R.B. 2/OUT/14 "Reduzido a quase pó"


R.B.

"Reduzido a quase pó"

 

São Paulo, 2 de outubro de 2014 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em queda, influenciada pelos mesmos motivos que já causaram a baixa de -7,6% nos 3 primeiros pregões da semana, porem deve-se ressaltar que o patamar é bastante interessante para compras de quem "aposta" que vai ter segundo turno nas eleições presidenciais brasileiras e (2) o DÓLAR pode seguir em alta, com "boas chances" de atingir os R$ 2,50 até amanhã, seguindo a piora do "humor" na Bovespa e mesmo diante dos leilões de venda do BC.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –2,3%, para fechar o dia no menor patamar desde 5/JUN/14 (aos 52.858pts), acompanhando as perdas das principais bolsas mundiais e novamente com destaque negativo para as ações das estatais, como Petrobrás (-5,5%) e Eletrobrás (3,1%), diante dos temores de que a presidenta Dilma se reeleja no primeiro turno e (2) o DÓLAR subiu 1,4% à R$ 2,48, para fechar o dia no maior patamar desde 8/DEZ/08, seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana e prejudicada pela deterioração dos fundamentos brasileiros, com forte piora das contas publicas e péssimo desempenho da economia.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão –0,6% e China –1,2%, se ajustando as perdas das bolsas de NY no dia anterior, prejudicadas pelo aumento dos protestos em Hong Kong e também afetadas negativamente pelo resultado ruim das vendas do varejo chinês, (2) da EUROPA, Inglaterra –1,0%, França –1,2% e Alemanha –1,0%, pressionadas pela divulgação de uma nova série de dados econômicos fracos na zona do euro, como o índice dos gerentes de compras que caiu de 50,7pts em AGO/14 para 50,3pts em SET/14, apresentando assim o pior resultado em 14 meses e (3) dos EUA, S&P –1,3%, DJ –1,4% e NASDAQ –1,6%, com destaques de queda para as ações das empresas do setor aéreo, como , American Airlines (-3,1%), Delta Air Lines (-3,5%) e United Continental (-2,8%), diante de preocupações com a disseminação do vírus ebola após a divulgação do primeiro caso em solo norte-americano.

 

Diante da certeza da reação negativa do mercado caso seja reeleita, a presidenta Dilma, que sabe que apesar do discurso será inevitável buscar uma convivência mais próxima e amigável com o setor privado para reconquistar sua confiança e destravar investimentos, planeja substituir o desgastado Mantega no ministério da Fazenda por um nome com "excelente relação" e "livre trânsito" com o empresariado e que também sinalize o fim da era intervencionista do governo.

 

Mostrando a enorme irresponsabilidade e a falta de capacidade técnica da atual equipe econômica do governo Dilma, ontem, no mesmo dia que Paulo Rogério Caffarelli, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, afirmou que o governo não vai fazer "loucuras" para cumprir meta fiscal de superávit primário de 1,9% do PIB, a agencia de classificação de risco S&P "avisou" que o candidato que vencer as eleições presidenciais brasileiras precisará implementar mudanças fiscais para aumentar o superávit primário e assim evitar uma piora na avaliação brasileira em 2015.

 

Acabando com uma "pendenga" que durava desde 2002, ontem os governos brasileiro e norte-americano assinaram um acordo para encerrar a disputa comercial na Organização Mundial do Comércio que se referia a subsídios que os produtores dos EUA de algodão recebiam.

 

Diante do entusiasmo, já "reduzido a quase pó", com a possibilidade de Dilma perder as eleições presidenciais, (1) do dia 1 até o dia 26/SET/14 a entrada de dólares no Brasil superou a saída em US$ 3,5bi, com destaque para o canal financeiro, por onde entraram no país US$ 2,6bi a mais do que saíram e (2) em SET/14 o volume financeiro médio diário negociado na Bovespa ficou em R$ 8,4bi, o que representa uma alta de 12,5% frente a AGO/14 e de 17% na comparação com SET/13.

 

-    Diante das promoções e da base fraca de comparação, em SET/14 os emplacamentos de veículos subiram 8,08% na comparação com o mês anterior, indicando que o setor automobilístico pode ensaiar uma recuperação.

-    Mesmo com a alta do dólar, como fruto da queda nas exportações e do aumento das compras de combustíveis no exterior, a balança comercial brasileira já acumulava um saldo negativo de US$ –690mi nos 9 primeiros meses deste ano.


Política:

 

Apesar de Marina seguir na liderança com 31% das intenções de voto em uma pesquisa feita apenas com os eleitores de SP, Aécio teve forte reação no maior colégio eleitoral do Brasil e já empatou com Dilma, já que atualmente ambos tem 26% dos votos dos paulistas para presidente.

 

Tentando convencer seus eleitores de que já está no segundo turno, algo que obviamente só será confirmado após o final das eleições, ontem Marina Silva afirmou que vai liderar pessoalmente a aproximação com o PSDB no segundo turno das eleições ao Palácio do Planalto.

 

Acreditando que tem mais estrutura partidária e que seu número é mais conhecido pelos eleitores, a cúpula do PSDB já dá como certa a ida de Aécio para o segundo turno e ainda apontam que a diferença para Marina será de 3%.

 

Provavelmente acabando de forma melancólica uma carreira política que teve seus momentos de glória, o senador peemedebista Pedro Simon, que substituiu Beto Albuquerque na disputa pelo senado após a morte do presidenciável Eduardo Campos, deve ficar em terceiro lugar, atrás do petista Olívio Dutra e de Lasier Martins do PDT, na disputa pelo Senado no Rio Grande do Sul.


Crítica:

 

Mostrando mais uma vez que no Brasil o crime compensa, após "puxar uma cana" de menos de 1 ano, Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT que foi condenado a quase 7 anos de prisão no processo do mensalão, já recebeu oficialmente o direito a prisão domiciliar e passará a cumprir o restante de sua pena em casa.

 

Pagando, pela quarta vez desde 2008, para se livrar de acusações, ontem Almir Barbassa, diretor financeiro da Petrobras, propôs à Comissão de Valores Mobiliários pagar R$ 500 mil para encerrar processo administrativo por suposta falha na divulgação ao mercado de um mecanismo para reajustar os combustíveis.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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