R.B. 28/JAN/15 "Desconhecem a lógica e as operações básicas de matemática"


R.B.

"Desconhecem a lógica e as operações básicas de matemática"

 

São Paulo, 28 de janeiro de 2015 (QUARTA-FEIRA)


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, ainda tentando recuperar as perdas acumuladas no ano (-2,8%), influenciada positivamente pela divulgação do balanço da Petrobrás e acompanhando a recuperação dos preços das commodities e (2) o DÓLAR pode seguir em queda, pressionado pelos leilões de venda do BC e seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,1%, recuperando as perdas da abertura, quando na mínima recuou –2,5%, sustentada pela valorização das ações da Petrobrás (2,6), diante da alta do petróleo e dos "rumores" de que Meirelles possa vir a assumir uma vaga no Conselho de Administração da empresa e (2) o DÓLAR caiu –0,6% à R$ 2,57, em linha com o recuo registrado ante outras divisas no exterior, depois que o dado das encomendas de bens duráveis nos EUA mostrou números decepcionantes.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão 1,7%, no maior patamar desde 26/DEZ/14 e impulsionada pelo bom desempenho das exportadoras, como Tokyo (2,4%) e TDK (2,9%) e China –0,9%, interrompendo uma sequência de 5 sessões em alta, após a notícia de que o lucro industrial no gigante asiático teve queda anual de -8% em DEZ/14, (2) da EUROPA, Inglaterra –0,6%, França –1,1% e Alemanha –1,6%, diante do nervosismo decorrente do potencial confronto entre o novo governo da Grécia e credores internacionais, que torna nebuloso o caminho para um acordo e (3) dos EUA, S&P –1,3%, DJ –1,6% e NASDAQ –1,9%, acompanhando as perdas das bolsas da europeias e prejudicadas pela divulgação de resultados desapontadores de grandes empresas, como Microsoft (-9,2%) e Caterpillar (-7,2%), e pelo anúncio de que em DEZ/14 as encomendas de bens duráveis caíram -3,4% na comparação com NOV/14.

 

Fazendo um importante alerta, ontem o prestigiado banco Credit Suisse, que entende muito de Brasil, afirmou que um eventual racionamento de energia no país, cujas chances são de cerca de 40%, pode levar à contração de -1,5% da economia tupiniquim em 2015.

 

Após ressaltar que o ministro Joaquim Levy tem credibilidade suficiente com as agências de rating para mostrar que vai melhorar o lado fiscal brasileiro, José Olympio, presidente do Credit Suisse, afirmou que um recuo do governo na decisão de impor regras mais rígidas na concessão de direitos trabalhistas mandaria um sinal "extremamente negativo" para os investidores.

 

Apesar da canetada da presidenta Dilma, que mandou os bancos públicos emprestarem mesmo sem as garantias necessárias,  no ano passado, diante da piora nas perspectivas para a economia brasileira, segundo dados do BC as operações de crédito no Brasil registraram o menor ritmo de crescimento em 11 anos.

 

Dando dois novos sinais negativos da economia brasileira, (1) em 2014 o setor de supermercados registrou a mais baixa taxa de crescimento dos últimos 8 anos, já que as vendas reais subiram apenas 2,24% na comparação com o resultado de 2013 e (2) em JAN/15 o índice de Confiança da Construção recuou -6,1% na comparação com DEZ/14 e –21,3% na comparação com JAN/14, atingindo o menor nível da série iniciada em JUL/10.

 

-    Extorquindo os brasileiros que carecem de educação financeira básica, em DEZ/14 a taxa média de juros no cheque especial chegou a incríveis 200,6% ao ano, o que representa o maior percentual desde FEV/99.

 

Com o objetivo principal de chamar a atenção do governo federal sobre as demissões no setor sucroenergético e sobre o potencial da região em gerar energia elétrica pelo etanol ou pela queima do bagaço da cana-de-açúcar, ontem cerca de 20 mil pessoas participaram de um protesto que parou as as principais rodovias de acesso a Sertãozinho, que fica no interior de SP.

 

Para evitar problemas ainda maiores e mesmo sem apresentar as baixas contábeis referentes a desvios por corrupção, na madrugada de hoje, após 2 adiamentos, a Petrobras finalmente divulgou o seu balanço com os resultados do terceiro trimestre de 2014, no qual a  estatal viu seu lucro despencar -38% na comparação com o trimestre anterior.


Política:
 
Visivelmente com péssimo humor, ontem a presidenta Dilma afirmou, durante sua primeira reunião ministerial, que as mudanças anunciadas por sua nova equipe econômica são necessárias e corretivas para "manter o rumo, preservando as prioridades sociais".

 

Em um artigo publicado ontem, a petista Marta voltou a atacar o governo Dilma, ressaltando que o país vive em crise por ausência de transparência, confiança e credibilidade, porem mesmo assim Lula e a cúpula do partido querem convencer a senadora e ex-prefeita de SP a permanecer filiada à legenda.

 

Com apoio da ala independente do PMDB, o senador peemedebista Luiz Henrique da Silveira anunciou ontem que se lançará candidato à presidência do Senado, na eleição com votação secreta marcada para este domingo, porem tudo pode mudar caso Renan Calheiros decida concorrer.

 

Embora o governo Alckmin insista em dizer que não há nada definido, a Sabesp avalia que o rodízio mencionado em entrevista pelo diretor metropolitano da empresa, Paulo Massato, terá de ser adotado nos próximos 2 meses.


Crítica:

 

Pregando para seus eleitores, que na maioria das vezes "desconhecem a lógica e as operações básicas de matemática", Dilma postou em sua conta no Facebook que a Copa do mundo de futebol de 2014 foi responsável por fazer a arrecadação do setor de turismo tupiniquim, que aliás ocupa apenas a posição 37 no ranking dos países mais visitados do mundo, aumentar em US$ 203 milhões, porem obviamente a presidenta se esqueceu de informar que os estádios da copa, todos superfaturados e alguns deles já caindo aos pedaços, custaram mais de US$ 3bi aos cofres públicos, o que faz com que esta conta fique negativa em cerca de US$ –2,8bi.

 

Copiando os argumentos que usa o governo Dilma toda vez que é criticado no exterior, ontem, um dia depois do país ter sua "nota" rebaixada pela S&P, o governo da Rússia disse que a decisões tomadas pelas agências de classificação de risco têm motivações políticas.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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