R.B. 28/ABR/14 ''Sem medo de tomar uma bala na testa''


R.B.

"Sem medo de tomar uma bala na testa"

 

São Paulo, 28 de abril de 2014 (SEGUNDA-FEIRA).


Mercados e Economia:

 

Hoje (1) a BOVESPA deve subir, acompanhando o desempenho das demais bolsas mundiais e com ‘’boas chances’’ de fechar esta semana acima dos 52.000pts, principalmente se as novas pesquisas indicarem mais uma queda das intenções de voto em Dilma, e (2) o DÓLAR pode cair, devolvendo a alta acumulada no pregão anterior, influenciado pelas expectativas de novas atuações do BC na ponta vendedora para assim tentar segurar a inflação.

 

Sexta-feira, no BRASIL, (1) a BOVESPA caiu -0,8%, acompanhando o ‘’mau humor’’ nos principais mercados internacionais em meio ao aumento das tensões políticas na Ucrânia, para fechar a semana em baixa de -1,4%, interrompendo assim uma sequência de 5 altas semanais consecutivas e (2) o DÓLAR subiu 0,6% à R$ 2,24, acompanhando a trajetória internacional da moeda norte-americana e também influenciado pela decisão do BC brasileiro de não realizar um leilão de rolagem de swaps cambiais (operação que equivale à venda futura de dólares).

 

Também na sexta-feira, nas principais bolsas (1) da ÁSIA, Japão -0,2% e China -1,0%, prejudicadas pela notícia de que a atividade da indústria japonesa registrou desempenho abaixo do esperado em FEV/14, (2) da EUROPA, Inglaterra -0,8%, França -0,8% e Alemanha -1,5%, com investidores analisando os balanços fiscais das empresas da região, que ficaram abaixo do esperado e (3) dos EUA, S&P -0,8%, DJ -0,8% e NASDAQ -1,8%, prejudicadas pelo aumento das tensões na Ucrânia e com a bolsa eletrônica Nasdaq registrando a maior baixa diária em 2 semanas, já que as ações da Amazon caíram 9,9% após a companhia prever prejuízo operacional para o trimestre atual.

 

Além de fazer despencar o preço das ações das empresas elétricas e3 também reduzir ainda mais a credibilidade regulatória do país, outro ‘’fruto da gracinha’’ que o governo fez em 2012 ao forçar a redução dos preços de energia elétrica foi que atualmente, principalmente por conta do aumento do uso das termoelétricas, cerca de 99% das empresas do setor pagarão mais pela eletricidade neste ano do que dois anos atrás.

 

Segundo um estudo da consultoria BCG, o Brasil é um dos países cuja indústria mais perdeu competitividade na última década e os motivos são (1) os níveis salariais dos trabalhadores, (2) o preço da energia, (3) os índices de produtividade e (4) as taxas de câmbio.

 

Transbordando do debate técnico e já considerado motivo de preocupação de analistas do mercado financeiro, investidores e empresários, o risco de racionamento de energia elétrica no Brasil já começa a abalar o crescimento econômico do país, que também segundo estimativas não será beneficiado pela Copa do Mundo de futebol.

 

Enquanto a principal cidade do país se encontra à beira de um racionamento de água, segundo um estudo da Confederação Nacional da Indústria, o Brasil economizaria R$ 37,2bi se atingisse uma redução de 50% nas perdas de distribuição de água até 2025, valor que é quatro vezes superior a todos os investimentos em saneamento básico realizados pelo país em 2011, que foi de R$ 8,9bi.

 

Puxado pelo setor de serviços, o volume de financiamentos para pequenas e médias empresas paulistas feito pela Desenvolve SP cresceu 16% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Segundo a FGV, em ABR/14 o Índice de Confiança do Consumidor brasileiro caiu -0,8% na comparação com MAR/14, passando de 107,2 para 106,3pts, atingindo assim o menor nível desde MAI/09 e mantendo-se abaixo da média histórica, de 116,4pts, pelo 15º mês consecutivo.

