R.B. 26/SET/14 "Entrando na briga"


R.B.

"Entrando na briga"

 

São Paulo, 26 de setembro de 2014 (SEXTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, tentando uma recuperação após a forte queda do pregão anterior, acompanhando a melhora do "humor" nas principais bolsas mundiais e beneficiada pelo crescente aumento das criticas ao governo Dilma e (2) o DÓLAR pode cair, seguindo o recuo internacional da moeda norte-americana, influenciado pelos leilões de venda do BC e em um "ajuste técnico" após fechar o pregão anterior no maior patamar desde 12/FEV/14.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu –1,5%, para fechar o dia no menor patamar desde AGO/14 (aos 55.962pts), acompanhando as perdas das demais bolsas mundiais e pressionada por recuos nas ações da Vale (-1,9%), da Petrobras (-1,9%) e do Banco do Brasil (-3,6%) e (2) o DÓLAR subiu 1,9% à R$ 2,43, seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana, diante da divulgação de dados positivos do mercado de trabalho dos EUA, mesmo diante do aumento do volume dos leilões de venda do BC.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, acompanhando o bom desempenho das demais bolsas mundiais no dia anterior, Japão 1,3% e China 0,1%, com as exportadoras beneficiadas pelos sinais de melhora da economia dos EUA e pela desvalorização das moedas locais frente ao dólar, (2) da EUROPA, Inglaterra –0,9%, França –1,3% e Alemanha –1,6%, prejudicadas pelo anuncio do BC da Inglaterra de que está próximo de aumentar as taxas de juros e pela divulgação de dados negativos de vendas do varejo na Itália e (3) dos EUA, com o S&P registrando a maior baixa diária desde JUL/14 e fechando abaixo da média dos últimos 50 pregões, S&P –1,6%, DJ –1,5% e NASDAQ –1,9%, pressionadas principalmente pelas ações da Apple (-3,8%), depois de a companhia ter retirado do ar a atualização de seu sistema operacional, que teve diversas falhas apontadas por usuários.

 

Repetindo práticas pouco ortodoxas que, nos últimos anos, desembocaram em manobras de última hora para fechar as contas do Tesouro Nacional, na elaboração do Orçamento de 2015 o governo Dilma prevê uma inexplicável queda de quase R$ –9bi nas despesas com o abono salarial, que é um programa social cujos gastos têm crescido ano a ano, e tem um otimismo obstinado nas estimativas para a receita futura, mesmo sendo sistematicamente desmentido pelos resultados.

 

Desesperado para conseguir novas fontes de receita, em uma tentativa de conter a sonegação de impostos na contratação de mão de obra, o governo proibiu expressamente que pessoas jurídicas inscritas no Supersimples tenham vínculo de emprego com a empresa contratante.

 

Prejudicando seriamente o desenvolvimento sustentável da economia brasileira, o Ministério Público Federal quer barrar a construção de usinas hidrelétricas no Centro-Oeste e no Norte do Brasil para supostamente defender meia dúzia de comunidades "indígenas" que habitam a região.

 

Apesar de contar com a ajuda do governo, para quem dá doações para campanhas, e das mídias, para quem paga as propagandas, o  setor imobiliário tem apenas em SP um estoque de 21.145 imóveis lançados no primeiro semestre que ainda estão encalhados para venda, o que é o maior nível de estoque em 10 anos, e o principal motivo são os preços ainda astronômicos.

 

Mesmo diante das inúmeras ajudas do governo, que usando os bancos públicos corta impostos e estimula o crédito para o setor, com a queda nas vendas e nas exportações de automóveis, as montadoras instaladas no Brasil, como a da Volkswagen e a da Renault, anunciaram que irão interromper temporariamente suas linhas de montagem em São José dos Pinhais, ressaltando em ambos os casos que o motivo é o ajuste do estoque em relação à demanda do mercado.

 

-    O Banco do Brasil caiu –3,6%, diante da decisão do governo Dilma de fazer mais uma "maracutaia" nas contas publicas ao decidir utilizar R$ 3,5bi do Fundo Soberano para tentar cumprir a meta do superávit primário este ano.


Política:
 
Mostrando como são unidos os atuais "companheiros" da presidenta Dilma, depois do vice-presidente Michel Temes, foi a vez de Renan Calheiros, o presidente do Senado, de acusar a Polícia Federal de agir de forma "intimidatória" contra Edison Lobão Filho, o candidato do PMDB ao governo do Maranhão.

 

Ainda acreditando em um milagre que poderia leva-lo para o segundo turno, Aécio, que ontem passou por uma maratona pela região Sul do país, afirmou que é "incrível" a candidata Dilma se manter na liderança das pesquisas mesmo com as inúmeras suspeitas de corrupção e com o péssimo desempenho de seu governo em todas as áreas.

 

"Entrando na briga", Renata Campos, que é a viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, gravou um depoimento de apoio à candidatura de Marina Silva ao Palácio do Planalto para ser divulgado nas redes sociais na reta final da campanha.

 

Como não aceita criticas, o que é muito comum entre os ditadores, a presidenta Dilma pediu ao Tribunal Superior Eleitoral direito de resposta contra uma reportagem publicada no jornal "O Estado de S. Paulo" que relata que os Correios enviaram, "em caráter excepcional", panfletos de campanha da petista sem o registro de controle.

 

Lutando para evitar o nepotismo, os conselheiros da OAB-Rio pediram ontem a impugnação da candidatura da advogada Marianna Fux, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux, para a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio.


Crítica:

 

Se aproximando, à passos largos, do regime comunista cubano, porem sem o dinheiro que nos "bons tempos" a Rússia dava para Fidel, ontem o governo argentino determinou que as companhias aéreas terão que passar 32 dados de seus passageiros de voos internacionais ao fisco e aos agentes de segurança do país.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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