R.B. 23/MAI/14 ''Querido aliado''


R.B.

"Querido aliado"

 

São Paulo, 23 de maio de 2014 (SEXTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve seguir em alta, para recuperar o patamar dos 53.000pts, acompanhando o ‘’humor positivo’’ nas principais bolsas mundiais e com os investidores avaliando de maneira positiva a última pesquisa de intenções de voto para presidente, que mostrou os candidatos da oposição crescendo muito mais que Dilma e (2) o DÓLAR pode cair, devolvendo a alta registrada no pregão anterior, diante da manutenção do fluxo positivo de recursos externos.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA subiu 1,1%, mantendo-se em território positivo ao longo de todo pregão, acompanhando o bom desempenho das bolsas de NY e impulsionada pela recuperação das ações dos bancos, como Banco do Brasil (3,5%), Itaú (1,2%) e Bradesco (1,0%) e (2) o DÓLAR subiu 0,3% à R$ 2,21, revertendo uma abertura negativa, influenciado por declarações de Tombini, o presidente do BC brasileiro, sobre a demanda menor pelo programa de leilões de swaps cambiais, e seguindo a trajetória internacional da moeda norte-americana.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão 2,1% e China 0,2%, beneficiadas pela divulgação de dados melhores do que o esperado da produção industrial chinesa e seguindo o fechamento positivo das bolsas de NY no dia anterior, (2) da EUROPA, próximas da estabilidade e com pouca volatilidade, Inglaterra 0,1%, França 0,2% e Alemanha 0,2%, com os investidores aguardando novos sinais econômicos em um momento que os índices das bolsas se aproximam dos maiores patamares em 6 anos e (3) dos EUA, S&P 0,2%, DJ 0,1% e NASDAQ 0,6%, com as ações das pequenas empresas do setor de tecnologia liderando os ganhos e com os investidores surpreendidos positivamente com os números da atividade industrial do pais.

 

Entre ABR/13 e ABR/14 cresceu 5,7% o número de brasileiros que, mesmo aptos, dizem que não querem trabalhar, como fruto disto, mesmo com a geração de novas vagas recuando constantemente, a taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país atingiu 4,9% no mês passado, o que representa a menor taxa para o mês de abril desde o início da pesquisa, em 2002.

 

Ao invés de cortas gastos, novamente apelando para a ‘’contabilidade criativa’’ para fechar as contas do ano, o governo Dilma decidiu elevar, de R$ 14,2bi para R$ 24,3bi, suas previsões para as “receitas extraordinárias”, que são aquelas que não se fazem parte da arrecadação cotidiana de impostos e outras fontes de recursos e que virão, basicamente, de programas de parcelamento de dívidas tributárias.

 

O comércio varejista brasileiro espera um crescimento de apenas 1% nas vendas para o Dia dos Namorados em relação aos números do ano passado e, diante do aumento da inflação, da alta dos juros e principalmente da elevação das incertezas sobre o futuro próximo, em MAI/14 a Intenção de Consumo das Famílias brasileiras caiu -2,3% na comparação com ABR/14 e -4,2% na comparação com MAI/13, atingindo o menor patamar de toda a série histórica, iniciada em 2011.

 

Segundo Lucas Aristizabal, diretor responsável por petróleo e gás para América Latina da Fitch Ratings, a exigência pelo governo brasileiro de conteúdo nacional na exploração de petróleo e gás é um obstáculo para o desenvolvimento da Petrobras e, se provocar mais atrasos na entrega de equipamentos, pode comprometer as metas de produção da referida petrolífera.

 

-    A Vale subiu 1,7%, ‘’animada’’ com o resultado preliminar da indústria na China, que ficou acima do previsto e ajudou a afastar os temores de desaceleração acentuada da atividade no referido pais.


Política:

 

Dando notícias boas para o governo e para a oposição, segundo a última pesquisa divulgada, a taxa de desaprovação do governo Dilma subiu para 48% e a taxa de rejeição da presidenta se manteve em 33%, porem ao mesmo tempo seu percentual de votos subiu de 37% para 40%.

 

Ainda desconhecido da grande maioria dos eleitores e com a vantagem de ser uma terceira via, Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à presidência, subiu de 6% para 11% das intenções de voto e sua taxa de rejeição é de apenas 13%, o que representa o menor percentual entre todos os candidatos.

 

Com apoio dos empresários, mais visibilidade na mídia e carregando a responsabilidade de ‘’bater’’ em Dilma, Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à presidência, subiu de 14% para 20% das intenções de voto e sua taxa de rejeição, provavelmente toda ela formada por petistas, caiu de 25% para 20%.

 

Ontem, certa de 3,5 anos depois do prazo de conclusão fixado pelo então presidente Lula, Dilma foi inaugurar um trecho de 855 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul que liga Anápolis, em Goiás, a Palmas, no Tocantins, e mostrando quais são seus ‘’companheiros’’, a presidenta do Brasil agradeceu de forma entusiasmada o senador peemedebista José Sarney pela concepção da obra.

 

Atingindo mais um ‘’querido aliado’’ do governo Dilma, segundo Sérgio Fernando Moro, juiz da 13ª Vara Criminal Federal do Paraná, a Polícia Federal encontrou no escritório do doleiro Alberto Youssef comprovantes de depósitos bancários em espécie no valor de R$ 50 mil em nome do senador Fernando Collor de Mello, do PTB de Alagoas.

 

-     Tentando se aproximar do PMDB do RJ, ontem o tucano Aécio Neves, pré-candidato do PSDB ao Planalto, elogiou as Unidades de Polícia Pacificadora, principal vitrine do governo do Estado desde 2007.

-     Segundo investigações da Polícia Federal, a gestão do senador Blairo ‘’motosserra’’ Maggi no governo de Mato Grosso, entre 2003 e 2010, fez pagamentos milionários a empresas suspeitas de abastecer um esquema de caixa dois no Estado.

 

Ontem Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência, anunciou que seu partido lançará candidato próprio ao governo de MG e que o acordo com Aécio Neves, pré-candidato do PSDB, que previa apoio mútuo em Minas e Pernambuco, é apenas um pacto de não agressão que o PSB faz com todos os partidos.


Crítica:

 

Mostrando a que ponto pode chegar um governo populista, acéfalo e retrógado, a Casa Rosada, sede do governo argentino, divulgou uma suposta carta do Papa Francisco à presidenta Cristina Kirchner, que pedia que os argentinos encontrassem "um caminho de convivência pacífica" e que por fim foi desmentida pelo Vaticano, que divulgou uma nota alertando que o documento era falso.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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