída de Joaquim Barbosa, que decidiu se aposentar antes da hora por medo de ser assassinado por petistas.


PAZ, amor e bons negócios;
Alfredo Sequeira Filho

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