R.B. 6/NOV/14 "Premia a incompetência"


R.B.

"Premia a incompetência"

 

São Paulo, 6 de novembro de 2014 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em queda, ampliando as perdas acumuladas no mês (-1,7%), diante da crescente incompetência do governo Dilma, que é incapaz de tomar decisões necessárias, como a escolha do novo ministro da Fazenda e o reajuste dos combustíveis e (2) o DÓLAR pode seguir em alta, para fechar em território positivo pelo quinto pregão consecutivo, influenciado pelos mesmos motivos que devem derrubar a Bovespa e também acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –1,3%, com baixo volume de negócios (R$ 5,8bi) e na contramão da trajetória das bolsas de NY, diante da expectativa frustrada sobre um anúncio de reajuste dos combustíveis, que derrubou as ações da Petrobrás (-2,7%), e do balanço considerado ruim do Banco do Brasil, cujas ações despencaram –7,9% e (2) o DÓLAR subiu 0,2% à R$ 2,51, acompanhando a piora do ''humor'' na Bovespa e a trajetória internacional da moeda norte-americana, que foi influenciada pela divulgação de dados positivos da economia dos EUA.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão 0,4%, em alta pela quinta sessão consecutiva, nas quais acumulou ganhos de 10,0%, desta vez com destaques positivos para as exportadoras, como Honda (2,4%) e Fuji Heavy Industries (3,0%), diante da valorização do dólar frente a moeda local e China –0,5%, realizando lucros após 7 pregões consecutivos de alta, diante da da divulgação de dados apontando desaceleração do setor de serviços do país, (2) da EUROPA, recuperando as perdas do pregão anterior, Inglaterra 1,3%, França 1,9% e Alemanha 1,6%, diante da expectativa pela decisão de política monetária do BC Europeu, que pode anunciar novas medidas para impulsionar a economia e (3) dos EUA, com o S&P superando o maior patamar da história pela 36ª vez neste ano de 2014, S&P 0,6%, DJ 0,6% e NASDAQ 0,1%, beneficiadas pela valorização do petróleo, impulsionadas pelo resultado das eleições parlamentares, que deu ampla maioria para a oposição republicana (historicamente é mais favorável ao mercado financeiro) e animadas com o anuncio de dados positivos no mercado de trabalho do país.

 

Ampliando a tensão e a insegurança no mercado financeiro brasileiro, algo que ela está acostumada a fazer (quiçá até de forma sádica), ontem a presidenta Dilma ''avisou'' que somente indicará o novo ministro da Fazenda após voltar da Austrália, onde participa da Cúpula do G20, nos dias 15 e 16/NOV/14.

 

Coberta de razão, Lisa Schineller, diretora da agência de classificação de risco Standard & Poor's, alertou que, após ser reeleita, a presidenta Dilma precisa urgentemente implementar reformas para retomar o crescimento econômico e a confiança dos investidores em um cenário de menor governabilidade, ressaltando que os elementos-chave são melhorar a trajetória fiscal e o controle da inflação, que continua acima do teto da meta, sem deixar de atender às necessidades sociais.

 

Apesar do governo Federal colocar a culpa nos governos estaduais, diante do cenário de seca e de baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, especialistas afirmam que são necessárias ações imediatas para reduzir o consumo de energia a fim de evitar medidas mais drásticas em 2015, como racionamento ou cortes seletivos no fornecimento.

 

No dia 27/OUT/14, que foi a segunda-feira logo após a reeleição de Dilma, entraram no Brasil US$ 3,7bi pela conta financeira, já que, diante da perspectiva de juros mais altos no país, os investidores estrangeiros viram uma "oportunidade" aplicar em juros brasileiros, que aliás são os maiores do mundo.

 

Mesmo após Luiz Fernando Furlan, membro do Conselho de Administração da BRF e ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio do governo Lula, afirmar, em um ataque direto à Dilma, que atualmente o setor público "premia a incompetência", a grande maioria dos empresários reunidos ontem em Brasília para o Encontro Nacional da Indústria concordaram que a demanda mais recorrente é que a presidenta "reate" com o setor produtivo.


Política:
 
Com ataques e críticas diretas ao PT e à presidenta Dilma, o tucano Aécio, que após ser derrotado na disputa pela presidência do Brasil quer se tornar o líder da oposição, fez ontem seu primeiro discurso no Senado depois das eleições e condicionou seu diálogo com o governo federal às investigações das denúncias de corrupção na Petrobras.

 

Mostrando que ainda não desceu do palanque, ontem, durante um evento do PSD no qual recebeu apoio formal do partido ao seu governo, a presidenta Dilma afirmou, em um ataque direto a oposição, que qualquer "ressentimento por parte de quem perdeu" mostra incompreensão do "processo democrático".

 

Para agradar suas bases eleitorais, ontem o Senado aprovou, por unanimidade, um projeto de lei que altera o índice que corrige as dívidas de Estados e municípios com a União, que agora segue para sanção presidencial.

 

Legislando em causa própria, os parlamentares da CPI mista da Petrobras fizeram um acordo para blindar os políticos citados durante as investigações do esquema de desvios e pagamentos de propina com recursos da estatal, com isto o PT conseguiu barrar convocações consideradas incômodas, como a da senadora paranaense Gleisi Hoffmann, a do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e a do tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.


Crítica:
 
Em ritmo acelerado de esvaziamento, a reserva de água do sistema Guarapiranga, que abastece mais de 4 milhões de pessoas em SP, será explorada ainda mais nos próximos meses, para ajudar a população que recebe água do Cantareira, que está com níveis ainda mais críticos.

PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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