R.B. 1/JUL/14 "O Galeguinho voltou"


R.B.

"O Galeguinho voltou"

 

São Paulo, 1 de julho de 2014 (TERÇA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, acompanhando o desempenho das demais bolsas mundiais e ainda influenciada pelas ''apostas'' de que Dilma cairá mais na pesquisa de intenção de votos que será divulgada esta semana e (2) o DÓLAR pode cair, retornando à sua ''trajetória'' natural após o ''ajuste técnico'' de ontem, acompanhando o movimento internacional da moeda norte-americana e com ''boas chances'' de fechar o ano próximo dos R$ 2,00 em caso de derrota de Dilma nas eleições presidenciais.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 0,1%, recuperando no final do pregão as perdas acumuladas ao longo do dia, já que na mínima recuou –0,7%, influenciada positivamente pela valorização das ações da Petrobras (0,5%) e da Vale (0,5%), para fechar o primeiro semestre do ano acumulando uma valorização de apenas 3,2% e (2) o DÓLAR subiu 0,4% à R$ 2,21, influenciado pela ausência de um leilão adicional de venda do BC e pela ''briga'' para a formação da cotação de fechamento do mês, para assim encerrar o semestre acumulando desvalorização de –6,4%.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, acompanhando o fechamento positivo das bolsas de Wall Street na última sexta-feira, Japão 0,4% e China 0,6%, também com os investidores esperando a divulgação de indicadores econômicos positivos esta semana, (2) da EUROPA, Inglaterra –0,2%, França –0,3% e Alemanha –0,1%, com os investidores analisando a sequência do ritmo mais lento do que o esperado da inflação na zona do euro e também a expectativa de um acordo bilionário do BNP Paribas com autoridades norte-americanas e (3) dos EUA, fechando o 6º trimestre consecutivo de ganhos, o que representa a série mais longa em mais de 14 anos, S&P –0,1%, DJ –0,1% e NASDAQ 0,2%, divididas entre as expectativa de uma correção técnica, após o S&P 500 registrar 22 recordes até agora no ano e as ''apostas'' de que o referido índice atinja os 2.000pts pela primeira vez antes do ano terminar.

 

Como fruto da enorme insegurança (jurídica, regulatória e técnica) que o governo Dilma causa nos investidores, a Bolsa de Valores de São Paulo, pela primeira vez em 10 anos, encerrou o primeiro semestre de 2014 sem uma única abertura de capital, porem, segundo os principais analistas do ''mercado'', caso Aécio Neves, candidato à presidente pelo PSDB, ganhe a corrida eleitoral para o Palácio do Planalto, a bolsa brasileira pode fechar o ano próxima dos 80.000pts.

 

Também influenciados pela péssima capacidade administrativa e gerencial do governo Dilma, (1) ontem, pela quinta semana , o ''mercado'' reduziu, agora de 1,16% para 1,10%, suas ''apostas'' para o crescimento do PIB brasileiro este ano e (2) em JUN/14, pelo sexto mês consecutivo, a confiança do empresário brasileiro recuou -3,9% na comparação com MAI/14.

 

Ajudando o setor ''queridinho'', ontem Mantega, ministro da Fazenda, anunciou que decidiu manter a redução do IPI que incide sobre automóveis até o fim do ano, ressaltando que as vendas foram fracas na primeira metade do ano por conta da diminuição do crédito e menos dias úteis.

 

Preparando uma verdadeira ''herança maldita'' para o próximo governo, segundo informações divulgadas pelo Tesouro Nacional, em MAI/14 a dívida pública mobiliária federal interna subiu 3,57% e atingiu R$ 2,03 trilhões, pois novamente o governo federal não conseguiu poupar recursos para o pagamento dos juros, além disto no mesmo período o estoque da dívida pública federal, incluindo também a dívida externa, subiu 3,43% no período, para R$ 2,123tri.

 

Ajudando no controle mundial da inflação, porem também acendendo uma luz amarela para os produtores agrícolas brasileiros, ontem o Departamento de Agricultura dos EUA surpreendeu o mercado ao indicar que a área dedicada à soja no país será de 34,3 milhões de hectares na safra 2014/15, o que representa uma área recorde e 11% acima da do ano passado.


Política:

 

Apesar da ''garantia'' dada por Maluf, ontem, no último dia do prazo para a composição de alianças para as eleições de OUT/14, o PP decidiu abandonar a campanha do petista Alexandre Padilha ao governo de SP e apoiar o rival Paulo Skaf, do PMDB, em uma decisão que foi tomada por "maioria absoluta" da Executiva estadual do partido.

 

-    Aliado histórico do PSDB, ontem o DEM formalizou por aclamação o apoio à candidatura do senador tucano Aécio Neves à Presidência da República.

 

Em um acordo que foi costurado por mais de 6 horas dentro do Palácio dos Bandeirantes, finalmente o PSDB de SP decidiu que seu candidato ao Senado será José Serra, que terá o apoio de 14 dos 15 partidos que já apoiam o governador Alckmin, que por sua vez tentará a reeleição.

 

Voltando atrás na sua decisão de largar definitivamente a politica, aos gritos de "o Galeguinho voltou" o ex-governador do Ceará Tasso Jereissati, do PSDB, teve a sua candidatura ao Senado oficializada ontem pelo partido e afirmou que seu principal objetivo é combater a ''ameaça fascista'' que o PT representa para o Brasil.

 

Segundo o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, Fernando Haddad, o prefeito petista de SP que segundo a última pesquisa tem apenas 17% de aprovação, não será escondido durante a campanha do também petista Alexandre Padilha ao governo do referido Estado.


Crítica:

 

Mostrando, pela enésima vez, os frutos da falta de educação financeira dos brasileiros, apesar de a taxa de administração de fundos de investimento ter diminuído nos últimos anos, a indústria ainda traz contradições, já que a média da taxa em fundo DI é de 0,74% ao ano, mas para pequenos aplicadores, que investem em fundos com aplicação inicial de até R$ 1 mil, este custo sobe para 3,28%.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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