R.B. 22/MAI/14 ''Menos plateia e mais críticos''


R.B.

"Menos plateia e mais críticos"

 

São Paulo, 22 de maio de 2014 (QUINTA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, tentando uma recuperação após 3 dias consecutivos de queda, principalmente entre as ações de bancos, e acompanhando o movimento ascendente das demais bolsas mundiais (2) o DÓLAR pode seguir em queda, influenciado pela expectativa de manutenção do fluxo positivo de recursos externos, principalmente diante do elevado patamar dos juros reais da economia brasileira e dos sinais de que os estímulos à economia dos EUA devem permanecer inalterados ainda por um ‘’bom tempo’’.

 

Ontem, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,3%, devolvendo na última hora do pregão os ganhos acumulados ao longo do dia, quando na máxima avançou 1,0%, pressionada pelas perdas das ações dos bancos, como Banco do Brasil (-7,2%), Itaú (-2,1%) e Bradesco (-2,5%), diante da decisão do Superior Tribunal de Justiça a favor de poupadores nas ações dos planos econômicos e (2) o DÓLAR caiu -0,3% à R$ 2,21, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e influenciado pelos leilões de venda do BC.

 

Também ontem, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, sem uma tendência única, Japão -0,2% e China 0,8%, divididas entre a frustração pelo ausência de anúncio de medidas de estímulo à economia japonesa e o fechamento positivo de Wall Street no dia anterior, (2) da EUROPA, próximas do maior patamar em 6 anos, Inglaterra 0,3%, França 0,4% e Alemanha 0,6%, seguindo o bom desempenho das bolsas de NY e impulsionadas pela divulgação de bons resultados corporativos, como o do grupo dinamarquês de petróleo e navegação A.P. Moller-Maersk (3,9%) e (3) dos EUA, recuperando as perdas do pregão anterior, S&P 0,8%, DJ 1,0% e NASDAQ 0,9%, após a divulgação de que as autoridades do Fed (‘’BC’’ local) apresentaram diversos cenários para elevar a taxa de juros, mas ressaltaram que o debate é apenas um "planejamento prudente" e não um sinal de que o aumento da taxa é iminente.

 

Durante o governo Lula o Brasil chegou a ter a quinta maior economia do mundo, porem este ano o país pode fechar na nona posição deste ranking e, como mais um fruto da péssima qualidade gerencial, administrativa e principalmente técnica do governo Dilma, no Índice de Competitividade Mundial da escola suíça IMD o país caiu para o 54º lugar de uma lista de 60 países, patamar muito inferior ao atingido 4 anos atrás (38ª posição).

 

Como os empresários estão desanimados com o futuro de economia, os consumidores estão endividados, a Copa do Mundo de Futebol está trazendo mais prejuízo do que lucro e os juros elevados estão dificultando o crédito e elevando a inadimplência, em ABR/14 foram criadas apenas 105.384 novas vagas no mercado de trabalho brasileiro, o que representa um resultado -46,4% inferior ao registrado em ABR/13.

 

Após o anuncio de que o IPCA-15 caiu de 0,78% em ABR/14 para 0,58% em MAI/14, Mantega, o ministro tupiniquim da Fazenda que tem cada dia ‘’menos plateia e mais críticos’’, ‘’garantiu’’ que a inflação está caindo e deve manter essa trajetória, ressaltando que isto é fruto da taxa de juros elevada, do aumento da oferta de alimentos e da entrada de mais etanol no mercado.

 

Em um ‘’efeito colateral’’ da seca que assola principalmente a região sudeste do Brasil e também da medida ‘’irresponsável e populista’’ que reduziu as tarifas de energia em 2013, as distribuidoras de energia elétrica terão que elevar ainda mais as taxas cobradas dos consumidores entre o final de 2014 e início de 2015.

 

Dando num sinal de menor apetite da iniciativa privada, que é fruto das incertezas econômicas e políticas do país, segundo informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres apenas 3 grupos apresentaram proposta para o primeiro leilão de rodovia federal de 2014, que acontece amanhã na Bovespa.


Política:

 

Fazendo justiça, mesmo que de forma tardia, o Tribunal Superior Eleitoral, que aliás é comandado por um ministro que foi indicado por Dilma, suspendeu apenas ontem a propaganda partidária do PT que aprofundava o discurso do medo fazendo referência ao "fantasmas do passado", lançada para tentar alavancar a candidatura da presidenta à reeleição.

 

Ainda na linha do ‘’discurso do medo’’, ontem a presidenta Dilma afirmou, durante a abertura do 86.º Encontro Nacional da Indústria da Construção em Goiânia, que as medidas impopulares que os candidatos da oposição pretendem fazer podem levar a cortes nos subsídios dos seus programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

 

Agraciado com ministérios, com cargos e com verbas públicas, ontem o PTB anunciou oficialmente seu apoio à reeleição da presidenta Dilma, somando-se a PT e PSD na lista de siglas já confirmadas na coligação e garantindo cerca de 1 minuto a mais no tempo de rádio e TV da petista.

 

Em mais um ato populista, capitaneado por pessoas e personalidades sem nenhuma noção ou experiência em educação infantil, ontem, depois de acordo com a bancada evangélica, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, em caráter terminativo e em votação simbólica, a chamada Lei da Palmada, que visa a coibir o emprego de castigo físico, tratamento cruel ou degradante contra crianças e adolescentes.

 

Com a imagem arranhada e consequentemente enfrentando dificuldades para ampliar seu arco de alianças, Alexandre Padilha, o pré-candidato petista ao governo de SP, entrou pessoalmente em campo para negociar com partidos aliados e impedir que PDT e PR fechem apoio a Paulo Skaf, do PMDB, ou à reeleição do governador tucano Alckmin.


Crítica:

 

Se tornando mais um cabide de empregos para os ‘’companheiros petistas’’, em 51 dias de funcionamento, entre NOV/13 e DEZ/13, a estatal criada pelo governo Dilma para gerir os contratos de partilha entre a União e as empresas de petróleo, para exploração do pré-sal, teve prejuízo de R$ -534mi, valor que é decorrente, principalmente, das despesas com pagamento de honorários a diretores e conselheiros nomeados pelo Ministério de Minas e Energia.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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