 

Segundo dados oficiais do BC, em MAR/14 o saldo negativo nas transações do Brasil com o exterior foi de US$ -6,2bi, resultado pior do que o previsto (US$ -5,8bi) e que foi impulsionado principalmente pelo péssimo desempenho das exportações, que atingiram neste mês o menor patamar dos últimos 13 anos.

 

Em vez de produzir mais aço, a Usiminas resolveu vender mais energia para aproveitar os elevados preços da eletricidade no curto prazo, o Bradesco teve fraca expansão do crédito e aumento da inadimplência futura, a produtora de celulose Fibria manteve a produção de um ano atrás, as construtoras seguem desovando estoques e a fabricante de cosméticos Natura citou ambiente "mais desafiador" e reiterou investimento menor neste ano, com isto os resultados das empresas tupiniquins no primeiro trimestre deste ano dão força à avaliação de que a economia brasileira começou o ano devagar e para piorar as indicações para o segundo trimestre não são positivas.

 

-    As empresas de transporte rodoviário de passageiros perderam 7,1 milhões de usuários entre 2005 e 2013, porem no mesmo período as companhias aéreas ganharam 51,2 milhões de passageiros domésticos.

-    Tentando ‘’tapar o sol com a peneira’’, segundo Aldo Rebelo, ministro dos Esportes, a baixa ocupação hoteleira para a Copa do Mundo, que acontece daqui a 45 dias, decorre do desbloqueio de vagas feito pelas companhias de turismo.

 

-     A Rossi Residencial caiu -6,5%, após informar que seus acionistas minoritários, representados pela Vinci Equities Gestora de Recursos, indicaram Luis Oliveira Perego como candidato na eleição para membro do conselho de administração que ocorre hoje.

-    A Cia Hering recuou -3,4% após divulgação que seu lucro líquido recuou -6,9% na comparação anual, o que ficou muito abaixo das estimativas do ‘’mercado’’.


Política:

 

Dando um ‘’péssimo exemplo’’ ao mostrar um total desrespeito pelas instituições do estado democrático de direito, segundo o ex-presidente Lula, os ministros do Supremo Tribunal Federal do Brasil tomaram mais uma decisão política do que jurídica ao condenar 25 réus do processo do mensalão.

 

Agindo de forma higienista, coincidentemente na mesma semana em que o Papa Francisco canonizou José de Anchieta, Tião Viana, governador do Acre, ‘’desovou’’ em SP 400 haitianos que se refugiaram no Brasil, que agora na maior cidade do país, assim como era no século XVI, ficaram sob a proteção da Igreja Católica.

 

Mirando sua reeleição e ciente da atual fragilidade política do governo Dilma, Alckmin, governador de SP, quer frear as negociações entre Kassab, do PSD, e o PMDB, para contar com o apoio do ex-prefeito, assim como já ocorreu em 2010.

 

‘’Sem medo de tomar uma bala na testa’’, ontem, em um discurso para uma plateia de mais de 3.000 pessoas no interior do Maranhão, o presidenciável e ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, do PSB,  afirmou que, se for eleito, irá mandar o senador-coronel José Sarney, do PMDB, para o campo da oposição.


Crítica:

 

Enquanto no Brasil, o governo acéfalo e vassalo das montadoras prepara mais um pacote de incentivo à compra de carros, que irão entupir ainda mais as esburacadas ruas e avenidas das cidades, na Alemanha, país do automóvel, a prefeitura de Hamburgo revelou planos ambiciosos para incentivar o uso de bicicletas e meios de transporte mais sustentáveis na cidade e quer, dentro de duas décadas, transformar diversas avenidas e rodovias em torno da cidade em áreas verdes.

 

Segundo um relatório divulgado pelo o ministério de Assuntos Exteriores da Alemanha, que é lido com atenção por todas as grandes agências de turismo do país e pelos turistas que compram pacotes de férias, o Brasil é uma nação onde não as leis não são respeitadas e onde o turista corre o risco de ser vítima de ladrões, sequestradores ou simplesmente de se envolver em confrontos entre a polícia e grupos criminosos, como aconteceu recentemente no RJ.


PAZ, amor e bons negócios;

Alfredo Sequeira Filho


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