R.B. 16/JAN/15 "Perpetuando o preconceito"


R.B.

"Perpetuando o preconceito"

 

São Paulo, 16 de janeiro de 2015 (SEXTA-FEIRA).


Mercados e Economia:
 
Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, rumo aos 50.000pts, acompanhando a recuperação dos preços das commodities e também o desempenho positivo das principais bolsas mundiais e (2) o DÓLAR pode cair, influenciado pela redução das expectativas de alta dos juros nos EUA, diante da divulgação de dados não muito convincentes de emprego norte-americano e do relatório do Banco Mundial falando em crescimento global menor.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,8%, com bom volume de negócios (R$ 6,9bi) e encerrando uma sequencia de 4 pregões seguidos de baixa, desta vez impulsionada pela forte alta das ações da Petrobrás (6,7%), após a companhia ter confirmado na véspera que pode apresentar seu balanço não auditado em 27/JAN/15 e (2) o DÓLAR subiu 0,7% à R$ 2,63, revertendo uma abertura negativa, quando na mínima chegou a bater R$ 2,59, já que a baixa cotação atraiu muitos compradores.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão -1,8%, prejudicada pelo anuncio de que em NOV/14 as encomendas de máquinas no país caíram -10,4% na comparação mensal e China 3,5%, beneficiada por uma significativa recuperação dos preços do petróleo e do cobre e pelo anuncio de medidas facilitando o crédito no país, (2) da EUROPA, recuperando parte das perdas das sessões anteriores, Inglaterra 1,7%, França 2,4% e Alemanha 2,2%, embaladas pela recuperação dos preços das commodities e pelo anuncio de que, diante de um aumento de 0,9% das exportações, a balança comercial dos países da zona do euro apresentou em NOV/14 um superávit de 20bi de euros e (3) dos EUA, revertendo uma abertura positiva para fecharem em queda pelo quinto pregão seguido, S&P –0,9%, DJ –0,6% e NASDAQ –1,5%, com destaques de baixa para as ações dos bancos, como Bank of America (-4,9%), Citigroup (-3,4%), que apresentaram resultados piores do que o esperado.

 

Os principais obstáculos que a economia global deverá enfrentar neste ano são (1) a recessão na Rússia, que é prejudicada ainda mais pela queda do petróleo, (2) a queda do petróleo, que afeta o setor de gás de xisto nos EUA e o pré-sal no Brasil, (3) a desaceleração na China, que afeta o resto do mundo por causa da representatividade das exportações para o país, (4) o provável aumento dos juros nos EUA, que terá repercussões no mundo todo e (5) a crise na zona do euro, que provavelmente não cessará em 2015, com Grécia e a Espanha já presos na deflação.

 

Acreditando que é normal privilegiar apenas uma empresa privada, a presidenta Dilma, preocupada com as dificuldades financeiras da Sete Brasil, maior fornecedora da Petrobras no pré-sal, teve uma reunião com os presidentes do BNDES e o Banco do Brasil no Palácio para tentar destravar empréstimos de cerca de R$ 10bi destinados a socorrer a empresa.

 

Mostrando que trabalha mais e principalmente fala muito menos que seu antecessor, Joaquim Levy, novo Ministro da Fazenda, instruiu os seguranças do ministério a não permitir que repórteres, fotógrafos e cinegrafistas fiquem na portaria do prédio à espera de autoridades, já que tem reiterado que não vai dar entrevistas na portaria nem anunciar notícias "de surpresa".

 

Também defendendo os interesses das grandes empresas, Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada de uma lista identificando empresas e pessoas acusadas de exploração de trabalho análogo à escravidão do site do Ministério do Trabalho.

 

O Reserve Bank of Índia, que é o BC indiano, surpreendeu os mercados ao cortar as taxas de juros em uma reunião extraordinária de seu comitê de política monetária, e assim se tornou o mais recente BC asiático a responder à queda da inflação causada pelos preços mais baixos do petróleo.

 

De olho no mercado consumidor tupiniquim, a Xiaomi, grande sensação do mercado de smartphones e conhecida como a "Apple chinesa", chega ao Brasil ainda no primeiro semestre deste ano combinando praticidade, design atraente e principalmente preços bem inferiores aos dos principais concorrentes.

 

Confirmando mais uma vez a enorme falta de educação financeira do brasileiro, segundo uma pesquisa feita pelo SPC Brasil, 57% dos  entrevistados admitiram ter o hábito de pagar a parcela mínima da fatura de seus cartões de credito, que tem uma taxa média de 232,12% ao ano.

 

Dando 2 sinais negativos da economia brasileira, em NOV/14, (1) registrando o oitavo mês consecutivo de retração, o emprego no Brasil caiu -0,4% na comparação com OUT/14 e –4,7% na comparação com NOV/13 e (2) o indicador mensal de atividade do Banco Central, conhecido como IBC-Br, avançou 0,04% em relação a OUT/14 e recuou –0,5% na comparação com NOV/13.


Política:
 
Torrando dinheiro publico em sua estreia no Congresso Nacional, os 223 novos deputados federais, além de salário dobrado em FEV/14, terão direito a hospedagem, com acompanhante, durante o período de 3 dias da posse na Câmara, o que custará R$ 146,2 mil ao erário.
 
Agora sem seu líder Eduardo Campos, parte do PSB, comandada pelo senador pernambucano Fernando Bezerra Colho, intensificou a pressão para que o partido reate as relações com o governo Dilma, do qual se afastou em 2013, quando decidiu lançar a candidatura própria à Presidência.
 
Já enjaulado, Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras , admitiu em depoimento à Polícia Federal que fez reuniões com o consultor Julio Camargo, o delator que afirmou ter pago propina em negócio de contratação de navios para a estatal e ressaltou que acredita que Fernando Soares, apontado pelo Ministério Público como intermediador do suborno, obteve uma "comissão" em razão do contrato.

Crítica:

 

Perpetuando o preconceito e contribuindo para a piora da qualidade dos serviços públicos, ontem o governador tucano Geraldo Alckmin, como se fosse um petista, sancionou um Projeto de Lei que institui o sistema de pontuação diferenciada para negros, pardos e indígenas em concursos públicos do governo do Estado.

 

Entre OUT/14 e JAN/15 disparou o número de famílias que desejam 'começar vida nova' fora do Brasil e o principal motivo dado por estas famílias é a falta de perspectivas de melhora da economia e das condições gerais de vida no país diante do resultado nas urnas das Eleições 2014.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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