R.B. 1/AGO/14 ''Se arriscando a perder milhares de clientes''


R.B.

"Se arriscando a perder milhares de clientes"

 

El Colorado, 1 de agosto de 2014 (SEXTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, tentando uma reação após 5 pregões seguidos de queda, ‘’apostando’’ na divulgação de mais uma pesquisa mostrando queda nas intenções de voto da presidenta Dilma e (2) o DÓLAR pode cair, devolvendo parte dos ganhos acumulados nos 3 últimos pregões, influenciado pelos leilões de venda do BC.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -1,8%, para fechar o pregão com o pior desempenho diário em 2 meses, pressionada principalmente pelo forte recuo das ações da Petrobrás (-3,8%), porem mesmo assim acumulando uma alta de 5,0% no mês de JUL/14 e (2) o DÓLAR subiu 1,2% à R$ 2,27, para fechar o dia no maior patamar desde 4/JUN/14, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana, diante do aumento da aversão internacional ao risco.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -0,3% e China -0,5%, prejudicadas pela divulgação de resultados abaixo do esperado da Samsung e da Nintendo e pelo anuncio de que a construção de novas casas no Japão recuou -9,5% em JUN/14 na comparação com JUN/13, (2) da EUROPA, Inglaterra -0,6%, França -1,5% e Alemanha -1,9%, com o índice de blue chips da zona do euro recuando à mínima em 3 meses, devido a (1) preocupações com a possibilidade de o aumento de juros nos EUA vir mais cedo que o esperado, (2) o novo calote da Argentina e (3) as tensões geopolíticas na Ucrânia e na Palestina e (3) dos EUA, registrando o pior desempenho diário desde 3/FEV/14, S&P -2,0%, DJ -1,9% e NASDAQ -2,1%, influenciadas negativamente pelos mesmos motivos que derrubaram as bolsas da Europa.

 

-    Em JUN/14 as contas do setor público foram deficitárias em R$ -2,1bi, o que representa pior resultado este mês desde o início da série histórica do BC, que teve inicio antes do começo do governo Lula, em DEZ/01.

-  Segundo analistas consultados pela BBC Brasil, o alto custo da eletricidade no Brasil e incertezas sobre o abastecimento desse insumo ameaçam tornar-se mais um freio para a economia tupiniquim.

 

Também mostrando pessimismo com o futuro da economia brasileira, a agencia de classificação de risco Moody's divulgou ontem um relatório ressaltando que ambiente macroeconômico do Brasil é ‘’desafiador’’ e continuará a representar riscos para as empresas do país até pelo menos meados de 2015, principalmente para as companhias dos setores de construção de moradias, de transporte, de logística, de açúcar, de etanol, de mineração e de aço.

 

Diante da péssima condução da economia e do ‘’’medo’’ da reeleição de Dilma, o Índice de Confiança do Comércio caiu -6,3% na média do trimestre encerrado em JUL/14 frente ao mesmo período do ano anterior, enquanto o Índice de Confiança de Serviços caiu pela sétima vez seguida, desta vez -6,3%, na mesma base de comparação.

 

Mais uma vez ‘’empurrado a sujeira para baixo do tapete’’, ontem o governo Dilma decidiu ampliar de R$ 2,2bi para R$ 2,5bi o limite de endividamento de empresas estatais estaduais do setor elétrico, que necessitam tomar crédito para dar segurança ao suprimento de energia.

 

-    A Vale subiu 0,7%, após anunciar que, mesmo diante do recuo do preço do minério de ferro, no primeiro semestre deste ano acumulou um lucro de R$ 9,1bi, o que representa um crescimento de 29% na comparação com o mesmo período de 2013 e foi alcançado graças ao aumento da sua produção, que atingiu no referido período o maior volume da história da companhia.

-    O Bradesco caiu -0,8%, mesmo após anunciar que no segundo trimestre deste ano seu lucro líquido aumentou 28,1% na comparação com igual período do ano passado, atingindo R$ 3,8bi principalmente devido a ações de caráter estrutural para aumentar sua produtividade.

-    A Ambev caiu -4,5%, mesmo após divulgar que no segundo trimestre deste ano, com ajuda da Copa, seu lucro líquido ficou em R$ 2,2bi, o que representou um alta de 15,9% na comparação anual.


Política:

 

Alem de fazer campanha no horário em que deveria estar governando o Brasil, a presidenta Dilma levou 7 de seus 39 ministros para acompanha-la em num evento de campanha na Confederação Nacional da Indústria.

 

Segundo a avaliação reservada dos empresários que participaram da sabatina da Confederação Nacional da Indústria com os 3 principais candidatos à presidente (1) Dilma foi frustrante pois se esperava uma sinalização concreta do que pode ser seu segundo mandato no Planalto e que erros corrigiria no futuro, (2) Aécio demonstrou estar mais preparado para enfrentar os temas econômicos defendidos pelo setor industrial e (3) Eduardo Campos deu respostas consideradas genéricas.

 

Tentando se afastar de ‘’uma bomba’’, ontem, por unanimidade, a Executiva Estadual do PT de SP aprovou a expulsão do deputado estadual, agora ex-petista, Luiz Moura, que é suspeito de ter ligações com a facção criminosa PCC e mesmo assim continua com o mandato, apesar de não poder disputar a reeleição.

 

Diante da péssima capacidade política de Dilma, a base de apoio do governo Federal na Câmara dos Deputados está abaixo de 50% desde o segundo ano de mandato da petista, já que, em média, a adesão dos deputados à gestão da presidenta foi de 48,24%, resultado bem inferior às taxas médias do ex-presidente Lula (55,7%) no primeiro mandato e no segundo mandato (51,2%).


Crítica:

 

Certamente causando muita polemica, ontem Navi Pillay, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, denunciou os EUA por proporcionar armamento ao Exército israelense e não fazer o suficiente para deter a ofensiva contra a Faixa de Gaza e estimular o diálogo pacifico entre as partes.

 

Mostrando mais uma vez que, retirando-se os indicados por políticos, a Petrobrás é uma empresa muito séria e com um quadro de funcionários competente e dedicado, o grupo criado pela empresa para investigar irregularidades em cinco negócios fechados pela área internacional entre 2008 e 2012 recomendou a aplicação de "medidas disciplinares" a nove subordinados do ex-diretor Jorge Zelada.

 

Piorando ainda mais a situação e certamente ‘’se arriscando a perder milhares de clientes’’, principalmente aqueles de alta renda e que não dependem dos programas assistencialistas do governo petista, ontem o Banco Santander enviou uma nova correspondência aos seus correntistas desculpando-se da ‘’análise obvia’’ de que a vitória de Dilma levaria a queda do Ibovespa e afirmando que suas análises são feitas sem qualquer viés político ou partidário, o que aliás é um enorme contrassenso.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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