R.B. 18/DEZ/14 "Nada contra o Natal"


R.B.

"Nada contra o Natal"

 

São Paulo, 18 de dezembro de 2014 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, mesmo após fechar o pregão anterior registrando a maior valorização diária desde 21/NOV/14, acompanhando a melhora do "humor" nas principais bolsas mundiais e a recuperação dos preços das commodities e (2) o DÓLAR pode seguir em queda, influenciado pela esperada valorização da Bovespa, pela boa aceitação dos primeiros discursos de Levy, o novo ministro da Fazenda, e pelos leilões de venda do BC.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 3,6%, em um movimento de "caça de barganhas" após 3 quedas consecutivas, beneficiada por declarações sensatas de Levy, o novo ministro da Fazenda, e impulsionada pela redução da aversão ao risco no exterior e pelo bom desempenho das ações do setor siderúrgico, como CSN (11,7%) e Usiminas (8,1%) e (2) o DÓLAR caiu –1,3% à R$ 2,70, revertendo uma abertura negativa, quando chegou a avançar 0,5%, acompanhando o fortalecimento da moeda russa, após o rublo ter despencado nos últimos dias, e também influenciado pela redução das "apostas" de elevação dos juros nos EUA.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 0,4% e China 1,3%, beneficiadas pelo anúncio de que a balança comercial japonesa apresentou um resultado melhor do que o esperado em NOV/14, (2) da EUROPA, em um pregão marcado pela volatilidade, Inglaterra 0,1%, França 0,4% e Alemanha –0,2%, sem uma tendência única diante das expectativas sobre a eleição presidencial na Grécia e sobre a decisão de política monetária do Fed ("BC" dos EUA) e (3) dos EUA, recuperando as perdas da abertura, com destaques de alta para as ações do setor de energia, S&P 2,0%, DJ 1,7% e NASDAQ 2,1%, impulsionadas pela decisão do Fed ("BC" local) de manter inalterada a taxa de juros do país, ressaltando que tem uma avaliação otimista da economia e que adotará uma abordagem paciente para aumentar os juros.

 

Mostrando sensatez, ao que aliás faltava muito em seu antecessor, Joaquim Levy, novo ministro da fazenda, deu ontem uma entrevista reafirmando seu comprometimento com (1) uma política econômica mais firme, (1) o rigor nas questões fiscais e (3) o equilíbrio das contas públicas, (4) um ajuste de impostos e (5) o aumento da nossa taxa de poupança e investimento.

 

Diante da piora do cenário econômico internacional, que se reflete numa valorização maior do dólar, e do compromisso da nova equipe econômica de Dilma de levar a inflação para o centro da meta (4,5%), o BC brasileiro deve abandonar o termo "parcimônia" das atas da reunião do Copom, numa indicação de que os juros podem voltar a subir 0,50%, mesma dose administrada na reunião do início deste mês, quando a taxa Selic subiu para 11,75%.

 

Dando novos sinais negativos da economia brasileira, (1) no varejo paulistano, as vendas cresceram apenas 2% em média no ano até o dia 16/DEZ/14 em relação a igual intervalo de 2013 e (2) os contratos de aluguel residencial assinados em NOV/14 na cidade de SP foram reajustados em 2,5% na comparação com NOV/13, o que ficou bem abaixo da inflação medida pelo IGP-M (3,7%) para o período.

 

Beneficiando apenas o Tesouro Nacional e os grandes bancos brasileiros, ontem a CVM editou uma nova regra que cria um novo fundo, destinado para pequenos investidores de varejo, que terá um perfil de "risco muito baixo" e que só poderá aplicar recursos em títulos públicos da União ou papéis de bancos com risco igual ou menor que o do Tesouro Nacional, o que obviamente é uma condição restrita às grandes instituições financeiras do país.

 

-    A CSN subiu 11,7% e a Usiminas avançou 8,1%, influenciadas positivamente (1) pela disputa entre a Nippon Steel e a Ternium pelo controle da Usiminas, (2) pelo cenário de desvalorização do real, que facilita as exportações, e (3) pelo rumores sobre eventual fim de descontos da China nos impostos de exportação de alguns produtos siderúrgicos contendo boro.


Política:
 
Logo após aprovarem um aumento de mais de 15% em seus salários, ontem os "nobres" parlamentares do Brasil aprovaram a correção da tabela de Imposto de Renda da Pessoa Física em 6,5%, o que contrariou a vontade do governo que queria um reajuste menor ainda (4,5%).
 
Com o objetivo de dificultar as coisas para a presidenta, algo que é legitimo à oposição, ontem PSDB, PPS, DEM e PSB entraram com uma denúncia no Tribunal de Contas da União contra Dilma e mais 4 integrantes do seu governo por descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
 
Comando por um ministro que já foi advogado do PT e que não teve a competência de passar em nenhum concurso publico para juiz, ontem o Tribunal Superior Eleitoral acatou um recurso da defesa de Maluf, que agora, mesmo sendo procurado internacionalmente por corrupção, pode ser novamente diplomado como deputado Federal para um novo mandato a partir do ano que vem.
 
-    Humilhado pelo partido que ajudou a criar e a chegar ao poder, Suplicy, depois de 24 anos no Senado, fez ontem seu discurso de despedida do Congresso com um pedido para que o PT faça uma reflexão sobre seus "erros" nos últimos anos.
 
Apontando mais um ralo do dinheiro publico, as principais estatais federais, como Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Correios e BNDES, direcionaram, de 2004 a 2012, R$ 1,3mi para veiculação de propaganda em jornais do interior de SP que na prática não existem.
Crítica:

 

Mostrando mais uma vez a total falta de comprometimento do trabalhador brasileiro com seu futuro, segundo um estudo divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho, de cada 100 trabalhadores, 55 não chegaram a completar nem 1 ano com o mesmo empregador em 2013.

 

"Nada contra o Natal", linda data que representa o nascimento do cara mais iluminado que pisou na terra até hoje, mas tudo contra o Estado, que é laico e também é bancado pelos impostos que pagamos, gastar fortunas com luzinhas e enfeites para incentivar o consumismo desnecessário e caro, o que nos faz remeter à passagem da bíblica na qual "J.C." quebrou tudo no templo, falando que a casa do Pai dele era lugar sagrado e deveria estar limpo de comércio, exatamente o oposto do que fazemos hoje com o dia mais sagrado do cristianismo.

 

Dando um histórico passo em direção da paz e decretando oficialmente, e finalmente, o fim da guerra fria, ontem, depois de mais de 50 anos de ruptura, os EUA, por uma iniciativa de Obama, e Cuba, por necessidade humanitária, iniciam a retomada de suas relações diplomáticas.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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