R.B. 30/SET/14 ''É importante lembrar''


R.B.

"É importante lembrar"

 

São Paulo, 30 de setembro de 2014 (TERÇA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, recuperando parte das perdas exageradas do pregão anterior, influenciada positivamente pela melhora do ''humor'' nas principais bolsas mundiais e também pela avaliação de que ainda são remotas as chances de Dilma ganhar as eleições presidenciais no primeiro turno e (2) o DÓLAR pode cair, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana, seguindo a esperada melhora do ''humor'' na Bovespa e influenciado pelos leilões de venda do BC.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -4,5%, para fechar o dia no menor patamar desde 10/JUL/14 (aos 54.625pts) e também registrando a maior baixa percentual diária desde 22/SET/11, influenciada exclusivamente reação da presidenta Dilma nas pesquisas de intenção de voto e (2) o DÓLAR subiu 1,0% à R$ 2,45, para fechar o dia no maior patamar desde 9/DEZ/08, mesmo diante dos leilões de venda do BC, impulsionado pelos ''temores'' de que os estrangeiros sairão do país se a reeleição se confirmar.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, beneficiadas por aspectos locais, mesmo diante da intensificação dos protestos pró-democracia em Hong Kong, Japão 0,5% e China 0,4%, com as exportadoras japonesas beneficiadas pela valorização do dólar frente a moeda loca (o iene) e as ações chinesas impulsionadas pela perspectiva de aumento na liquidez no pais, diante do anuncio dos detalhes de um programa para interligar os mercados de Xangai e Hong Kong, (2) da EUROPA, Inglaterra –0,1%, França –0,8% e Alemanha –0,7%, prejudicadas pela divulgação de indicadores fracos da zona do euro, e em um movimento de cautela antes da reunião de política monetária do BC Europeu e (3) dos EUA, S&P –0,2%, DJ –0,2% e NASDAQ –0,1%, pressionadas por novas preocupações sobre a economia global e pelos protestos em Hong Kong.

 

Contrariando as ordens da presidenta Dilma, Carlos Hamilton, diretor de Política Econômica do BC, afirmou ontem, durante exposição do relatório trimestral de inflação, que é a favor da autonomia do BC, ressaltando que isto traz ganhos para economias dos países que o adotam.

 

Segundo Gustavo Franco e Gustavo Loyola, dois ex-presidente do BC durante o governo de FHC, (1) a autonomia do BC prevista em lei e com mandatos fixos para seus dirigente é compatível com regimes democráticos e institucionalmente mais desenvolvidos e (2) o presidente do Brasil não é dono do BC como não é dono da PF e da Petrobras.

 

Mais otimista, ou quiçá totalmente alienado, que a grande maioria do ''mercado'', o BC brasileiro projeta que, (1) como a economia tupiniquim está em ritmo lento, a inflação recuará para 5,8% ao ano no primeiro ano do próximo governo, mas mesmo assim permanecerá acima da meta oficial (4,5%) e (2) o PIB brasileiro crescerá 0,7% este ano, patamar bem superior que as apostas do mercado (0,29%).

 

Cada dia mais pessimista, o ''mercado'', (1) diante da alta do dólar, elevou de 6,30% para 6,31% suas projeções para o IPCA deste ano e (2) reduziu, pela 18ª semana seguida, suas ''apostas'' para o PIB de 2014, desta vez de apenas 0,30% para míseros 0,29%.

 

Para continuar a financiar suas ''empresas amigas'', como a JBS, com ''taxas camaradas'', ontem o governo Dilma anunciou que mais uma vez manteve a Taxa de Juros de Longo Prazo, que é uma referencia para os empréstimos do BNDES, em 5% ao ano.

 

-    Abaixo do esperado (0,33%), o IGP-M subiu 0,20% em SET/14, contra queda de 0,27% em AGO/14, e com isto acumula uma alta de 3,54% nos últimos 12 meses.

 

-    A Petrobras caiu 11,2% e o Banco do Brasil recuou -8,5%, diante dos ''temores'' de que Dilma se reeleja e siga fazendo uma gestão temerária, política e intervencionista nas referidas estatais.


Política:

 

Mostrando que a equipe de marketing da atual presidenta do país acertou ao bater forte na candidata do PSB, segundo a última pesquisa divulgada Dilma 40,4% das intenções de voto no primeiro turno, contra 25,2% de Marina Silva e 19,8% de Aécio Neves, já no segundo turno a candidata à reeleição ficou com 47,7%, contra 38,7% da ex-ministra do meio-ambiente.

 

Dois fatores devem influenciar a reta final da campanha eleitoral, o primeiro é o elevado número de eleitores de baixa renda que historicamente deixam de votar, o que prejudicará o resultado final de Dilma, e o segundo é a forte alta do índice de rejeição de Marina, que começou a campanha com 18% e agora já supera os 42%.

 

Apesar de criticar Marina Silva ressaltando que ela escreveu seu programa de governo à lápis, Aécio, candidato tucano à presidência, confirmou ontem que não vai vai apresentar um documento formal com seu programa de governo, ressaltando que decidiu publicar nas redes sociais os quatro principais eixos da peça, que serão debatidos ao longo da semana no Facebook com os coordenadores de cada área.

 

''É importante lembrar'' para aqueles que, por fidelidade ideológica, no primeiro turno votarão em Aécio que (1) é muito mais fácil para Dilma derrotar o tucano no segundo turno, (2) cerca de 80% dos eleitores do PSDB vota no PSB no segundo turno, porém o contrário não ocorrerá e (3) insofismavelmente Aécio apoia Marina se ele não for para o segundo turno, e Marina vai precisar dele para governar, mas ninguém pode garantir que Marina apoia Aécio em um segundo turno sem ela.

 

Preocupado muito mais em se reeleger do que com o futuro da maior cidade do Brasil, ontem Alckmin, governador de SP, 'garantiu'' que não haverá racionamento de água no ano que vem, mesmo que volte a chover menos do que a média histórica.


Crítica:
 
Com a ''cara de pau'' de quem é o primeiro ministro da história do Brasil que ficará no cargo por 6 meses mesmo estando demissionário, ontem Mantega ''garantiu'' que a Bovespa caiu ontem acompanhando as perdas das demais bolsas mundiais e não por conta do crescimento de Dilma nas pesquisas de intenção de voto.

 

Sem educação financeira e com uma enorme necessidade de se sentir aceito e notado, segundo um estudo do Serasa, que traça um perfil detalhado de 11 segmentos que compõem a sociedade do país, o chamado de "jovens da periferia", que é um grupo formado por 16,8% dos brasileiros na sua maioria entre 21 e 35 anos, respondem por 1/5 de todo o crédito ofertado pelo sistema financeiro.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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