R.B. 4/DEZ/14 ''Chantageado pela presidenta''


R.B.

"Chantageado pela presidenta"

 

São Paulo, 4 de dezembro de 2014 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, seguindo o desempenho positivo das principais bolsas mundiais, impulsionada pela recuperação das commodities, beneficiada pelo anuncio de produção recorde de petróleo no país e influenciada pela decisão do Copom, que mostrou austeridade e independência ao elevar a Selic em 0,5% e (2) o DÓLAR pode seguir em queda, influenciado pelos mesmos motivos que devem animar a bolsa brasileira e também pela expectativa de elevação do fluxo de recursos externos diante do aumento da Selic.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,4%, recuperando perdas recentes e interrompendo uma sequência de 5 quedas consecutivas, com destaque de alta para a Petrobrás (4,8%), porem com baixo giro financeiro (R$ 4,9bi) e (2) o DÓLAR caiu -0,7% à R$ 2,55, devolvendo os ganhos registrados no pregão anterior, acompanhando a melhora do ''humor'' na Bovespa, influenciado pelas ''apostas'' de que o Copom vai elevar a Selic em no mínimo 0,5% e seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 0,3%, no maior patamar em 7 anos, impulsionada por novas quedas nos preços do petróleo e pela desvalorização da moeda local (o iene) frente ao dólar e China 0,6%, impulsionada por dados positivos do setor de serviços e por uma expectativa de corte na proporção de compulsório exigida dos bancos chineses, (2) da EUROPA, com poucos negócios, Inglaterra 0,3%, França 0,4% e Alemanha 0,4%, diante das expectativas dos investidores às vésperas da reunião do conselho diretor do BC Europeu, que irá discutir um novo programa de relaxamento monetário que poderá incluir a compra de títulos soberanos e até mesmo de empresas da zona do euro e (3) dos EUA, com o S&P e o DJ fechando em novos recordes históricos, S&P 0,4%, DJ 0,2% e NASDAQ 0,4%, desta vez impulsionadas por uma série de notícias tranquilizadoras sobre a economia norte-americana, como o Livro Bege do Fed, no qual o BC norte-americano confessa-se "otimista" quanto às perspectivas de crescimento da economia do país.

 

Ontem, após o fechamento do pregão na Bovespa, o Copom, conforme já esperado por mais da metade do ''mercado'', elevou a taxa básica de juros da economia brasileira em 0,5%, de 11,25% para 11,75%, o que representa o maior patamar em 3 anos e segundo a autoridade monetária ocorre por conta de um cenário de inflação resistente.

 

Diante do aumento da aversão ao risco, segundo o BC em NOV/14, após ter sido positivo em SET/14 e em OUT/14, o fluxo cambial brasileiro encerrou o mês com saldo negativo de US$ -3,5bi, o que representa o pior resultado desde DEZ/13 e foi impactado negativamente (1) pelas operações financeiras, que responderam por um envio líquido de US$ -2,2bi, e (2) pela balança, que registrou um déficit de US$ -1,4bi.

 

-    Tentando acalmar os investidores, mesmo que para isto precise mentir, ontem o governo Dilma divulgou cálculos que indicam uma redução no risco de desabastecimento de energia no Brasil em 2015.

-    Em 2013 o mercado de crédito imobiliário cresceu 32% na comparação com 2012, porem em 2014, com a  ''bolha murchando'', este crescimento será de apenas 5% na comparação com 2013.

-    Apenas uma semana depois de Joaquim Levy, novo ministro da Fazenda, ter defendido um freio nos repasses de recursos federais ao BNDES, o governo autorizou um empréstimo de R$ 30bi do Tesouro Nacional ao referido banco de fomento.

-    Como as empresas do setor estimam que chegarão ao final do ano com um rombo de aproximadamente R$ –3bi, o Tesouro Nacional pode voltar a socorrer as distribuidoras de energia ainda em 2014.

-    Impulsionada pelo pré-sal, a produção de petróleo e gás no Brasil atingiu um recorde de 2,98mi de barris por dia, o que representa uma alta de 17,3% frente ao mesmo mês do ano passado.

 

Dando mais uma amostra do total descontrole das contas públicas tupiniquins, o déficit da previdência social de 1 milhão de servidores públicos da União e militares, que na maioria das vezes se aposenta recebendo salário integral, já é maior do que o dos 24 milhões de trabalhadores da iniciativa privada que recebem uma ninharia pelo INSS.

 

Com a decisão do BC de elevar a Selic para 11,75% ao ano, os fundos de renda fixa ganham da poupança na maioria dos cenários desenhados, considerando prazos de resgate e valores de taxas de administração distintos, porem a aplicação campeã de rentabilidade segue sendo a LCA e a LCI, que (1) são isentas de IR, (2) tem proteção do FGC e (3) rendem cerca de 30% mais que os fundos de renda fixa.


Política:
 
''Chantageado pela presidenta'' Dilma, que se livrou de responder por crime de responsabilidade, ontem, após quase 19 horas de sessão, o Congresso nacional aprovou o texto principal do projeto que viabiliza a ''maracutaia fiscal'' que permite ao governo fechar as contas deste ano.

 

Com o objetivo de fortalecer sua base aliada, Dilma convidou Cid Gomes, governador do Ceará e um dos fundadores do Pros, para assumir o ministério da Educação no ano que vem, porem ele recusou o convite, já que passar um ano em Washington, nos EUA, onde assumirá cargo em uma consultoria do BID.

 

Diante das enormes dificuldades que encontrou para aprovar sua ''maracutaia fiscal'', o governo Dilma já se vê obrigado a acelerar e ceder mais nas negociações com os partidos governistas para pacificar a base aliada e preparar o terreno para votação de propostas econômicas, como mudanças na Previdência e aumento de impostos, podem ter de passar pelo crivo do Legislativo.

 

Após uma gestão marcada por grandes empréstimos para grandes empresas, com destaque para a JBS que em cerca de 10 anos deixou de ser um simples abatedouro para se tornar a maior empresa de carnes do mundo, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, enfrenta rumores de sua saída do cargo, que ocupa ''confortavelmente'' desde 2007.


Crítica:
 
Feita de lítio, uma nova bateria promete resolver duas das maiores queixas quanto aos carros elétricos, que são os preços altos e a baixa autonomia, o que segundo os especialistas pode ser o desenvolvimento que virará o jogo no mercado mundial de automóveis.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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