R.B. 12/DEZ/14 ''Extremamente rígida''


R.B.

"Extremamente rígida"

 

São Paulo, 12 de dezembro de 2014 (SEXTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, para reduzir as perdas acumuladas no mês (-8,9%) e ano ano (-3,2%), diante da redução das posições vendidas antes da divulgação do balanço não auditado da Petrobrás, que ocorrerá após o fechamento do pregão, e antes do vencimento de opções, que ocorrerá na próxima segunda-feira e (2) o DÓLAR pode cair, devolvendo boa parte da valorização registrada no pregão anterior, influenciado pelo anúncio de que o BC vai oferecer hoje US$ 2bi no seu leilão de venda, o que é o dobro do ofertado nas duas operações anteriores realizadas neste mês.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,6%, interrompendo um série de 3 quedas consecutivas e tentando iniciar uma recuperação após fechar a sessão anterior no menor nível desde 26/MAR/14, acompanhando a melhora do ''humor'' nas bolsas dos EUA e impulsionada principalmente pela alta das ações dos bancos, como Bradesco (2,4%) e Banco do Brasil (4,3%) e (2) o DÓLAR subiu 1,5% à R$ 2,65, para fechar o dia no maior nível desde ABR/05, impulsionado por uma série de fatores, como (1) o avanço da moeda norte-americana no exterior, (2) a pressão sobre os preços do petróleo e (3) a divulgação da ata do Copom.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão –0,9%, em baixa pelo terceiro dia consecutivo, ainda com destaques de queda para as ações das exportadoras e China –0,9%, pressionada pelas ações das estatais do setor de energia, como Kunlun Energy (-3,5%) e a Cnooc (-1,5%), (2) da EUROPA, sem uma tendência única, Inglaterra –0,5%, França –0,1% e Alemanha 0,6%, divididas entre as preocupações quanto ao desempenho econômico da zona do euro e os dados positivos do varejo e do mercado de trabalho nos EUA e (3) dos EUA, revertendo uma abertura negativa, S&P 0,4%, DJ 0,4% e NASDAQ 0,5%, diante da análise de que a baixa do petróleo pode estimular o consumo no país.

 

Segundo as indicações da ata da sua reunião da semana passada, quando o Copom elevou a taxa básica de juros de 11,25% para 11,75%, o BC deve voltar a elevar a Selic na sua próxima reunião, mas usará esse instrumento de combate à inflação com moderação e contando com a ajuda da contenção dos gastos públicos prometida pela nova equipe econômica.

 

Segundo Tombini, presidente do BC, a autoridade monetária brasileira fará "o que for necessário" para viabilizar um cenário de inflação mais benigno no período de 2015 e 2016, visando que ela retorne o mais rápido possível para a trajetória de convergência para o centro da meta de 4,5%.

 

Apesar de detestar tomar decisões, algo que aliás é inerente ao cargo que exerce, a presidenta Dilma já recebeu de sua equipe econômica as medidas legais do pacote fiscal destinado a reequilibrar as contas públicas em 2015, que podem gerar um ajuste próximo de 1% do PIB, o que representa cerca de R$ 50bi, e que inclui aumento de receitas e corte de despesas.

 

Aprontando mais uma de suas ''maracutaias'', o governo Dilma inflou os números do mais novo balanço do PAC 2, já que considerou como concluídas obras nem sequer iniciadas.

 

Dando 2 novos sinais negativos da economia brasileira, (1)  Volkswagen antecipou em 2 dias a parada de produção de fim de ano em sua fábrica em São Bernardo do Campo e (2) em OUT/14 as vendas de imóveis residenciais novos em SP despencaram –55,4% na comparação com OUT/13.

 

Por conta do seu declínio, principalmente no setor industrial, a cidade de SP, maior centro econômico e financeiro da América Latina, que perdeu espaço na produção de bens e serviços do país, já que sua participação na economia brasileira caiu de 11,6% em 2011 para 11,4% em 2012.

 

Indicando para o ''mercado'' que o melhor investimento que pode fazer é em si mesma, ontem a BM&FBovespa aprovou, em uma reunião do seu conselho de administração, a renovação de programa de recompra de até 60 milhões de suas ações, o que corresponde a até 3,3% das ações da companhia em circulação e terá validade de 1 ano.

 

-    A Petrobrás caiu –0,7% e hoje, após o pregão e na véspera do vencimento de opções, a empresa deve divulgar, com 28 dias de atraso, suas demonstrações financeiras do terceiro trimestre, porem sem o aval dos auditores independentes.


Política:

 

(1) A Petrobrás está envolvida no maior escândalo de corrupção da história do Brasil, quiçá um dos maiores do mundo, (2) as empresas do setor elétrico estão sob riscos de rombos enormes, (3) obras importantes, de geração à transmissão de eletricidade, atrasaram de modo vexaminoso e amadorístico e (4) o setor de etanol está endividado e quebrando aos poucos, porem mesmo assim a presidenta Dilma deve entregar novamente o Ministério de Minas e Energia para algum politico do PMDB.

 

Se fartando nas ''doces tetas do BNDES'', a empresária Luiza Trajano, dona da varejista Magazine Luiza, juntou um grupo de 79 empresárias e executivas brasileiras para uma ''boca livre'' na noite de ontem com a presidenta Dilma no Palácio da Alvorada.

 

Ligado aos peemedebistas, já que seu ultimo emprego foi como secretário da Fazenda do RJ no segundo governo de Sérgio Cabral, o economista carioca Renato Villela será o novo secretário da Fazenda de Alckmin, o governador tucano de SP.

 

Acusado de receber recursos e presentes de um dos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras, o deputado Luiz Argôlo, do SD da BA, deve escapar da cassação, já que o Congresso, na prática, entra em recesso na próxima semana.

 

Fazendo e apresentando propostas enquanto Aécio segue batendo forte no governo Dilma, ontem Marina Silva, ao lado dos principais nomes de seu grupo político, lançou uma plataforma com sugestões de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável do país, como a diversificação da matriz energética, a reforma política e a educação em tempo integral.


Crítica:

 

Segundo um estudo encomendado pela Mauricio de Sousa Produções, que tem grande interesse comercial no assunto, o cumprimento da ''extremamente rígida'' resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que veda toda publicidade e comunicação comercial dirigida a crianças, poderá gerar uma perda de pelo menos R$ -33,3bi por ano para a economia.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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